Em um momento histórico para a saúde pública de Poconé (104 km da capital), o Hospital Geral Dr. Nicolau Fontanillas Fragelli realizou, nesta terça-feira (4), as primeiras 40 cirurgias de catarata de um projeto que promete transformar a vida de milhares de moradores. A iniciativa lançada hoje é fruto de emenda parlamentar de R$ 2,4 milhões do deputado estadual Eduardo Botelho (UB), em parceria com a Prefeitura de Poconé e o governo do estado, por meio do programa Fila Zero.
O aposentado Benedito Lourenço Magalhães, de 66 anos, foi um dos beneficiados neste primeiro dia de cirurgias. “Há mais de um ano espero por essa cirurgia. Diziam que ia vir, mas nunca chegava. Graças a Deus, agora aconteceu. Obrigado, Botelho, pela cirurgia. Voltei a enxergar”, disse emocionado.
As triagens serão feitas nos postos de saúde, e os procedimentos vão ocorrer no hospital da cidade, inicialmente todas as terças-feiras. A equipe é composta por nove especialistas na área oftalmológica.
O deputado Eduardo Botelho destacou o impacto das ações de saúde. “Estamos lançando um programa inédito de oftalmologia em Poconé, que vai transformar a vida de milhares de pessoas. Com essa emenda, garantimos mais de 5 mil procedimentos, entre consultas, exames e cirurgias de catarata, levando atendimento oftalmológico de qualidade para quem mais precisa”.
Os pacientes contam com uma estrutura de ponta, segundo o coordenador do projeto, Dr. Vitor Rossetto. Ele explica que a iniciativa faz parte do programa Fila Zero, do Governo do Estado, criado para zerar a fila de espera para cirurgias eletivas. “Com essa emenda, nosso centro oftalmológico, equipado com tecnologia de ponta, vai garantir procedimentos cirúrgicos seguros e humanizados para toda a baixada cuiabana”, afirmou.
A presidente do Hospital Geral local, Eulina Moraes, destaca que, com a implementação deste projeto, Poconé dá um passo significativo na melhoria da saúde ocular dos poconeanos, proporcionando acesso a tratamentos antes inacessíveis para muitos. “Vamos atender os municípios vizinhos, e principalmente, os moradores da zona rural”, reforçou.
O prefeito de Poconé, Dr. Jonas, ressaltou a importância da iniciativa. “Poconé será referência em oftalmologia, não só na baixada cuiabana, mas em todo o Mato Grosso. É um sonho que se torna realidade”, disse.
Novos pacientes
O pantaneiro Salvador de Arruda, de 76 anos, já vai marcar a cirurgia de catarata e expressou gratidão ao deputado: “Muito obrigado, Botelho, por olhar pelo nosso município”.
O crescimento do uso de redes sociais, jogos online e aplicativos de mensagens entre crianças e adolescentes acendeu um alerta em Mato Grosso. E para enfrentar os riscos cada vez maiores no ambiente virtual, o deputado estadual Alex Sandro (Republicanos) apresentou o Projeto de Lei nº 584/2026, que cria a Política Estadual de Prevenção ao Aliciamento Digital de Crianças e Adolescentes.
A proposta, apresentada em plenário no último dia 13, busca ampliar ações preventivas, educativas e de conscientização para proteger menores contra crimes praticados pela internet, como exploração sexual, manipulação emocional, violência psicológica, extorsão virtual, exposição indevida de imagens e dados pessoais, além do chamado “aliciamento digital”.
Segundo o parlamentar, o avanço das plataformas digitais aumentou significativamente os riscos de exploração e aproximação criminosa de menores no ambiente virtual, tornando necessária a criação de mecanismos permanentes de conscientização e proteção preventiva.
“Aliciamento digital é caracterizado por qualquer tentativa de aproximação ou manipulação de crianças e adolescentes por meio de redes sociais, aplicativos, plataformas digitais, jogos eletrônicos ou outros ambientes virtuais, com objetivos criminosos ou abusivos”, diz trecho do projeto.
Entre as diretrizes previstas estão campanhas educativas, ações de conscientização em escolas, divulgação de materiais informativos e incentivo à orientação preventiva sobre o uso seguro da internet. O projeto também prevê a integração entre famílias, instituições de ensino, sociedade civil e órgãos públicos na construção de uma cultura de proteção digital infantojuvenil.
Outro ponto importante da proposta é o incentivo à cooperação entre órgãos de segurança pública, educação, assistência social e entidades de proteção à infância para fortalecer ações de prevenção e enfrentamento aos crimes virtuais contra menores.
O texto ainda estabelece que pessoas condenadas judicialmente por crimes digitais contra crianças e adolescentes poderão sofrer restrições administrativas em atividades ligadas ao público infantojuvenil promovidas pelo Estado. Entre as medidas previstas estão impedimentos para participação em programas, convênios, eventos e projetos voltados à infância e juventude.
A proposta tem caráter preventivo e educativo, sem criação de novos cargos ou despesas obrigatórias ao Estado, permitindo que as ações sejam integradas a políticas públicas já existentes nas áreas de educação, segurança pública e proteção da infância.
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