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Arcabouço fiscal deve ser votado em até 10 de maio, diz Lira

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Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados
Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), afirmou nesta terça-feira (18) que o novo arcabouço fiscal será votado em até 10 de maio pelos parlamentares. A proposta substituirá a regra do teto de gastos, criado em 2016.

O texto foi entregue a ele em uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros membros do primeiro escalão do governo. A medida prevê aumento dos gastos acima da inflação e obriga o presidente da República enviar explicações ao Congresso Nacional caso não cumpra a meta fiscal.

Lira ainda afirmou, em coletiva de imprensa, que o relator da matéria será decidido nesta quarta-feira (19). O favorito é o deputado Cláudio Cajado (Progressistas-CE), aliado de primeira ordem de Lira e que tem votado favorável à Lula.

“Amanhã a gente anuncia logo depois do almoço. Os nomes são nomes que estão postos aí, que já estão sendo cotados”, disse.

“Nada acontece na Câmara sem envolvimento dos líderes partidários. Queremos pautar no tempo adequado. Temos o desafio de discutir uma reforma tributária no primeiro semestre e queremos ter concluído o Arcabouço. Se concluirmos até 10 de maio, seria o ideal”, concluiu o presidente da Câmara.

Lira deve comandar, junto do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), as negociações para a aprovação do novo marco fiscal. Para o chefe da Câmara, o texto deve ser aprovado com, ao menos, 308 votos.

“Não há qualquer gasto fora da regra. Nós vamos tratar com muita transparência e com a tranquilidade que este texto merece. Vamos procurar ao menos 308 votos de apoio”, afirmou.

O projeto precisa maioria absoluta, ou seja, 257 votos, para ser aprovado. Após passar pela Câmara, a proposta deve ser analisada pelo Senado, antes da sanção de Lula.

Fonte: Economia

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ECONOMIA

Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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