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Haddad espera até R$ 15 bi com tributação de apostas online

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Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Antonio Cruz/Agência Barsil

Fernando Haddad, ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aumentou a previsão de arrecadação do governo com a tributação de apostas online. Haddad disse em entrevista à GloboNews que as novas projeções estimam arrecadar de R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões por ano, ante os R$ 6 bilhões previstos anteriormente.

“Não é justo você não tributar uma atividade que muitas pessoas nem concordam que exista no Brasil, mas é uma realidade do mundo virtual. Ela [previsão de arrecadação] subiu. A gente estava trabalhando com até R$ 6 bilhões, mas é, no mínimo, o dobro disso. De R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões”, disse o ministro.

Na prática, o apostador pagaria imposto sobre seus ganhos com apostas, mas ainda não há nenhuma definição sobre como isso funcionaria na prática.

“Não precisa aumentar imposto para atingir o objetivo, basta cobrar de quem não paga. Privilégios precisam ser cortados. Com algo entre R$ 110 bilhões e R$ 150 bilhões, você zera o déficit no ano que vem.”

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Haddad citou ainda o ‘contrabando digital’ de plataformas de e-commerce chinesas no Brasil, que não pagam imposto e prejudicam empresas brasileiras. O ministro da Fazenda disse que o governo estima arrecadar R$ 8 bilhões com a tributação das plataformas de varejo que hoje não estão adequadas às regras da Receita Federal.

“O problema todo é o contrabando. O comércio eletrônico faz bem para o país, estimula a concorrência. O que temos de coibir é o contrabando porque está prejudicando muito as empresas brasileiras que pagam impostos”. Segundo Haddad, as empresas “não podem fazer concorrência desleal com quem está pagando imposto”.

No mês passado, um grupo de senadores que compõe a Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo pediu atuação do Ministério da Fazenda para taxar empresas como a Shein, que segundo os parlamentares vende produtos subfaturados ou sem tributação.

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Fonte: Economia

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ECONOMIA

Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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