ECONOMIA

Novo arcabouço fiscal garante ‘compromisso social’, diz Dias

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Wellington Dias (PT)
Divulgação: PT – 02/10/2022

Wellington Dias (PT)

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, disse nesta quinta-feira (30) que o novo arcabouço fiscal garante controle das contas públicas integrado ao compromisso social. Considerado um dos melhores interlocutores do governo, ele defende diálogo com o Congresso para aprovar o texto.

O conjunto de regras apresentado pelo Ministério da Fazenda nesta quinta (3) dá mais folga ao Orçamento e, com isso, abre espaço para investimentos em áreas sociais.

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“O caminho traçado pelo presidente Lula, para o novo arcabouço fiscal, combina controle das contas a partir de um plano com metas, que faltava no plano anterior, com esforço para mais investimento público e privado, para acelerar crescimento econômico. O desafio é não deixar o Brasil refém da atual política de juros altos, e buscar ambiente de diálogo e entendimento no Congresso Nacional. A proposta assim mantém compromisso firme com o econômico, mas integrado com o ambiental e o social” disse Dias ao GLOBO.

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O ministro repetiu o lema de Lula e citado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na coletiva de apresentação das regras, que prometeu “colocar o rico no Imposto de Renda e o pobre no Orçamento”.

“E além de cuidar dos mais pobres, vamos fazer crescer a renda destes e também crescer a renda e o número de pessoas na classe média, para uma economia mais segura, mais estável, com ampliação do consumo interno”, completa.

A pasta de Dias é responsável pelo pagamento do Bolsa Família, um dos programas citados pela pasta no anúncio das novas regras fiscais e a ampliação dos pagamentos foi considerada uma “reparação social”.

O “novo arcabouço fiscal” propõe, através meta de superávit e controle de gastos, zerar o déficit público primário da União no próximo ano e ter superávit primário de 1% do PIB em 2026. O superávit primário é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excluindo gastos com pagamento de juros.

Como anunciou Haddad, os gastos da União se limitarão a 70% do crescimento da receita. Com isso, o Orçamento volta a ter aumento real, ou seja, acima da inflação. No entanto, caso a arrecadação não seja suficiente para atingir a meta de superávit, esse percentual cai para 50% no ano seguinte e 30% no posterior.

Por exemplo, se a projeção for de alta de 5% acima da inflação na arrecadação no ano seguinte, as despesas poderão crescer até 3,5%. Agora, se esses 5% não forem suficientes para atingir o superávit primário, as despesas subirão apenas 2,5% ou 1,5%.

Fonte: Economia

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ECONOMIA

Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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