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Professor da Rede Estadual incentiva pesquisa e engaja estudantes em aula de Matemática

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No município de Sapezal, o professor de Matemática Marcelo Moraes, da Escola Estadual André Antônio Maggi, transforma a maneira como os alunos do terceiro ano do Ensino Médio enxergam a disciplina e busca aproximá-la da realidade dos jovens, através do projeto “Desenvolvendo competências em Análise de Dados Estatísticos de Variáveis Qualitativas e Quantitativas”.

O projeto, que envolve a coleta, organização e análise de dados, desmistifica a ideia de que a Matemática é distante da vida cotidiana.

Pela metodologia do educador, a Matemática se torna ação da vida real. De início, os estudantes são divididos em grupos de seis. Então, cada grupo escolhe temas com variáveis qualitativas e quantitativas para investigar, elaborando um questionário com perguntas abertas e fechadas. Entre os temas pesquisados, estão as preferências culturais, os hábitos de saúde e a cor da pele dos estudantes, entre outros.

“Essa abordagem prática proporciona aos alunos uma experiência real de pesquisa, tornando a Matemática uma ferramenta útil e aplicável. O projeto não só desenvolve habilidades analíticas, mas também incentiva a curiosidade e a autonomia dos estudantes”, destaca Marcelo.

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Após a tabulação dos dados, são produzidos gráficos e tabelas para representar os resultados de maneira atrativa e acessível. “Para que ela se torne mais significativa, a Matemática deve ser conectada ao cotidiano dos alunos. Isso está alinhado ao que busquei aplicar quanto aos conceitos estatísticos em situações reais, como a investigação de dados na comunidade escolar”, diz.

Por fim, o professor ajuda a turma a identificar os padrões e tendências presentes nos dados, incentivando uma discussão sobre o que haviam encontrado e, inclusive, comunicando os resultados para o restante da escola. Desde o início, a intenção era desenvolver nos jovens o pensamento crítico e analítico, alinhando a sua prática à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Marcelo analisa que essa prática ajuda os estudantes a desenvolverem a competência matemática de forma mais ativa, lúdica e contextualizada. “A dificuldade na aprendizagem da Matemática, muitas vezes, está na abstração dos conceitos”, observa. Para ele, o maior desafio foi tornar os dados e as análises estatísticas mais acessíveis, utilizando recursos concretos e próximos da realidade dos alunos.

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Depois do sucesso em sala de aula, o professor criou um curso de formação gratuita e on-line aberto a toda a sociedade. O curso apresenta o que são metodologias ativas e mostra as estratégias e caminhos para sua aplicação na educação básica, além de recursos pedagógicos que podem potencializar o trabalho dos educadores e incentivar o protagonismo dos estudantes. O conteúdo pode ser acessado por meio do site escolasconectadas até o dia 28 de março.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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