Preços da gasolina (-1,23%) e etanol (-1,50%) caem e diesel sobe (0,22%) na terceira semana de junho, diz ValeCard
Na última semana, entre os dias 12 e 18 de junho, os preços do litro da gasolina (-1,23%) e do etanol hidratado (-1,50%) caíram nos postos de combustíveis do Brasil, o que equivale a um valor médio de R$ 5,532 e R$ 3,791, respectivamente. Entretanto, o preço diesel aumentou em 0,22%.
Veja, abaixo, o detalhamento do levantamento nacional de preços de combustíveis da ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, com base em transações realizadas em cerca de 25 mil postos de combustíveis de todo o Brasil.
Preço da gasolina cai 1,23% na terceira semana de junho, com média no país de R$ 5,532 o litro
O preço do litro da gasolina nos postos no Brasil apresentou uma queda de 1,23% na semana passada (12 a 18 de junho) em comparação com a semana anterior (05 a 11 de junho), com valor médio de R$ 5,532 — redução de R$ 0,069 por litro.
“Na última semana, o preço da gasolina caiu após duas semanas em alta”, diz Brendon Rodrigues, Head de inovação e portfólio na ValeCard. “Nas próximas semanas, os consumidores podem observar mais quedas nas bombas, já que gradualmente haverá o repasse da nova redução de preços anunciada pela Petrobras”, explica.
Na sexta-feira (16) entrou em vigor o novo preço do litro da gasolina nas refinarias da Petrobras, que passou a custar R$ 2,6575, uma redução de aproximadamente R$ 0,13 por litro, ou 4,3%.
Os dados da terceira semana de junho de 2023 mostram que os estados que registraram maior redução no preço da gasolina foram São Paulo (-1,87%), Mato Grosso do Sul (-1,38%) e Amazonas (-1,30%). Em contrapartida, dez estados apresentaram alta, entre eles Acre (7,66%), Paraná (6,77%) e Rio Grande do Norte (2,90%).
Considerados os preços médios praticados nos estados, o maior valor foi registrado no Acre (R$ 6,831); já o menor valor médio foi de R$ 5,332, em São Paulo.
Etanol cai pela sexta semana seguida e é vantajoso em Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo
Entre os dias 12 e 18 de junho de 2023 o preço médio do etanol hidratado (usado diretamente pelos veículos) no País foi de R$ 3,791 o litro, o que representa uma queda de 1,50% em relação ao registrado na semana anterior, quando o valor médio foi de R$ 3,849.
“Essa foi a sexta semana seguida de queda nos preços do etanol hidratado, o que se explica pelo repasse gradual da redução desse combustível nas usinas produtoras”, diz Brendon Rodrigues, Head de inovação e portfólio na ValeCard. “Desde o dia 15 de maio, embora com oscilações semanais, as usinas produtoras de São Paulo reduziram em 3,25% o preço do litro de etanol hidratado”.
Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq e mostram que os preços do etanol hidratado nas usinas de SP apresentaram alta de 0,58% na última semana (de 12 a 16 de junho), após registrarem queda de 05 a 09 de junho.
Segundo a ValeCard, para que o uso de etanol hidratado compense financeiramente em relação à gasolina, descontando fatores como autonomias individuais de cada veículo, o valor do litro do combustível renovável deve ser igual ou inferior a 70% do preço do litro do combustível fóssil.
Considerando essa metodologia, na terceira semana de junho valeu a pena abastecer com etanol em Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e São Paulo.
O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais.
Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano.
“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos.
Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.
Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação.
“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.
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