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Instituições receberam mais de R$ 2 milhões por meio do Nota MT em 2025

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Em 2025, o programa Nota MT ampliou seu alcance social e destinou R$ 2,16 milhões a entidades que atuam em diferentes regiões do Estado. O recurso é fruto das indicações feitas pelos consumidores sorteados ao longo do ano e chega como um reforço essencial para organizações que dependem de apoio financeiro para manter suas atividades.

As instituições apoiadas atuam em áreas essenciais, como assistência social, educação inclusiva, saúde, acolhimento de crianças e idosos, proteção animal, cultura e recuperação de dependentes químicos. O impacto é direto: mais crianças acolhidas, mais idosos atendidos, mais animais resgatados, mais pessoas amparadas em suas necessidades básicas.

Para o secretário adjunto de Projetos Estratégicos da Sefaz, Vinícius Simioni, o Nota MT cumpre um papel que vai além da cidadania fiscal e se consolida como uma política pública de impacto social.

“Quando o cidadão pede o CPF na nota, ele ajuda a fortalecer a arrecadação do Estado e, ao mesmo tempo, contribui diretamente com instituições que fazem um trabalho essencial nas comunidades. É um ciclo positivo que transforma o imposto em benefício concreto para a sociedade”, destacou.

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Entre os repasses realizados, alguns tiveram impacto significativo na manutenção das atividades. Em Sinop, o Centro Social Menino Jesus recebeu R$ 46.900,00, valor que deve ajudar a ampliar o atendimento a crianças e adolescentes da região. Já a Associação Beneficente Nossa Senhora de Fátima – Comunidade Terapêutica, de Rondonópolis, foi contemplada com R$ 45.400,00, destinados a fortalecer ações voltadas à recuperação e reinserção social de pessoas em tratamento contra a dependência química.

Instituições dedicadas ao cuidado com idosos também estão entre as mais beneficiadas. O Lar dos Idosos Paul Percis Harris, de Rondonópolis, recebeu R$ 42.700,00, enquanto o Lar dos Idosos São Vicente de Paulo, em Várzea Grande, foi contemplado com R$ 38.100,00 para reforçar suas atividades de acolhimento e assistência.

Na área da saúde, o Hospital Geral de Cuiabá, mantido pela Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Cuiabá, foi beneficiado com R$ 32.000,00, valor destinado à manutenção de atendimentos essenciais. Já no campo da educação especial, a Associação Pestalozzi de Jaciara recebeu R$ 23.200,00, e a APAE de Sorriso foi contemplada com R$ 56.700,00, garantindo suporte a crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual ou múltipla.

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O conjunto de instituições apoiadas reflete a diversidade e a amplitude do impacto do Nota MT. Os valores representam muito mais do que apoio financeiro: são combustíveis para iniciativas que transformam vidas diariamente em Mato Grosso. Para a Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT), os repasses reforçam o compromisso do programa com o fortalecimento do terceiro setor.

Como apoiar uma instituição

Ao se cadastrar no Nota MT, o consumidor escolhe uma entidade social para ser beneficiada caso seja sorteado. Basta acessar o site ou o aplicativo do programa, completar o cadastro e, a partir daí, sempre pedir o CPF na nota. A prática simples garante transparência fiscal.

*Sob supervisão de Noelisa Andreola

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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