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MP e Comitê discutem regulação unificada para pacientes oncológicos

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Defesa da Saúde, promoveu nesta quarta-feira (25), na sede das Promotorias da capital, reunião do Comitê Intersetorial para o Desenvolvimento do Plano de Ação Oncológica de Mato Grosso. Criado por determinação judicial, o grupo atua de forma permanente na formulação, implementação e fiscalização de políticas públicas de atenção oncológica, com foco no cumprimento da legislação que estabelece o início do tratamento contra o câncer em até 60 dias após o diagnóstico.Durante o encontro, conduzido pelo promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, foi apresentada proposta da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para a consolidação de uma política estadual estruturada. O plano prevê o mapeamento de todos os prestadores públicos e privados e a organização do atendimento em macrorregiões, com linhas de cuidado específicas.“Estamos diante de um problema estrutural e complexo, mas com esforço conjunto já conseguimos avanços importantes, como a estadualização de contratos com o Hospital de Câncer e o Hospital Geral. Nosso objetivo é oferecer um atendimento mais digno e eficaz ao paciente oncológico”, afirmou o promotor Milton Mattos.Entre as propostas deliberadas, destaca-se a criação de uma central única de regulação oncológica. A secretária-adjunta do Complexo Regulador da SES, Fabiana Cristina Bardi, destacou a importância da articulação entre os entes envolvidos sobre o tema. “A regulação é sempre um tema delicado, mas quando conseguimos unir forças, as respostas são mais rápidas e resolutivas, principalmente para quem mais precisa: o paciente”.Presente pela primeira vez no comitê, a secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Sampaio, avaliou positivamente a iniciativa. “É reconfortante ver que os pacientes com câncer estão sendo tratados com um olhar mais humanizado e estratégico. Isso certamente vai melhorar o acesso e a qualidade do atendimento”, declarou. O diretor-presidente do Hospital de Câncer de Mato Grosso, Laudemi Moreira Nogueira, também participou da reunião e elogiou a condução do processo. “A intervenção do Ministério Público é fundamental para garantir que todos os envolvidos exponham seus desafios e encontrem soluções conjuntas. O objetivo de todos nós é o mesmo: oferecer um tratamento adequado e humano a quem enfrenta o câncer”, pontuou.Participaram ainda representantes das Secretarias Municipais de Saúde de Várzea Grande, dos Comitês de Saúde do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa, da Coordenadoria de Atenção às Condições de Saúde, da Ouvidoria de Saúde de Cuiabá, além de instituições como o Instituto de Tratamento do Câncer (ITC), o Grupo de Apoio a Pacientes com Câncer (GAPCAN) e a Associação de Apoio aos Pacientes Oncológicos de Cuiabá (APOOC).As deliberações do comitê serão encaminhadas ao Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e à Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para validação e posterior apresentação ao Poder Judiciário.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça aceita denúncia e manda prender acusada por morte de advogado

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A Justiça de Mato Grosso acatou a denúncia contra nove pessoas investigadas pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto em 5 de dezembro de 2023, em Cuiabá, e determinou a prisão de uma das acusadas.
A decisão foi assinada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 12ª Vara Criminal da Capital. Com isso, os investigados passam a responder formalmente pelos crimes, que incluem homicídio qualificado e participação em organização criminosa.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o assassinato teria sido cometido por um grupo organizado, com divisão de tarefas, voltado a execuções sob encomenda.
Entre os denunciados estão Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, apontados como mandantes do crime. Também são acusados outros envolvidos na intermediação, execução e apoio logístico.
Na mesma decisão, a juíza determinou a prisão preventiva de Elenice Ballarotti Laurindo. Segundo o entendimento da magistrada, há indícios de que ela participou da contratação e do pagamento pela execução, além de risco de interferência no andamento do processo.
Já os pedidos de prisão de Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater foram negados. Eles continuarão cumprindo medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, restrição de contato e limitação de deslocamento.
A Justiça também determinou a citação de todos os denunciados para que apresentem defesa e autorizou o levantamento do sigilo do processo.
A denúncia é assinada pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, Elide Manzini de Campos, Vinicius Gahyva Martins e Rodrigo Ribeiro Domingues.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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