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Você sabe quando e como acionar os Bombeiros Militares? Veja o que fazer em caso de emergência

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Em situações de emergência, cada segundo conta e uma reação rápida pode salvar vidas. Por isso, é fundamental que a população saiba como solicitar ajuda da forma correta. Para garantir um atendimento ágil e eficiente, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) orienta sobre os procedimentos adequados para acionar a corporação e colaborar com o trabalho das equipes de socorro.

Somente neste ano, os centros integrados de operações de segurança pública receberam, em média, 213 ligações por dia solicitando o atendimento do Corpo de Bombeiros Militar em todo o Estado. A ligação para o número de emergência 193 é gratuita e funciona 24 horas por dia, no entanto, é importante que o cidadão saiba quando usar esse serviço e quais informações devem ser repassadas no momento do chamado.

Em quais situações devo chamar os Bombeiros?

As equipes do CBMMT atuam diariamente em diversas ocorrências que envolvem riscos à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio. É fundamental que a população saiba em quais situações o acionamento da corporação é necessário. Veja a seguir as situações em que os bombeiros militares devem ser acionados:

  • Acidentes de trânsito com vítima (s);
  • Afogamentos;
  • Árvores que ofereçam risco de queda;
  • Resgate de animais em situação de risco;
  • Choque elétrico;
  • Desabamento e desmoronamento;
  • Hemorragias;
  • Incêndios;
  • Ferimentos por arma branca ou arma de fogo;
  • Inundações;
  • Paradas cardíacas e respiratórias;
  • Pessoas em situação de risco iminente;
  • Resgate de pessoas em locais profundos ou elevados;
  • Quedas;
  • Queimaduras;
  • Tentativas de suicídio;
  • Trabalho de parto;
  • Acidentes com produtos perigosos.
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É importante ressaltar que os trotes atrapalham na ação dos bombeiros militares, sobrecarregam o sistema e colocam vidas em risco. Além disso, acionar sem necessidade os serviços de emergência pode configurar crime de falsa comunicação, conforme previsto no Código Penal.

O que informar durante a ligação?

Os maiores desafios enfrentados nos atendimentos de emergência envolvem o fator tempo, as condições de cada ocorrência e a imprevisibilidade de cada cenário. Muitas vezes, a equipe se depara com situações mais graves ou diferentes do que foi relatado, o que exige ainda mais preparo técnico e emocional.

Por isso, ao acionar o Corpo de Bombeiros através do número de emergência 193, é fundamental manter a calma e fornecer as informações a seguir de forma clara e direta:

  • Endereço completo da ocorrência, incluindo ponto de referência;
  • Tipo de emergência;
  • Se houver, o número de vítimas;
  • Condições do local (há risco de explosão, incêndio ativo, fiação exposta?);
  • Nome e, se possível, telefone para contato.

Esses dados são essenciais para que a equipe a possa dimensionar corretamente a resposta e enviar a viatura mais próxima, equipada com os recursos adequados. As viaturas são preparadas para diferentes tipos de ocorrência, e os bombeiros militares seguem protocolos técnicos de atuação. O tempo de resposta pode variar conforme o trânsito, distância e complexidade da situação.

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Em momentos de pânico, a comunicação pode se tornar difícil, o que pode atrasar o socorro. Por isso, é importante respirar fundo, manter a calma e seguir as orientações do atendente.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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