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Especialistas debatem identificação de desaparecidos em MT

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizará, na sexta-feira (29), o 1º Simpósio Estadual sobre Pessoas Desaparecidas, com o tema “Não me esqueça”. O evento será no auditório da Sede das Promotorias de Justiça, das 8h às 17h30, e reunirá especialistas de diversas áreas para discutir políticas públicas, experiências práticas e estratégias voltadas à busca e identificação de pessoas desaparecidas em Mato Grosso e no Brasil.O simpósio é uma realização conjunta do Centro de Apoio Operacional às Promotorias (CAO) do MPMT em parceria com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), com da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Também apoiam o evento o Sindicato dos Profissionais da Ciência da Papiloscopia do Estado de Mato Grosso e o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado de Mato Grosso.Voltado especialmente para profissionais das forças de segurança e acadêmicos das áreas da saúde, biologia e afins, o simpósio busca promover o intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos, além de fortalecer a articulação entre instituições envolvidas na temática.A programação terá início com o credenciamento e acolhimento dos participantes, seguido da abertura oficial. A primeira palestra será ministrada pelo promotor de Justiça Caio Marcio Loureiro – coordenador do CAOP, que abordará o SINALID – Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos. Em seguida, o delegado da Polícia Civil (PJC-MT) Caio Albuquerque apresentará um panorama sobre os desaparecidos no Brasil e em Mato Grosso.A terceira palestra será conduzida por Kesia Melo, perita oficial criminal da Politec, que falará sobre o funcionamento do Núcleo de Identificação Humana da instituição. A manhã será encerrada com uma mesa-redonda sobre experiências de busca e identificação.No período vespertino, a psicóloga jurídica Rafaela Neves Gil, da PJC, abrirá os trabalhos com uma palestra sobre o acolhimento aos familiares de pessoas desaparecidas. Na sequência, Simone Mariana Delgado, papiloscopista da Politec, apresentará o projeto “Lembre de Mim”, destacando o papel da necropapiloscopia na identificação de pessoas desaparecidas. Juliana Fabris Lima Garcia, perita oficial criminal da Politec, abordará o uso do DNA na Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas.Ainda na parte da tarde, o perito oficial odonto legista Gabriel Chaves falará sobre a contribuição da odontologia legal na identificação humana. Drielly Susuki, assistente social do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), explicará o fluxo de identificação de pessoas desconhecidas em hospitais públicos. O evento será encerrado com um painel interativo sobre os desafios e propostas para Mato Grosso.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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