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SES aponta redução de 89% dos casos graves de malária entre 2019 e 2022 em MT

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Levantamento realizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) mostra que Mato Grosso registrou uma queda de 89% no número de casos graves de malária entre os anos de 2019 e 2022. A diminuição se deve às ações de prevenção adotadas pelo Governo do Estado, principalmente nas regiões de garimpo.

Os municípios têm recebido apoio e orientação, além de medicamentos antimalária, mosquiteiros com inseticida para proteção, materiais educativos e equipamentos para controle do mosquito transmissor da doença.

Conforme o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Malária (Sivep-Malária), em 2019 foram registrados 338 casos graves da malária falciparum no Estado. Dados parciais de 2022 apontam 38 registros.

O documento ainda aponta uma queda de 63% entre os casos leves da doença registrados em 2021 e 2022, quando foram notificados 4.255 casos e 1.590 casos, respectivamente.

De acordo com o secretário Estadual de Saúde, Juliano Melo, a SES tem trabalhado ativamente junto aos municípios e outras instituições de segurança e meio ambiente com objetivo de mitigar ainda mais a doença em Mato Grosso.

“O enfrentamento da malária é realizado de forma intersetorial porque é uma causa que atravessa muitos setores para além da saúde. Nós fornecemos os materiais e capacitações para o combate, os municípios atuam com os atendimentos dos casos e a segurança pública e meio ambiente coíbem o garimpo ilegal”, pontua o gestor.

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Conforme o Boletim da SES, do total de 141 municípios do estado, os municípios de Aripuanã, Colniza e Pontes e Lacerda concentraram 92% do total de casos de malária do estado no ano de 2021 e 71% em 2022.

A responsável técnica do Programa Estadual de Controle de Malária da SES, Marlene da Costa Barros, explica que a maioria dos casos ocorrem em área de garimpo devido a vários fatores, como as condições insalubres do local e de degradação ambiental.

“Por isso, é importante que os municípios identifiquem os casos e fiquem atentos aos pacientes dessas localidades, para um diagnóstico e tratamento oportuno”, diz Marlene.

Ações da SES
Os casos de malária são diagnosticados e tratados diretamente pelas unidades de saúde dos municípios. Entre as medidas adotadas pela SES para a contenção da doença no Estado estão a emissão de alerta para as Secretarias Municipais de Saúde sobre a ocorrência de casos da doença na região de garimpo, e reunião e visitas técnicas nos municípios.

A SES também faz distribuição rotineira de medicamentos antimaláricos e testes rápidos de diagnóstico para malária; distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida para proteção contra o vetor; distribuição de material educativo e guias de diagnóstico e tratamento para os municípios e distribuição de equipamentos para controle do vetor da malária.

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A Secretaria está elaborando o plano estadual de eliminação da malária e apoia a elaboração dos planos municipais por meio das oficinas que estão em andamento nos municípios dos 16 Escritórios Regionais de Saúde. O plano estadual está dividido em quatro fases, com a eliminação da doença até 2035.

Sobre a malária
A malária é uma doença endêmica causada por um parasita chamado plasmodium. Ele se instala nos mosquitos do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego, e passa para o corpo humano no momento da picada.

O quadro clínico da malária pode ser leve, moderado ou grave, dependendo da espécie do parasita, da quantidade de parasitas circulantes, do tempo de doença e do nível de imunidade do paciente. O diagnóstico precoce e o tratamento específico e oportuno são as únicas formas de evitar o agravamento do quadro e o óbito.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso tem a segunda menor taxa de desemprego do país

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Mato Grosso registrou taxa de desocupação de 3,1% no primeiro trimestre de 2026, índice quase duas vezes menor que a média nacional, de 6,1%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14.5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, Mato Grosso teve a segunda menor taxa de desemprego do país, atrás apenas de Santa Catarina, que registrou 2,7%. Também ficaram entre os menores índices nacionais Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).

Em comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando a taxa de desocupação em Mato Grosso era de 3,5%, o Estado apresentou redução no índice neste ano.

Apesar do aumento em relação ao último trimestre de 2025, quando a taxa foi de 2,4%, o avanço é considerado sazonal. Historicamente, o primeiro trimestre registra crescimento da desocupação devido ao encerramento de vagas temporárias abertas no fim do ano, principalmente no comércio, além da conclusão de contratos temporários nas áreas de Educação e Saúde no setor público municipal.

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A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, destacou que o desempenho de Mato Grosso demonstra a solidez do mercado de trabalho estadual mesmo em um período historicamente marcado pela elevação da desocupação.

“Mesmo diante de um trimestre em que historicamente observamos aumento nas taxas de desocupação, Mato Grosso segue apresentando resultados positivos. Quando analisamos os números em relação ao mesmo período do ano passado, percebemos uma redução no desemprego, o que demonstra o avanço do Estado. Isso é reflexo das políticas públicas adotadas e também do esforço do povo mato-grossense em todos os setores da economia”, afirmou.

A pesquisa também mostrou que Mato Grosso apresentou taxa de subutilização da força de trabalho de 6,7%, resultado inferior ao registrado nacionalmente e a segunda menor taxa do país. O indicador considera pessoas que trabalham menos horas do que poderiam ou que estão disponíveis para trabalhar, mas não conseguem ocupação.

No primeiro trimestre de 2025, a taxa de subutilização em Mato Grosso era de 8,1%, o que representa queda de 1,4 ponto percentual no período.

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Fonte: Governo MT – MT

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