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INSS: Toffoli adia julgamento da aposentadoria especial

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Redação 1Bilhão

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O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu destaque na ação que discute as mudanças nas regras da aposentadoria especial do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) nesta quinta-feira (29) à noite, com isso, o julgamento deve ser reiniciado do zero.

A ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 6.309 questiona a constitucionalidade da exigência de idade mínima para aposentadoria especial, aprovado na reforma da Previdência de 2019. Além disso, a ação questiona outros pontos da reforma, como o fim da possibilidade de conversão do tempo especial em comum e a mudança na regra do cálculo do benefício.

O pedido de Toffoli fará com que a ação seja julgada no plenário físico, ainda sem data para ocorrer.

Gisele Kravchychyn, diretora de atuação judicial do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) considera que a decisão vai dar mais tempo para os ministros votarem com “enfoque constitucional e de direito social”

“O IBDP considera importante o destaque apresentado pelo Ministro Toffoli, que vai garantir um julgamento presencial e com mais debate, num tema de extrema importância para os trabalhadores brasileiros. Nossa atuação como amicus curiae visa contribuir de forma científica para que as novas regras da aposentadoria especial sejam analisadas com o enfoque constitucional e de direito social.”

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A previsão era que o julgamento terminasse nesta sexta-feira (30) em plenário virtual. No momento, dois ministros já se posicionaram favoráveis a constitucionalidade das medidas, são eles o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso, e Gilmar Mendes, que acompanhou o relator. Votou contrário à reforma o ministro Edson Fachin.

Barroso afirmou no seu voto que se preocupa com o aumento do gasto público em decorrência da maior expectativa de vida da população e avalia que a reforma da Previdência segue parâmetros válidos em outros países.

“O estabelecimento de uma idade mínima para passar à inatividade de forma precoce –isto é, antes do tempo exigido dos trabalhadores em geral– não é uma exclusividade brasileira. Muito ao revés: essa já é uma realidade em vários países de longa data, havendo uma tendência global de que regimes especiais de aposentadoria se tornem cada vez mais excepcionais ou até mesmo desapareçam”, disse o ministro.

A ação foi proposta pela CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria) em fevereiro de 2020.

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Fonte: Economia

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Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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