AGRONEGÓCIO

Frio vai ser intenso no fim de semana e deve piorar a partir de segunda

Publicado em

O frio deste fim de semana é apenas um prelúdio do que está por vir, segundo previsões do ClimaTempo. A partir da próxima segunda-feira (12.08), uma nova frente fria, considerada a mais potente do ano, promete derrubar as temperaturas “de verdade” em várias regiões do país, trazendo desafios para o setor agropecuário. Segundo o ClimaTempo, os termômetros vão despencar no Centro-Sul do Brasil, com destaque para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Essa queda acentuada na temperatura vai ser impulsionada por um ciclone que se formará na costa da região Sul, associado a uma massa de ar polar que vai se espalhar pelo país. Além das baixas temperaturas, há previsão de geada, neve e chuva congelada nas áreas mais altas do Sul, o que pode agravar ainda mais as condições de frio.

O alerta maior é para os pecuaristas, que devem se preparar para o frio intenso, principalmente no Centro-Oeste, onde o frio é menos comum. Os produtores rurais, especialmente aqueles com rebanhos, precisam redobrar os cuidados. A última frente fria significativa, entre junho e julho, causou a morte de  bois em Mato Grosso do Sul, um prejuízo significativo para os produtores. Para evitar novas perdas, é crucial garantir que os animais tenham abrigos adequados e reforçar a alimentação para ajudá-los a suportar o frio.

Leia Também:  Mapa fiscaliza 775 propriedade que podem ter Newcastle. Mais 3 foram descartadas ontem

Em toda a região estima-se que quase 3 mil animais tenham morrido de frio desde o fim do outono. A Embrapa Gado de Corte, sediada em Campo Grande (MS), divulgou um memorando com orientações cruciais para os pecuaristas de bovinos de corte no estado, visando minimizar os impactos causados pelo recente frio intenso.

Felizmente o ClimaTempo indica que o frio intenso deve começar a perder força já a partir de quinta-feira, quando as temperaturas começam a subir gradualmente.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

Published

on

O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

Leia Também:  Mapa fiscaliza 775 propriedade que podem ter Newcastle. Mais 3 foram descartadas ontem

O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

Leia Também:  Corregedoria realiza 2ª reunião da Semana Nacional do Registro Civil

A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA