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TJMT Inclusivo: capacitação em Autismo reúne especialistas e sociedade em Cáceres

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Com auditório cheio e prestigiado não somente por ativistas da causa e autoridades, mas também por muitos autistas, presencialmente e online, o Fórum da Comarca de Cáceres foi palco, nesta sexta-feira (26 de setembro), da 4ª edição do projeto “TJMT Inclusivo – Capacitação e Conscientização em Autismo”, promovido pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O evento, realizado de forma híbrida, reuniu magistrados, servidores, profissionais da saúde, da educação, estudantes, familiares e pessoas atípicas, consolidando-se como uma iniciativa de grande impacto social e jurídico para toda a região.

A programação conta com palestras de especialistas da área da saúde e do direito, além de relatos de famílias atípicas e apresentações artísticas, trazendo uma abordagem completa sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entre os temas abordados estão inclusão social, neurodiversidade, tratamentos, atualizações científicas e a visão dos tribunais sobre o tema.

Segundo a desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, a proposta é descentralizar o debate e aproximar o Judiciário da sociedade.

“Queremos capacitar magistrados, servidores e a população em geral para compreender o autismo, combater preconceitos e estimular a empatia. Hoje a neurodiversidade faz parte de muitas pautas que tramitam no sistema de Justiça e cabe a nós, como servidores públicos, não somente julgar esses casos, mas levar o debate e esclarecimentos a todas esferas da sociedade. Nas escolas ainda há muita exclusão e discriminação com crianças autistas e precisamos transformar essa realidade por meio da conscientização”, destacou a desembargadora.

O diretor do Fórum de Cáceres, juiz José Eduardo Mariano, ressaltou a importância do evento para toda a sociedade local.

“Essa capacitação é essencial para que possamos lidar de forma mais humana e consciente com pessoas autistas. Precisamos de um olhar diferenciado, não só dentro do Judiciário, mas em todas as áreas da sociedade: família, saúde, educação e serviços públicos”, afirmou.

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“Parabéns ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso por trazer até Cáceres essa capacitação, que é de grande relevância para muitas pessoas que estão dentro do Espectro Autista e necessitam de um olhar diferenciado. É fundamental envolver não somente famílias e profissionais da saúde, mas também órgãos públicos, comunidade escolar e Poder Judiciário com objetivo oferecer uma vida inclusiva adequada a todos, seja crianças, jovens ou idosos”, afirmou a secretária municipal de Assistência Social, Andrelina Magali da Silva, que na oportunidade representou a prefeita Antonia Eliene Liberato Dias.

O evento também abriu espaço para a arte como forma de expressão e inclusão. A jovem artista plástica Maria Clara Souza Campos, de 22 anos, autista e filha da servidora do TJMT, Adriana Ferreira de Souza, que expôs suas obras durante a programação. “Eu pinto desde 2022 e, quando crio minhas telas, me sinto livre. Trazer minha arte para este evento foi incrível, é a primeira vez que exponho em Cáceres. Ser autista é legal, temos nossas particularidades, mas o mais importante é o respeito”, afirmou emocionada. Mãe e filha serão palestrantes na capacitação.

A abertura da programação contou a performance da poetisa, escritora, mãe atípica e servidora do TJMT, Ceila Monica Silva Ferraz Alencastro de Moura. Com a música autoral “Ei… que você sabe sobre o autismo? É verdade ou mentira?”, de forma lúdica e envolvendo o público, ela ensinou sobre aspectos do Autismo e da importância da inclusão.

O médico Antonio José Rodrigues também participou da abertura. Morador de Rio Branco, município vizinho de Cáceres. Ele é diretor da Associação de Equoterapia Manuel Jorge Ribeiro, e apresentou a entidade, que nasceu da iniciativa de um empresário e hoje beneficia diversas pessoas neurotípicas da região.

Justiça Inclusiva

Com carga horária de 24 horas e transmissão ao vivo pela pelo canal do Youtube do TJMT, a iniciativa reforça o compromisso do Judiciário em alinhar-se às recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva os tribunais a promoverem políticas de acessibilidade e inclusão.

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A edição em Cáceres soma-se a outras já realizadas em Sinop, Sorriso e Cuiabá, demonstrando o esforço do Tribunal em percorrer todo o estado, levando informação e capacitação. Até o fim do ano, novas comarcas-polo receberão o projeto.

Também estiveram presentes o corregedor-geral da Justiça, José Luiz leite Lindote; os desembargadores Rubens de Oliveira Santos Filho e Jorge Luiz Tadeu Rodrigues; o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira; o juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJMT, Antônio Veloso Peleja Júnior, da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Judiciário; a juíza Renata do Carmo Evaristo Parreira, também da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do TJMT; a juíza Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto Antunes, da Segunda Vara de Cáceres; a juíza Christiane da Costa Marques Neves, diretora do Fórum de Várzea Grande; juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima; o promotor de Justiça Saulo Martins; a advogada Cibele Simões, presidente da OAB-MT, Subseção de Cáceres; defensor público Anderson Pereira; o professor da Unemat, campus Cáceres, Antonio Armando; presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Cáceres, Tânea Ferreira de Souza; além de magistrados e magistradas da Comarca de Cáceres, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública, advogados e advogadas, servidores e servidoras, professores, e público em geral.

📺 Todas as palestras do evento estão disponíveis neste link: Assista aqui

Acesse este link e confira a programação completa

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mutirão leva dignidade e novas oportunidades a pessoas em situação de vulnerabilidade

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Vista ampla sob tenda branca com várias cadeiras ocupadas por pessoas em uniformes verdes e amarelos. Há mesas de atendimento e veículos brancos estacionados ao fundo.Com foco na inclusão social e no acesso a direitos, o Mutirão PopRuaJud – Dia D do Trabalhador disponibilizou nesta quinta-feira (14), na sede da Fundação Nova Chance (Funac), em Cuiabá, uma série de serviços gratuitos destinados à população em situação de vulnerabilidade.
Ao longo do dia, foram ofertados atendimentos de saúde, vacinação, emissão de documentos, orientação jurídica, vagas de emprego, cursos profissionalizantes, além de serviços como consulta com optometrista (que produz lentes para óculos), corte de cabelo, testes rápidos de doenças e palestra sobre empreendedorismo. A proposta foi concentrar, em um único local, tudo aquilo que muitas vezes é de difícil acesso para essa população.
Mulher loira de blusa escura e colar de pérolas fala ao microfone da "TV JUSTIÇA". Ela gesticula com as mãos enquanto é entrevistada em um ambiente interno de paredes claras.A diretora executiva da Funac, Beatriz Dziobat, destacou que a ação representa muito mais do que prestação de serviços. “Hoje é um marco. Conseguimos reunir diversas instituições para que o trabalhador tenha acesso facilitado a tudo: vacinação, assistência social, vagas de emprego… É um dia pensado para aproximar essas pessoas das oportunidades e mostrar que existe uma rede pronta para acolher e ajudar”, afirmou.
Ainda segundo Beatriz, a integração entre as instituições é essencial para o sucesso da iniciativa. “É essa parceria que faz o trabalho fluir. A gente encaminha, recebe encaminhamentos e amplia o alcance do atendimento.”
Homem de traços orientais e cabelos grisalhos veste camisa polo branca e fala para um microfone da TV Justiça em um corredor iluminado com pessoas ao fundo.A participação do Poder Judiciário também foi ressaltada como fundamental para garantir segurança e acesso à cidadania. O coordenador do Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional para a Promoção de Políticas Públicas às Pessoas em Situação de Rua (CMMIRua-PJMT), desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira enfatizou que a presença institucional fortalece o resgate da dignidade.
“O Judiciário precisa estar presente. Quando falamos de sistema prisional e de reinserção social, estamos falando de cidadania. Muitos saem do sistema sem apoio e acabam em situação de rua. Precisamos atuar desde a prevenção até o acolhimento, garantindo condições reais de recomeço”, pontuou.
Mulher de camiseta azul marinho e crachá gesticula à frente de uma tela de TV que exibe uma apresentação sobre formalização de negócios. Ambiente de sala de aula.No campo jurídico, o defensor público Márcio Bruno Teixeira Xavier de Lima destacou a importância do atendimento próximo dessa população. “A Defensoria atua há mais de cinco anos junto à Fundação Nova Chance, atendendo especialmente pessoas em regime aberto e semiaberto. Estar aqui permite oferecer um serviço mais célere e eficiente, ajudando a resolver pendências e facilitando o acesso a direitos básicos, como o trabalho, que é essencial para evitar a reincidência”, explicou.
Além do acesso ao emprego formal, o evento também abriu portas para o empreendedorismo. A analista de inclusão produtiva do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Danielle de Jesus Silva Rodrigues, ressaltou a importância de estimular novas possibilidades de geração de renda.
“Estamos aqui para mostrar que é possível empreender a partir das habilidades de cada um. Muitas vezes há dificuldade de inserção no mercado formal, mas existem inúmeras oportunidades para gerar renda e transformar vidas. Nosso objetivo é abrir horizontes e orientar esse público”, afirmou.
Homem pardo de cabelo curto, vestindo camisa polo preta com brasão e a sigla CGE. Ele fala diante de um microfone da TV Justiça. Ao fundo, pessoas com uniformes verdes e amarelos.Histórias como a de Eduardo Getúlio da Cunha mostram, na prática, o impacto desse trabalho. Após seis anos no sistema prisional, ele encontrou na Fundação Nova Chance o apoio necessário para recomeçar. Hoje, trabalha na Controladoria Geral do Estado e cursa Ciências Contábeis.
“Aqui é uma porta para quem quer mudar de vida. Foi assim comigo. Eles me orientaram, me deram oportunidade. Hoje estou trabalhando, estudando e construindo um futuro diferente. É possível, sim, recomeçar”, relatou.
Para Eduardo, ações como o mutirão representam o primeiro passo para muitos que ainda buscam uma nova chance. “Quem vem aqui encontra apoio, orientação e oportunidade. Depende da pessoa querer mudar, mas o caminho existe”.
Mulher de camiseta verde e óculos atende homem de camiseta preta em mesa com computador. Ela usa teclado e mouse enquanto conversam em um ambiente de escritório iluminado.O Mutirão PopRuaJud foi promovido com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Poder Judiciário de Mato Grosso, Secretarias de Estado de Saúde, de Assistência Social e Cidadania e de Justiça, Secretarias Municipais de Saúde, da Mulher e de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Sesi e Sebrae.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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