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TV Assembleia exibirá série em homenagens às mulheres que contribuem com o Parlamento

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No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Para celebrar a data, a TV Assembleia de Mato Grosso produziu uma série de seis vídeos que mostram as experiências de mulheres que vivenciaram ou vivenciam, de alguma forma, o Poder Legislativo.

De acordo com a jornalista e servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Franchesca Bogo, todos os anos a TV AL produz um material em homenagem às mulheres.

“As séries deste ano se baseiam nas mulheres que chegaram lá. Os vídeos mostram a luta delas que, de alguma forma, têm relação com a ALMT, com deputados ou com as atividades desenvolvidas pelo Poder Legislativo”, disse Franchesca.

A jornalista explicou ainda que os vídeos vão mostrar quando e como essas mulheres perceberam que era possível chegar onde chegaram e como foi o caminho para isso.

“Entre os vídeos que a TV Assembleia produziu, terá a deputada Janaina Riva (MDB), única parlamentar mulher na Casa de Leis. Vamos mostrar a história da prefeita de Jaciara, Andreia Wagner, que é esposa do presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), que começou na vida pública vendo o exemplo do marido, trabalhando em ações sociais. Teremos o depoimento da vereadora Maria Avallone (PSDB), que é a esposa do deputado Carlos Avallone (PSDB), que há anos acompanha a trajetória política do marido. Ela, por exemplo, se projetou e viu que podia fazer mais”, contou a jornalista.

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“Outra mulher de exemplo, a vereadora Katiuscia Mantelli (PSB), servidora da Casa por muitos anos, conheceu os trâmites e as dificuldades do trabalho legislativo, lançou candidatura e foi eleita. A Luciene Carvalho, presidente da Academia Mato-grossense de Letras, participou ativamente da Câmara Setorial Temática da Cultura da Assembleia, uma personalidade importante, dentro das legislações e iniciativas culturais. E por fim, Paula Calil, vereadora por Cuiabá, irmã do deputado Kalil Faissal, que hoje ocupa a presidência do Poder Legislativo Municipal”, finalizou.

O gerente de jornalismo da TVAL, Jorge Albert, disse que, desde que assumiu o cargo de gerente há oito anos, a equipe da TVAL produz vídeos em homenagens às mulheres que ocupam lugares de destaque na sociedade e que têm relação com a Casa Legislativa.

“Todo ano produzimos vídeos com mulheres que servem de exemplo e que ocupam espaços em destaque no Legislativo e na sociedade. Na sua maioria, são mulheres que vivenciam mais de perto as necessidades de políticas públicas como um todo. É a mulher quem leva o filho na escola, no posto de saúde, que vai ao mercado, e ainda por cima trabalha fora e acaba sendo protagonista frente às responsabilidades, exemplo disso são essas mulheres que serão homenageadas pela TV Assembleia”, explicou Jorge.

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Os vídeos poderão ser assistidos pela TV Assembleia por meio dos canais digitais abertos (30.1, Cuiabá e Várzea Grande e 9.2, interior de Mato Grosso).

As entrevistas poderão ser assistidas também via internet através do site da www.al.mt.gov.br e pelo canal da TVAL MT na plataforma Youtube, www.youtube.com/tvassembleiamt e serão exibidas às 12h30, com reprise às 21h20.

Veja abaixo a lista das entrevistadas e a ordem em que os vídeos serão transmitidos:

Dia 5/03 – Janaina Riva – deputada estadual

Dia 6/03 – Maria Avallone – vereadora de Cuiabá

Dia 07/03 – Katiuscia Mantelli – vereadora de Cuiabá

Dia 08/03 – Luciene Carvalho – presidente da Academia Mato-grossense de Letras

Dia 9/03 – Paula Calil – presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá

Dia 10/03 – Andreia Wagner – prefeita de Jaciara

Ficha técnica:

Produção e Reportagem: Antônio Carlos Silva e Priscila Almeida;

Edição e Pós-produção: Franchesca Bogo, Nariel Iatskiu e Marcos Okamura;

Imagens: Davi Fagundes, Jorge Queiroz e João Victor Sena.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência na ALMT reúne autoridades e municípios para definir proposta de acordo sobre áreas de divisa entre Mato Grosso e Pará

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (2), no auditório Milton Figueiredo, audiência pública para debater as propostas complementares ao acordo em discussão no Termo de Conciliação conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que serão apresentadas ao Estado do Pará diante das exigências formuladas por Mato Grosso. O debate foi requerido pelos deputados estaduais Nininho (Republicanos) e Diego Guimarães (Republicanos) e reuniu prefeitos, vereadores, produtores rurais, representantes da Procuradoria-Geral do Estado, da Procuradoria da ALMT e lideranças da região afetada.

O objetivo foi reunir informações técnicas e documentadas sobre os impactos enfrentados pelos municípios mato-grossenses que prestam serviços públicos em comunidades localizadas em território administrativamente pertencente ao Pará, mas que dependem, na prática, da estrutura de Mato Grosso para acesso à saúde, educação, segurança, transporte escolar, infraestrutura e defesa agropecuária. O material servirá de base para a proposta que será apresentada ao STF dentro do prazo estabelecido durante a audiência de conciliação realizada em Brasília.

O procurador da Assembleia Legislativa Bruno Willames Cardoso Leite afirmou que a abertura da conciliação representa um avanço importante para Mato Grosso. Segundo ele, o processo caminhava para um desfecho desfavorável ao Estado, mas a mobilização da Assembleia Legislativa, dos prefeitos e das lideranças da região levou o Pará a reconhecer a necessidade de discutir soluções para os prejuízos enfrentados pelos municípios e moradores das áreas de divisa.

“Era um processo praticamente encerrado, com causa ganha para o Pará. A atuação da Assembleia Legislativa, dos deputados e dos prefeitos, conseguiu fazer o Pará dar um passo atrás e reconhecer sua omissão. O problema não passa apenas pela linha territorial. O problema passa pela vida e pela dignidade de milhares de pessoas”, destacou.

Bruno explicou que a audiência foi estruturada para produzir encaminhamentos concretos. Segundo ele, os municípios precisam apresentar documentos que comprovem os gastos realizados e os problemas enfrentados, pois essas provas serão fundamentais para embasar pedidos de ressarcimento dos serviços já prestados e também mecanismos de compensação quando o Pará, por limitações geográficas, não conseguir atender determinadas comunidades.

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O procurador apresentou os principais eixos que deverão compor a proposta de acordo, entre eles saúde, educação, transporte escolar, assistência social, segurança pública, sanidade animal, bitributação, regularização fundiária, crédito rural e governança da transição. Explicou ainda que todas as contribuições da audiência serão incorporadas à petição que será protocolada pela Procuradoria-Geral do Estado em conjunto com a Assembleia Legislativa.

Entre os pontos destacados por Bruno Leite está a situação da sanidade animal, que, segundo ele, compromete a competitividade dos produtores da Gleba São Benedito. Como a região integra o bloco sanitário do Pará, os produtores ficam impedidos de acessar mercados internacionais já habilitados para Mato Grosso. Outro problema é a bitributação, que aumenta os custos da produção e reduz a competitividade da atividade agropecuária.

O procurador ressaltou que o acordo busca minimizar os prejuízos enfrentados atualmente pela população, mas não encerra a discussão sobre a divisa entre os estados. Segundo ele, novos mapas históricos e documentos cartográficos identificados pela equipe técnica poderão subsidiar futuras medidas judiciais sobre a delimitação territorial, caso o acordo não contemple integralmente os interesses de Mato Grosso.

O deputado Nininho explicou que a audiência dá continuidade às tratativas iniciadas junto ao ministro Flávio Dino, responsável pela condução da conciliação entre os dois estados.

Segundo o parlamentar, após a audiência de conciliação e a reunião técnica realizadas em Brasília, ficou estabelecido que Mato Grosso apresentará até o próximo dia 10 de julho um relatório contendo os custos assumidos pelos municípios para atender as comunidades localizadas nas áreas de divisa.

“Estamos buscando fatos novos e informações concretas sobre a questão territorial, mas, enquanto isso, precisamos encontrar um termo de cooperação para acolher essas pessoas que moram, trabalham e produzem naquela região. Elas não podem ficar isoladas, sem saúde, educação, segurança e infraestrutura”, afirmou.

Coautor do requerimento da audiência, o deputado Diego Guimarães destacou que a construção da proposta depende da união entre Assembleia Legislativa, prefeitos, vereadores e órgãos estaduais. Segundo ele, o Estado precisa permanecer mobilizado para garantir segurança jurídica à população e fortalecer o documento que será encaminhado ao Supremo.

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Diego Guimarães afirmou ainda que, durante a audiência de conciliação em Brasília, o Pará tentou transformar o encontro em uma vitória política, enquanto Mato Grosso manteve o foco na construção de soluções para os municípios e moradores das áreas afetadas. O parlamentar também colocou a Assembleia Legislativa à disposição para auxiliar os municípios na elaboração das informações e levantamentos necessários para subsidiar a proposta de acordo.

O prefeito de Paranaíta, Osmar Antônio Moreira, relatou que o município atende aproximadamente mil moradores da Gleba São Benedito, localizada em uma área de cerca de 180 mil hectares, assumindo despesas com saúde, educação, segurança e infraestrutura.

Segundo ele, o município ingressou no STF com ação buscando o ressarcimento dos recursos aplicados nessas comunidades. “Eu não entrei questionando divisa. Eu entrei em vidas humanas que estão em jogo, em serviços públicos que estamos prestando. Enquanto a discussão territorial continua, a população não pode esperar”, afirmou.

Representando os produtores rurais da região, Orlando Figueiredo explicou que a Gleba São Benedito vive uma situação singular, pois está isolada por reservas indígenas e pela Base Aérea, o que torna praticamente impossível qualquer atendimento direto por parte do Pará.

Para ele, toda a produção agropecuária é comercializada em Mato Grosso e todos os insumos também são adquiridos no Estado. Entretanto, os produtores enfrentam elevados custos com a bitributação e prejuízos provocados pelas restrições sanitárias impostas ao trânsito de animais oriundos do Pará.

“O Pará não consegue oferecer infraestrutura, saúde, segurança ou assistência. Toda a nossa vida acontece em Mato Grosso. Além disso, enfrentamos a bitributação e as restrições sanitárias que comprometem a comercialização e reduzem a competitividade da produção”, relatou.

Fonte: ALMT – MT

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