Um procurado pela Justiça do Estado do Maranhão foi preso pela Polícia Civil de Mato Grosso, no sábado (24.06), em ação da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).
O foragido de 43 anos vinha sendo procurado pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Polinter), e foi preso ao ser parado na Operação da Lei Seca, realizada no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá.
O homem teve o mandado de prisão decretado recentemente, no dia 15 de junho, pela 2ª Vara Criminal da Comarca da Ilha de São Luís (MA), por sentença condenatória pela prática do crime de roubo majorado com emprego de arma de fogo.
O condenado dirigia um veículo Toyota Corolla, e durante abordagem foi feita a checagem do condutor e constatada a ordem de prisão em aberta.
Diante dos fatos, o motorista do automóvel foi detido e conduzido até a Polinter para as providências cabíveis, sendo posteriormente apresentado para audiência de custódia no Fórum da Capital.
Em razão do histórico criminal, a Justiça determinou encaminhamento do preso para unidade prisional de segurança máxima, em Cuiabá, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
Envolvimento em crimes
Conforme informações da Polinter, o preso integra grupo criminoso que atua dentro e fora dos presídios, bem como é apontado como sendo um dos líderes da alta cúpula da organização.
O mesmo passou a ser investigado pelo Setor de Inteligência, por sua participação como membro do “conselho fiscal” da organização criminosa.
Ele foi um dos alvos na Operação “Contra Senha”, deflagrada pela Polícia Civil, visando a repressão a roubos e furtos a caixas eletrônicos e instituições financeiras, ocorridos entre os anos de 2010 e 2011, em várias cidades de Mato Grosso e fora do Estado.
Além da prisão em caráter definitiva em sentença penal, definida pela 2ª Vara Criminal da Comarca da Ilha de São Luís, por roubo majorado com emprego de arma de fogo, o indivíduo também possui condenações pelo juízo do Estado de Mato Grosso, pela prática de crimes contra o patrimônio.
¿¿A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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