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Comissão de Saúde otimiza trabalhos no 1º semestre

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No primeiro semestre de 2023, uma das principais ações da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi acompanhar a intervenção do Governo do Estado na Secretaria de Saúde Pública de Cuiabá. Para isso foi criada uma comissão provisória externa. 

A comissão foi criada em março e para presidi-la foi escolhido o deputado Paulo Araújo (PP). Entre as atribuições dela está o de emitir parecer sobre os relatórios e planos de intervenções, bem como se manifestar acerca da prestação de contas feita pelo gabinete de intervenção.

Ao completar 68 dias de trabalho, a comissão ouviu, na Assembleia Legislativa, a interventora Danielle Bertucini. Ela afirmou que a equipe de intenção detectou uma dívida trabalhista na ordem de R$ 92 milhões contraída na gestão da Empresa Cuiabana. Esses valores são relativos a rescisão de contrato, férias, décimo terceiro, prêmio saúde. 

Nesse interim, em uma das visitas à Policlínica do Coxipó (Dr. José Eduardo Vaz Curvo), em Cuiabá, Araújo afirmou que a unidade de saúde tinha uma das piores infraestruturas de Mato Grosso. “A unidade de saúde não tem condições de continuar atendendo a população. O local passa por reformas há mais de dois anos. Isso é inconcebível. Defendo a intervenção estadual até o final do mandato de Emanuel Pinheiro”, afirmou Araújo.  

No 1º ano, da 20ª Legislatura, a Comissão de Saúde está sendo presidida pelo deputado Lúdio Cabral (PT). Em seu ato de posse, Cabral afirmou que os deputados estariam empenhados a fiscalizar e a identificar os problemas que envolvem as diversas áreas de saúde. A ideia, segundo Cabral, além de avançar e melhorar a qualidade da legislação, a comissão tem que fiscalizar as condições de atendimento da saúde à população.

Para acompanhar de perto as ações e os principais gargalos enfrentados pelo Executivo estadual, a comissão realizou audiências públicas. Uma delas foi à apresentação de balancetes financeiros e orçamentários da Secretaria Estadual de Saúde do Estado (SES), do 1º trimestre de 2023.

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Nesse encontro, o deputado Lúdio Cabral questionou o assessor Técnico do Núcleo de Gestão Estratégicos para Resultados da SES, Oberdan Ferreira Coutinho Lira, sobre o número de pessoal contratado pela Secretaria em todo o Estado. 

“É inadmissível que os servidores contratados sejam maiores que os efetivos. Os temporários chegam a 4.443 mil, já os efetivos são em 2.906 servidores. Enquanto isso, o déficit de servidores para os quadros da SES chega a sete mil cargos vagos. Mas o governo propõe um concurso com apenas 406 vagas”, explicou Cabral. 

Já, durante reunião extraordinária, os integrantes da Comissão de Saúde ouviram Oneide Martins Ribeiro Romera, que é ouvidora da SES. Ela falou sobre as demandas da Ouvidoria Geral do Sistema Único de Saúde/Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso. Romera afirmou que a maior dificuldade enfrentada pelos usuários do SUS é à falta de medicamentos. 

“Hoje, são 19 medicamentos que estão em falta nas farmácias de alto custo. As pessoas recorrem à ouvidoria porque são medicamentos de uso continuo, que não podem ser interrompidos. Esses medicamentos, infelizmente, estão em falta há quatro meses. Hoje, a Ouvidoria vem sofrendo um processo de sucateamento, tínhamos 30 servidores, atualmente são 11 colaboradores”, explicou Romera.

A outra questão levantada pela comissão, nesse período, foi o convite feito à Organização Não Governamental (ONG-Cirinho Sorrindo), para integrar a Câmara Setorial da Oncologia. A instituição está localizada em Sorriso e atende pacientes de todo médio-norte do estado como foco no trabalho para diagnóstico precoce de câncer.

Os integrantes da comissão aproveitaram, durante reunião extraordinária, para ouvir especialistas ligados as clínicas de tratamentos renais em Mato Grosso. O deputado Lúdio Cabral afirmou que os valores pagos para as clínicas de nefrologia, em relação às demandas dos procedimentos, estão defasados. 

De acordo com Cabral, são mais de três mil pacientes atendidos em 11 clínicas, localizadas em oito municípios mato-grossenses. “O tratamento é custeado em 100% pelo Ministério da Saúde. Não há um centavo do governo estadual. Os valores repassados para cada sessão de hemodiálise é R$ 218, mas o valor deveria ser de R$ 305”, explicou Cabral.

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Retorno dos trabalhos 

Na última reunião de 4 de julho, os integrantes da comissão aprovaram a realização de oito audiências públicas nos meses de agosto e setembro. A primeira delas será no dia 8 de agosto, às 9 horas, na sala das Comissões Deputada Sarita Baracat. Nesse dia, os deputados vão discutir com a sociedade civil a situação da saúde indígena em Mato Grosso. 

Outra audiência pública será realizada no dia 15 de agosto, às 10 horas, na sala 202 Deputada Sarita Baracat. A comissão e convidados vão debater o Plano Estadual de Saúde e Segurança dos Pacientes. Já no dia 17, às 14 horas, os deputados vão até o município de Sinop (região do Teles Pires) para discutir a assistência hospitalar. 

Nos municípios de Colíder e Alta Floresta, no dia 18, às 8 horas e às 18 horas, respectivamente, a comissão vai debater também a assistência hospitalar empreendida nas duas cidades. Já no dia 29, às 8 horas, na sala 202, Deputada Sarita Baracat, da Assembleia Legislativa, os deputados vão debater os problemas de pacientes renais crônicos e a terapia renal substitutiva.  

Em setembro 

No dia 5, às 9 horas, a comissão realiza audiência pública, na sala 202 da ALMT, para debater as doenças socialmente determinadas: hanseníase, tuberculose, IST (infecção sexualmente transmissível), AIDS/HIV e malária. O debate será na sede da Assembleia Legislativa.

A última audiência pública, marcada para o dia 19 de setembro, às 9 horas, a Comissão de Saúde vai debater a assistência às pessoas com dor crônica, como fibromialgia, artrite reumática e outras enfermidades. A audiência pública está agendada para a sala 202, Deputada Sarita Baracat. 

Fonte: ALMT – MT

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Emissoras da Assembleia Legislativa participam de audiência do TRE-MT sobre horário eleitoral

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A TV Assembleia e a Rádio Assembleia participaram, na manhã desta sexta-feira (21), de audiência pública realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) para definir o plano de mídia e a ordem de veiculação do horário eleitoral gratuito das Eleições Gerais de 2026. Aberto a representantes da imprensa e dos partidos políticos, o encontro tratou da distribuição do tempo de propaganda, das regras para veiculação das mídias e das medidas de fiscalização.

Representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), participaram da reunião, pela TV Assembleia, o chefe de programação Rafael Ojeda e a programadora Pamela Aline Crispim; e, pela Rádio Assembleia, o coordenador Jimmy Rodrigues de Oliveira e o radialista Luiz Eduardo de Oliveira. As duas emissoras farão a veiculação do horário eleitoral gratuito, conforme previsto na legislação eleitoral.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa na próxima sexta-feira (28) e segue até 1º de outubro. Durante a audiência, foram apresentados os procedimentos que deverão ser observados pelas emissoras, partidos e federações para garantir o cumprimento da legislação eleitoral.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a importância da participação da imprensa no processo eleitoral e da transparência na definição das regras de veiculação. “É importante que vocês nos acompanhem. Isso nos dá legitimidade, transparência, credibilidade e a gente mantém o relacionamento. Todas as partes que compõem a sociedade são importantes no processo eleitoral”, afirmou.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Segundo a juíza auxiliar da presidência do TRE-MT e coordenadora do horário eleitoral gratuito, Edna Ederli Coutinho, o plano de mídia estabelece o tempo destinado a cada legenda e a ordem de veiculação da propaganda em rede no primeiro dia. A definição considera a representatividade dos partidos e federações, conforme as regras eleitorais.

A magistrada também ressaltou que as informações definidas na audiência serão disponibilizadas no site do TRE-MT, permitindo o acompanhamento pelos partidos, emissoras, candidatos e pela sociedade.

Horários e distribuição da propaganda —Embora Mato Grosso esteja uma hora atrás da capital federal, a veiculação da propaganda eleitoral segue os horários estabelecidos pela Justiça Eleitoral em Brasília.

Na programação em rede, o rádio terá dois blocos diários, de segunda-feira a sábado, das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25, no horário de Brasília. Em Mato Grosso, esses horários correspondem a 6h às 6h25 e 11h às 11h25.

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Na televisão, os blocos serão exibidos das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55, no horário de Brasília, correspondendo a 12h às 12h25 e 19h30 às 19h55 no horário de Mato Grosso.

Além da propaganda em rede, haverá inserções distribuídas ao longo da programação, observando os períodos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

Outro destaque da audiência foi a apresentação do Sistema HEG-Mídias, desenvolvido pelo TRE-MT para auxiliar na operacionalização do horário eleitoral e no acompanhamento da distribuição das cotas de propaganda destinadas às candidaturas proporcionais de mulheres, pessoas negras e pessoas indígenas.

O secretário judiciário do TRE-MT, Carlos Luanga, explicou que a ferramenta foi desenvolvida de forma inédita para organizar a distribuição das cotas conforme as normas eleitorais. “O TRE de Mato Grosso, de forma inovadora, desenvolveu um sistema que distribui conforme os normativos prescrevem, cotas para negros, para mulheres e para indígenas”, afirmou.

A juíza Edna Coutinho explicou que a cota destinada às mulheres corresponde a, no mínimo, 30% do tempo, enquanto as cotas destinadas a candidaturas negras e indígenas devem observar a proporcionalidade prevista na legislação.

O Sistema HEG-Mídias permitirá o acompanhamento da distribuição e também deverá contribuir para a fiscalização do cumprimento das regras. A ferramenta estará disponível no site do TRE-MT a partir de segunda-feira (24), às 12h. O tribunal também programou treinamento on-line para representantes dos partidos e equipes técnicas das emissoras na próxima semana.

Responsabilidade e combate à desinformação — Durante a audiência, a juíza Glenda Moreira Borges, coordenadora da fiscalização da propaganda, ressaltou que partidos, federações e emissoras possuem responsabilidades distintas na execução do horário eleitoral.

“O plano de mídia não é apenas uma questão operacional. Ele é um instrumento de garantia da igualdade de oportunidades entre as forças políticas que participam do processo eleitoral. Por isso, o seu cumprimento exige organização, pontualidade e responsabilidade de todos os envolvidos”, afirmou.

Glenda também ressaltou a importância do horário eleitoral no processo democrático. “O horário eleitoral gratuito deve ser utilizado como um espaço de diálogo com o eleitorado, de apresentação de propostas e de construção de uma campanha positiva e respeitosa”, disse.

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A presidente do TRE-MT também reforçou a orientação para que candidatos e partidos observem as regras durante a propaganda eleitoral e evitem conteúdos que possam violar a legislação. “Tudo aquilo que exacerbar vai ter a reação do Tribunal proporcionalmente também. Nós não somos um órgão sensor, mas não aceitamos censura também”, afirmou Serly.

A magistrada ainda apresentou novidades no aplicativo Pardal, utilizado pela Justiça Eleitoral para receber denúncias de irregularidades. Segundo ela, a ferramenta terá recursos de inteligência artificial para direcionar as denúncias ao canal responsável pelo atendimento, facilitando a análise das ocorrências.

Criado originalmente pelo TRE-MT, o Pardal foi posteriormente adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para utilização em todo o país.

O secretário judiciário Carlos Luanga também explicou que a situação dos registros de candidatura poderá influenciar a participação de candidatos no horário eleitoral. Segundo ele, o TRE-MT trabalha para concluir o julgamento dos registros até metade do próximo mês. “Hoje nós estamos fazendo o plano de mídia. Os registros estão sendo analisados, irão para julgamento. O nosso prazo é até o dia 14 de setembro para julgar todos os registros”, explicou.

A audiência pública foi realizada no plenário do TRE-MT e integra os procedimentos de preparação para as Eleições Gerais de 2026. A participação da TV Assembleia e da Rádio Assembleia permite às equipes das emissoras acompanhar diretamente as orientações da Justiça Eleitoral e adequar a programação às exigências estabelecidas para o período eleitoral.

Campanha ALMT e TRE-MT – A Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o Tribunal Regional Eleitoral desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as Eleições Gerais de 2026. A iniciativa integra acordo de cooperação entre as instituições e prevê ações de orientação ao eleitorado e divulgação de informações sobre o processo eleitoral.

Lançada na semana passada, a campanha corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026. A primeira, realizada em abril, alertou os eleitores sobre o prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.

Fonte: ALMT – MT

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