ECONOMIA

Governo eleva estimativa de crescimento do PIB para 1,9% neste ano

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia antecipado estimativa
Valter Campanato/Agência Brasil – 04/04/2023

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia antecipado estimativa

O Ministério da Fazenda elevou nesta segunda-feira (22) a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano para 1,91%. Em março, o governo havia estimado crescimento de 1,61%. As projeções também apontam para estouro da meta de inflação.

O aumento da estimativa do PIB já havia sido adiantado pelo ministro Fernando Haddad na última semana. Apesar da revisão, a estimativa da Fazenda prevê desaceleração da economia em relação a 2022, quando o PIB teve crescimento de 2,9%.

A previsão do governo é mais otimista que a do mercado. Nesta segunda-feira, o boletim Focus, do Banco Central, revelou que o mercado espera crescimento de 1,2% para o PIB neste ano.

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Em conversa com jornalistas, Haddad disse que a previsão do governo é técnica e que o boletim Focus vai aumentando as projeções ao longo do ano.

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“O Focus é uma pesquisa, mas tem muita gente fazendo conta. Nossa equipe é de técnicos de carreira, não tem questão política, eles fazem [a estimativa] com base em projeção técnica. Eu acho que nós estamos mais próximos dos números mais otimistas da economia. Eu penso que vamos ter uma convergência de números ao longo do ano”, disse o ministro.

Inflação

Além de elevar a expectativa do PIB, o Ministério da Fazenda também elevou de 5,31% para 5,58% a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, para este ano.

Se o ano fechar com inflação próxima à estimada pelo governo, haverá estouro da meta, que é considerada cumprida se a inflação ficar entre 1,75% e 4,75%. Para reduzir a inflação, o Banco Central mantém a taxa de juros elevada, o que vem gerando conflitos entre a instituição e o governo.

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Fonte: Economia

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ECONOMIA

Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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