Preço do litro da gasolina e do etanol recua pela primeira vez em 2023, aponta Ticket Log
O preço médio do litro da gasolina e do etanol registrou a primeira redução do ano, de acordo com o último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), referente ao período de 1º a 13 de abril. A gasolina foi comercializada a R$ 5,85 nas bombas de abastecimento do País, com recuo de 0,48%, se comparado com o fechamento de março.
“A última vez que o IPTL identificou uma redução no preço da gasolina foi em dezembro do ano passado, quando o valor recuou 1,06% em relação a novembro. Ainda assim, vale ressaltar que, neste ano, o preço do combustível já acumula alta de 9,94%. Essas altas desde janeiro, acabam por refletir no mercado como um todo, pois como sinalizado no último Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os acréscimos no valor da gasolina também impulsionaram a alta deste indicador em março”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
Já o litro do etanol foi comercializado a R$ 4,58 no início de abril, com recuo de 0,40% ante março. “A última baixa no valor do etanol foi identificada em outubro, quando o preço do combustível ficou 4,58% mais barato em relação a setembro”, completa Pina.
Todas as regiões brasileiras registraram redução no valor da gasolina. O preço médio mais baixo para o combustível foi identificado no Sudeste, onde o valor fechou a R$ 5,60, com recuo de 0,53%, em relação a março. A baixa mais expressiva foi na Região Sul, de 0,81%, que passou de R$ 5,65 para R$ 5,60.
Já o etanol mais barato do País foi comercializado nas bombas do Centro-Oeste, a R$ 4,08. Porém, foi no Nordeste que ele apresentou a baixa mais expressiva, de 0,89%, com o litro que saiu de R$ 4,61 para R$ 4,57. Apenas a Região Norte registrou alta no preço médio do etanol, de 0,72% em relação a março, e fechou o período a R$ 5,04, preço médio mais caro do País para o combustível.
Na análise por Estado, a Paraíba apresentou a média mais baixa para a gasolina, de R$ 5,42 e Roraima a mais alta, de R$ 6,61. A redução mais expressiva para o combustível, de 1,89%, foi identificada no Acre, que fechou com o preço médio de R$ 6,06; e o maior acréscimo, no Alagoas, de 1,22%, ante março, que fechou com o valor a R$ 6,03.
Ao contrário da gasolina, o etanol comercializado no Acre teve o aumento mais expressivo do País, de 4,37%, que passou de R$ 4,37 para R$ 4,56. Já o Piauí concentrou a redução mais expressiva para o combustível, de 4%, que passou de R$ 4,75 para R$ 4,57. O preço médio mais alto para o etanol foi registrado no Pará, a R$ 5,30, e o mais baixo, a R$ 3,79 no Mato Grosso.
“No período, o etanol foi considerado o combustível mais vantajoso para abastecimento nos Estados do Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Os demais tiveram a gasolina como a opção mais viável. Vale ressaltar que o etanol é considerado ecologicamente mais vantajoso para abastecimento, por ser capaz de reduzir consideravelmente as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas”, reforça Pina.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log.
O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais.
Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano.
“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos.
Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.
Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação.
“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.
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