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Governo corta Bolsa Família para 1,2 milhão de pessoas nesta quarta

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O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome bloqueia, a partir desta quarta-feira (12), o recebimento do Bolsa Família para 1,2 milhão de beneficiários que estão registradas no Cadastro Único para benefícios sociais (CadÚnico) como famílias unipessoais, ou seja, formadas por uma pessoa só.

Além destes, outros 125 mil cadastros foram desligados, pois não atendiam aos requisitos para constar na folha de pagamentos do programa, ou deixaram de sacar há mais de seis meses.

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A mensagem do MDS chegará para o beneficiário via celular, ou pelo aplicativo do Bolsa Família, com isso, ele terá 60 dias para regularizar a situação para desbloquear o benefício. Caso o beneficiário saiba que está irregular, é possível pedir o cancelamento do benefício pelo aplicativo do Cadastro Único.

Ao todo, serão revisados 6 milhões de cadastros que entraram nas vésperas das eleições presidenciais, em outubro do ano passado, quando o governo Bolsonaro acelerou a entrada de beneficiários com indícios de irregularidades.

A estimativa é que 4 milhões podem não se encaixar nos critérios, disse ao GLOBO o ministro da pasta, Wellington Dias. “Existem vários processos que comprovaram o uso eleitoreiro do Auxílio Brasil (nome do programa até este ano). Ainda assim, a gente está bastante cuidadoso”, afirma o ministro.

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Em 2023, já foram removidas do programa 1,5 milhão de pessoas com renda superior ao exigido. Nesse total, por exemplo, técnicos da pasta identificaram 7 mil pessoas com renda superior a R$ 6.500 mensais recebendo o benefício.

Para receber o Bolsa Família, a principal regra é que a família tenha renda mensal de até R$ 218 (duzentos e dezoito reais) por pessoa. Isso significa que toda a renda gerada pelas pessoas da família, por mês, dividida pelo número de pessoas da família, deve ser de, no máximo, R$ 218.

Famílias unipessoais

O maior indício de irregularidade encontrado pela pasta é a explosão de famílias unipessoais. Dos 6 milhões que entraram às vésperas das eleições, 5,5 milhões se enquadraram como tal. Pelas regras do programa, uma família unipessoal recebe R$ 600.

“Na primeira leva, encontramos pessoas com renda elevada. Agora, qual situação encontramos? Uma família em que o marido se inscreveu, a esposa se inscreveu, o filho se inscreveu. Ou, seja, três pessoas da mesma família inscritas como se fossem três famílias. O Bolsa Família tem um foco na família, o que se deseja é que se garanta a condução de uma renda que possa trazer um padrão de renda para suprir consumo”, disse Dias ao GLOBO.

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Com a notificação, essas pessoas serão chamadas aos Cras (Centro de Referência da Assistência Social) para comprovar que são, de fato, famílias unipessoais e que moram sozinhas, principalmente, que não dividem a casa com outros recebedores do benefício.

Segundo o ministro, quem mora sozinho mesmo, pode e deve se manter como unipessoal. Quem mora com a família, vai precisar estar no cadastro da família.

Dias afirmou ainda que o CadÚnico está passando por uma reformulação e que, entre as novidades, está a implementação das chamadas buscas ativas, quando o próprio governo vai atrás dos beneficiários.

“O que a gente está trabalhando é um cuidado para evitar injustiças e garantir a busca ativa. Avaliamos que 2,5 milhões de famílias podem entrar na busca ativa”, declarou.

Fonte: Economia

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ECONOMIA

Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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