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Parceria entre Assembleia e Unifacc aproxima população com Poder Legislativo

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A Assembleia Legislativa, em parceria com Faculdade Católica de Cuiabá (Unifacc), promoveu na noite desta terça-feira (10), no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, a aula inaugural, denominada Aula Magna dos cursos da entidade. Na ocasião foram realizadas quatro palestras direcionada aos alunos e participantes sob o tema “Faculdade Católica em Diálogo com a Sociedade: Encontro entre Academia, Justiça e Comunidade”. O objetivo é proporcionar contato direto com o Parlamento.

Representando o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Pode), o chefe de gabinete, Ademir Gaspar, destacou a importância do apoio da Casa com a Unifacc.

“É fundamental que a Assembleia promova ações concretas que demonstrem esse compromisso na prática. Nesta parceria com a Faculdade Católica, a Assembleia participa da aula magna, evento que marca o início do ano letivo e a abertura de todos os cursos da faculdade. A Assembleia assume, assim, um papel de destaque nessa importante iniciativa”, revelou Gaspar.

A Assembleia Legislativa colaborou na organização, na viabilização de palestrantes e na mobilização dos alunos que participaram do evento. “A presença dos estudantes visa proporcionar um contato direto com a Casa do Povo de Mato Grosso, demonstrando que este é um espaço aberto a todos. Através dos palestrantes, também teremos a oportunidade de apresentar o trabalho da Assembleia Legislativa. Receberemos adolescentes e acadêmicos, muitos dos quais talvez nunca tenham visitado a Assembleia Legislativa. Essa aproximação é de grande importância”, falou ele.

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O professor e advogado Matheus Alberto Rondon Silva explicou que esta edição da aula magna, promovida pela Unifacc, reúne as três unidades: Faculdade Católica de Cuiabá, Faculdade Católica de Rondonópolis e Instituto Católico de Ensino Técnico. “A principal função da aula magna é acolher os alunos, marcando o início do ano acadêmico. Busca-se proporcionar aos estudantes uma experiência de boas-vindas e um momento de aprendizado com profissionais de diversas áreas, visando agregar ao conhecimento e desenvolvimento profissional”, apontou ele.

Palestras – O primeiro assunto debatido teve como tema “Estágio e Inserção Profissionais para Estudantes”, proferida pela gerente executiva, Bruna Faria. Na sequência, a tenente-coronel da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), Athayses de Oliveira falou sobre a “Atuação da Polícia Militar no Combate a Violência Doméstica em Cuiabá”. Na terceira palestra, o delegado Frederico Murta falou sobre a “Segurança Pública em Mato Grosso”, e encerrando a série de palestras, o historiador e professor do Instituto Memória do Poder Legislativo, Edevamilton de Lima, fez uma explanação sobre a “História do Poder Legislativo”.

De acordo com o professor, o evento é fundamental para a valorização das instituições. Realizamos este evento em parceria com as faculdades Católicas de Cuiabá (Unifacc), teve como principal objetivo promover um diálogo com a sociedade.

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“É essencial esse assunto, porque é nesta Casa de Leis que se encontra o acervo de toda a história e de toda a legislação, abrangendo todas as áreas da sociedade. Refiro-me à saúde, à educação, à segurança, à infraestrutura”, destacou ele.

“Todas as iniciativas relacionadas a essas áreas fundamentais para a sociedade são discutidas e deliberadas no âmbito do Poder Legislativo, em um processo contínuo de construção legislativa. Uma vez concebidas e eleitas como prioritárias, essas iniciativas transformam-se em políticas públicas, que, por sua vez, devem ser acompanhadas pelos parlamentares. Portanto, é nesse espaço que a sociedade se organiza”, definiu ele.

Edevamilton falou também sobre o importante acervo que o Instituto Memória possui. Para ele, a participação dos acadêmicos das instituições foi fundamental em razão dos temas abordos durante o evento.

“Este é um ambiente propício para uma melhor compreensão de Mato Grosso, resultado do legado de vidas passadas. Um enfoque especial foi dado aos 190 anos da Assembleia Legislativa, que, neste ano, celebra 191 anos. Destaquei alguns pontos fundamentais para que pudessem compreender a importância de Mato Grosso, não apenas para os mato-grossenses, nativos ou adotivos, mas também para o Brasil”, afirmou o professor.

Fonte: ALMT – MT

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ALMT debate soluções para regularização fundiária e moradia de famílias do Silvanópolis e Paraisópolis

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Com plenário e galerias lotados, moradores dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis acompanharam, nesta quinta-feira (14), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), audiência pública que discutiu os impactos de uma decisão judicial relacionada à desocupação de áreas na região das Águas Nascentes, em Cuiabá. Entre crianças, idosos, trabalhadores, pais e mães de famílias, o sentimento predominante era de insegurança diante da possibilidade de perder as próprias casas.

A audiência foi convocada pelo presidente da ALMT, Max Russi (Pode), e pela vereadora Katiuscia Manteli (Pode), após sentença relacionada a uma ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos e envolve áreas conhecidas como Águas Nascentes.

Durante o encontro, moradores relataram medo de uma desocupação sem planejamento habitacional. Muitos acompanharam o debate segurando cartazes com pedidos de socorro, além de documentos e comprovantes de residência, enquanto buscavam respostas sobre o alcance da decisão judicial e o futuro das famílias que vivem na região há mais de duas décadas.

Segundo Katiuscia, atualmente mais de 1,5 mil famílias vivem nas áreas atingidas pela sentença. A vereadora afirmou que a audiência foi convocada para reunir os órgãos envolvidos e esclarecer quais medidas deverão ser adotadas.

“A principal intenção dessa audiência é que as famílias tenham respostas. Precisamos entender quantas famílias realmente precisarão ser realocadas, quais áreas podem ser regularizadas e quais encaminhamentos serão adotados pelo poder público”, afirmou.

Ao final da audiência, Katiuscia informou que o próximo passo será uma reunião com o Governo do Estado para discutir soluções conjuntas para a área. Segundo ela, o principal objetivo foi reduzir a insegurança das famílias diante das informações que circulavam sobre despejos imediatos.

Foto: Helder Faria

“O maior medo das famílias era acordar com máquinas derrubando as casas. Hoje elas saem daqui mais tranquilas, sabendo que haverá estudos e discussão antes de qualquer decisão”, disse.

O presidente da Assembleia Legislativa destacou que a Casa acompanhará o caso por meio da Procuradoria da ALMT e reforçou a necessidade de acelerar os processos de regularização fundiária no estado.

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“A regularização fundiária é uma das grandes demandas do estado, tanto na área urbana quanto rural. Precisamos avançar de forma mais rápida para garantir segurança jurídica e dignidade às famílias”, declarou Max Russi.

Após a audiência, o parlamentar afirmou que pretende discutir o tema diretamente com o governador do estado, além de reunir representantes do município, Ministério Público, Defensoria Pública, Intermat e lideranças comunitárias para avançar nos encaminhamentos.

“Existe uma preocupação ambiental que precisa ser respeitada, principalmente nas áreas de nascente e de risco. Mas também existem áreas livres onde é possível buscar soluções para essas famílias permanecerem próximas da região onde vivem hoje”, afirmou.

O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da audiência e afirmou que os moradores podem contar com o apoio da Assembleia Legislativa, desde que sejam respeitadas as restrições das áreas consideradas de risco e de desmoronamento. Segundo ele, as famílias que precisarem deixar essas áreas não podem ficar desabrigadas e deverão ter alternativas habitacionais.

Representante da Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso, Emídio de Souza defendeu que grande parte da área pode ser regularizada e afirmou que as remoções deveriam atingir apenas famílias instaladas em locais de erosão e às margens dos córregos.

“Existe possibilidade de regularização para grande parte das famílias. O que defendemos é que apenas as áreas de risco e de preservação permanente sejam desocupadas, com planejamento e reassentamento adequado”, disse.

Ele também criticou a ausência de projetos habitacionais para remanejamento das famílias e lembrou que a ocupação da região começou no fim da década de 1990.

Presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza afirmou que os moradores foram surpreendidos pela sentença judicial e relatou que a comunidade aguardava estudos técnicos que poderiam apontar soluções para permanência de parte das famílias.

“Hoje são cerca de 1.500 famílias vivendo ali. Tem idosos, cadeirantes, muitas crianças. A expectativa sempre foi de regularização, por ser uma área do estado”, afirmou.

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Já o presidente do Paraisópolis, Mário Domingos da Silva, relatou apreensão diante da possibilidade de retirada em massa dos moradores.

“As famílias querem saber para onde vão. Tem muita gente vivendo ali há mais de 20 anos e que construiu toda a vida naquela região”, declarou.

Durante a audiência, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a criação de um termo de ajustamento de conduta (TAC) envolvendo município e Governo do Estado para viabilizar moradias às famílias que precisarem ser removidas das áreas de risco.

Segundo o prefeito, moradores localizados às margens dos córregos e em áreas sujeitas a desmoronamentos precisarão ser realocados por questões de segurança e legislação ambiental.

“Nós precisamos realocar quem está em área de risco e garantir que essas famílias tenham destino adequado, sem simplesmente retirar as pessoas sem alternativa habitacional”, afirmou.

Abilio também defendeu estudos ambientais para redefinir áreas passíveis de regularização fundiária e sugeriu a transformação de parte da região em zona de interesse social para habitação.

Representando a Promotoria de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Cuiabá, Carlos Eduardo Silva afirmou que o Ministério Público buscará uma solução que concilie preservação ambiental e dignidade das famílias.

“Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais existentes na área com a realidade das famílias que vivem ali”, afirmou.

Segundo o promotor, a ocupação da região voltou a crescer após um processo de reassentamento realizado há cerca de 20 anos e a situação atual exige atuação conjunta dos órgãos públicos para cumprimento da decisão judicial e construção de alternativas habitacionais.

A audiência reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Governo de Mato Grosso, Prefeitura de Cuiabá, vereadores e lideranças comunitárias. Entre os encaminhamentos definidos estão a realização de novas reuniões com o Governo do Estado, estudos técnicos sobre as áreas ocupadas e a construção de alternativas para regularização fundiária e reassentamento das famílias localizadas em áreas de risco ambiental.

Fonte: ALMT – MT

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