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Com apoio do Governo, Haid Group deve investir US$ 80 milhões em fábrica de caroço de algodão

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¿A empresa chinesa Haid Group planeja instalar uma unidade de processamento de caroço de algodão em Mato Grosso, em um investimento estimado em mais de US$ 80 milhões, que poderá gerar cerca de 150 novos postos de trabalho. O Haid Group é um dos líderes globais na produção de ração animal, com ampla presença internacional, contando com mais de 600 subsidiárias em países como China, Vietnã, Índia, Indonésia, Egito e Equador.

Nesta segunda-feira (28.4), o governador Mauro Mendes recebeu, no Palácio Paiaguás, o diretor sênior do grupo chinês, Lee Yong Qiong, acompanhado do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

Esta é a terceira visita de representantes da Haid Group a Mato Grosso. Em fevereiro, a comitiva estrangeira percorreu diversas cidades do interior do estado, acompanhada pela equipe de Comércio Exterior da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), para avaliar áreas potenciais para a instalação da fábrica. Atualmente, a empresa avalia duas cidades como possíveis locais para a nova unidade.

Durante a reunião, o diretor Lee Yong Qiong agradeceu o apoio do governo estadual e detalhou os próximos passos do projeto. Ele destacou a hospitalidade da população mato-grossense e a qualidade da produção de caroço de algodão no Estado como fatores decisivos para o investimento.

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“Há um ambiente favorável para virmos para cá. A produção de caroço de algodão de Mato Grosso tem boa qualidade e quantidade suficiente para atender à nossa demanda. Queremos manter investimentos aqui, e a fábrica trará grandes benefícios econômicos para o Estado e para a nossa empresa”, afirmou o diretor, que também convidou o governador a visitar a matriz da Haid Group na China.

O governador Mauro Mendes ressaltou a importância de atrair investidores internacionais e comemorou o avanço do projeto. A decisão final sobre a localização da fábrica deve ser anunciada ainda em maio, com previsão de início das operações em até 20 meses após o início da construção.

“O grupo já está em estágio avançado de definição, avaliando algumas cidades para a instalação da nova planta, que vai gerar empregos e impulsionar a cadeia do agronegócio, um setor que continua a se expandir e a criar oportunidades na indústria. Mato Grosso está cada vez mais atraindo empresas, especialmente aquelas ligadas à transformação de proteínas animais e vegetais. Esse movimento gera empregos de qualidade e, acima de tudo, novas oportunidades em todos os setores relacionados”, afirmou o governador.

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O secretário César Miranda reforçou que Mato Grosso é o local ideal para o investimento da Haid Group, em razão de sua forte produção de algodão e proteína animal.

“Qual é o Estado que mais produz algodão no Brasil? Mato Grosso! Qual é o Estado que mais cresce na produção de proteína animal, seja suínos, aves, bovinos ou peixes? Mato Grosso. Somos os maiores produtores das matérias-primas que essas empresas precisam, temos os melhores incentivos fiscais e uma logística que está avançando a passos largos, com quase 5 mil quilômetros de novos asfaltos e uma ferrovia em construção. Eles terão todo o apoio, como tantas outras empresas já tiveram. Temos a indústria que mais cresce proporcionalmente no Brasil”, destacou.

Nesta terça-feira (29.4), a direção da Haid Group tem reunião agendada com a Energisa para tratar do fornecimento de energia elétrica, além de uma reunião com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) para discutir os procedimentos relativos ao licenciamento ambiental.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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