Ministério Público MT

Promotoria apura erosões e risco de acidentes em avenida de Querência

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A 1ª Promotoria de Justiça de Querência instaurou notícia de fato para apurar possíveis irregularidades na infraestrutura de drenagem pluvial da Avenida Norberto Schwantes, no município. A medida foi adotada após vistoria técnica realizada no dia 7 de abril deste ano pela promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, diante de relatos de riscos à segurança e problemas recorrentes no local.Durante a inspeção in loco, foram constatados indícios de comprometimento estrutural da vala existente ao longo da avenida, com presença de erosões, desbarrancamento das margens e acúmulo de resíduos sólidos, como lixo doméstico e entulhos descartados de forma irregular. O relatório de vistoria aponta que esse material contribui para a obstrução parcial do fluxo de água, comprometendo o funcionamento adequado do sistema de drenagem urbana.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também observou que, em alguns trechos, o fluxo de água é reduzido e apresenta sinais de estagnação, o que indica deficiência no escoamento das águas pluviais e potencial risco de alagamentos em períodos chuvosos, além da possibilidade de proliferação de vetores. Em pontos específicos, especialmente próximos a travessias improvisadas, a estrutura da vala demonstra deterioração acentuada, com buracos, queda de materiais e ausência de manutenção, o que pode agravar o processo erosivo já identificado.Outro aspecto destacado na vistoria diz respeito à segurança viária. Conforme registrado no relatório, a vala permanece aberta em diversos trechos, com proteção insuficiente ou precária. As barreiras existentes, como estruturas improvisadas de madeira e sinalização inadequada, não oferecem segurança suficiente para impedir a queda de pedestres ou veículos. A proximidade da via de tráfego com as áreas erodidas, sem contenção eficaz, aumenta o risco de acidentes e desmoronamentos.A instauração da notícia de fato leva em consideração, ainda, a ocorrência recente de um acidente envolvendo um veículo que caiu na vala, fato registrado em vídeos e noticiado pela imprensa local, o que demonstra a materialização do risco apontado na inspeção. Há também registros de alagamentos e transbordamentos no local em períodos de chuva, reforçando a suspeita de falhas estruturais no sistema de drenagem.Diante desse cenário, o Ministério Público requisitou informações a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Obras ou Infraestrutura, para que esclareçam se existe projeto técnico de drenagem para a Avenida Norberto Schwantes, quais medidas de manutenção e contenção foram adotadas nos últimos 12 meses, se há estudos que indiquem risco estrutural na área e quais providências foram tomadas após os acidentes registrados. O Município também deverá informar quais medidas estão previstas ou já em execução para a correção das irregularidades, com apresentação de cronograma.A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também foi oficiada para informar se há monitoramento ou registros de impactos ambientais decorrentes da vala, como poluição, assoreamento ou descarte irregular de resíduos, bem como eventual atuação fiscalizatória no local. Reportagens e registros audiovisuais divulgados na internet foram anexados aos autos como elementos informativos iniciais.Segundo a promotora de Justiça, as circunstâncias verificadas podem indicar falha na prestação de serviço público essencial relacionado à drenagem urbana e à manutenção viária, com potencial violação aos direitos à segurança, à mobilidade urbana e ao meio ambiente urbano equilibrado.“O objetivo da atuação do Ministério Público é acompanhar de perto a situação, identificar responsabilidades e assegurar que sejam adotadas medidas eficazes para preservar a segurança, a mobilidade urbana e o meio ambiente urbano equilibrado”, destacou a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT contesta decisão e cobra solução para bem-estar animal em Cuiabá

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) protocolou, nesta quinta-feira (6), agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) requerendo medidas urgentes para assegurar a efetiva implementação da política municipal de bem-estar animal em Cuiabá. O recurso foi interposto pela 16ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital após a Vara Especializada do Meio Ambiente indeferir, pela segunda vez, o pedido de bloqueio de R$ 15 milhões das contas do Município. De acordo com o MPMT, os recursos são indispensáveis para garantir atendimento veterinário 24 horas, aquisição de ração, medicamentos e outros insumos, além da execução de obras e adequações estruturais no Canil Municipal, assegurando, assim, “a salvação dos animais sob custódia do réu”. O recurso foi distribuído à Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT. No agravo, o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel argumentou que o Município vem descumprindo, de forma reiterada, as obrigações assumidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2016 e homologado judicialmente. O acordo prevê a estruturação, manutenção e execução efetiva da política pública municipal de proteção e bem-estar animal. “O momento processual exige cumprimento, e não nova negociação; exige efetivação do título executivo, e não a reabertura de uma fase consensual há muito superada”, assinalou o promotor de Justiça no recurso. O Ministério Público também questionou a decisão que atribuiu à instituição a elaboração de um plano financeiro e operacional para execução das medidas emergenciais. Conforme sustenta no recurso, essa responsabilidade é exclusiva da administração municipal. “O Ministério Público não administra o Poder Executivo. Não executa despesas públicas. Não realiza planejamento governamental. Não elabora programas administrativos. Não seleciona fornecedores. Não promove gestão orçamentária. Não atua como ordenador de despesas”, argumentou Joelson Maciel. Além do bloqueio dos recursos via Sisbajud, o MPMT requereu que seja afastada a determinação para que o órgão ministerial apresente um plano de aplicação dos valores e que o processo não seja encaminhado ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). “Depois de mais de uma década de discussões, negociações, acompanhamentos, fiscalizações, celebração de TAC e homologação judicial, o retorno do feito ao Cejusc não representa avanço procedimental, mas verdadeira marcha ré da atividade jurisdicional executiva”, destacou o recurso. Segundo o promotor de Justiça, a fase de negociação consensual já foi amplamente esgotada ao longo dos anos. “O processo não pode transformar-se em mecanismo permanente de rediscussão de obrigações já assumidas, tampouco em espaço indefinido para sucessivas tentativas conciliatórias. A experiência concreta destes autos demonstra que não faltaram reuniões, diálogo institucional ou oportunidades de composição. O que falta é o efetivo cumprimento do compromisso assumido pelo ente municipal”, acrescentou. Histórico – O impasse judicial tem origem no cumprimento de sentença decorrente do TAC firmado entre o Ministério Público e o Município de Cuiabá em 2016. Em manifestação protocolada no dia 29 de julho deste ano, o MPMT reiterou o pedido de bloqueio de R$ 15 milhões, sustentando que a medida possui caráter coercitivo e visa garantir a execução das obrigações assumidas pela administração municipal na área de bem-estar animal. Na decisão proferida em 5 de agosto, a Vara Especializada do Meio Ambiente indeferiu o pedido de bloqueio dos recursos e determinou a realização de novas diligências para complementação das provas. Também foi determinada a remessa dos autos ao Cejusc Ambiental para tentativa de solução consensual. Processo nº 0000846 60.2015.8.11.0082

Fonte: Ministério Público MT – MT

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