ECONOMIA

Pacheco diz que Copom pode reduzir Selic na próxima reunião

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Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, em entrevista a jornalistas
Lula Marques/ Agência Brasil – 30/03/2023

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, em entrevista a jornalistas

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta quinta-feira acreditar que seja possível redução da taxa básica de juros, a Selic, já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), prevista para ocorrer em maio.

“Não quero arriscar qual seria a redução [dos juros], mas nada drástico. Não precisa descer para 11%. São coisas gradativas, reunião a reunião, monitorando a inflação. Havendo dificuldade ao se reduzir os juros, nada impede que haja o restabelecimento da taxa“, disse em conversa com jornalistas ao sair de evento no Lide Conference, no Reino Unido.

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Para Pacheco, a inflação caiu abaixo do esperado, o que, atrelado ao avanço do novo arcabouço fiscal, já possibilitaria uma redução da Selic, que está em 13,75% ao ano, maior patamar desde novembro de 2016.

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Segundo o presidente do Senado, é uma questão de “responsabilidade” reduzir a taxa básica de juros. “Quero acreditar que o desejo do presidente do Banco Central, até pela responsabilidade que tem com o país e com o crescimento da economia, o desejo também seja da redução“, disse.

Segundo Pacheco, apesar da autonomia, o Banco Central (BC) precisa atuar como uma agência reguladora, em consonância com o governo federal.

“Ao mesmo tempo [que são autônomas] tem que ter um olhar sobre as necessidades do país. Não só o que pontua um novo governo“, afirmou.

Ontem, ao discursar no evento, Pacheco já havia cobrado redução dos juros na frente do presidente da instituição, Roberto Campos Neto, que discursa no evento nesta sexta (21).

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“A inflação, meu querido Campos Neto, está contida e em ritmo de queda. Nossa moeda é estável e tivemos na semana passada abaixo de R$ 5 o dólar. Agora precisamos crescer o Brasil e não conseguiremos com a taxa de juros a 13,75%“, disse Pacheco.

Fonte: Economia

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ECONOMIA

Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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