Preço do litro da gasolina aumentou 0,54% no País e etanol recuou 4,62% no início de junho, aponta Ticket Log
O último Índice de Preços Ticket Log (IPTL) referente ao período de 1º a 14 de junho, apontou que o preço médio do litro da gasolina aumentou 0,54% ante maio, e fechou os primeiros dias de junho a R$ 5,55. Já o etanol ficou 4,62% mais barato para os motoristas, em relação ao mês anterior, e foi comercializado a R$ 3,92.
“Bem como no início do mês, a mudança na cobrança da alíquota do ICMS elevou o preço médio da gasolina comercializada no Brasil neste fechamento de quinzena, contrapondo a tendência de queda dos combustíveis que aconteceu em maio conforme os últimos anúncios. Portanto, os recuos foram identificados na maioria dos Estados. Algumas regiões tiveram um impacto menor em relação à alíquota, naturalmente. O novo anúncio de redução no preço da gasolina repassada às distribuidoras e válido a partir de 16 de junho deve refletir nas bombas de abastecimento de todo o País e no preço repassado ao consumidor já nos próximos dias”, destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
As reduções para ambos os combustíveis foram identificadas em todas as regiões, com exceção da Região Sul, onde a gasolina aumentou 0,92%, em relação a maio e fechou a R$ 5,51. O Norte, que apesar de manter o maior preço médio para a gasolina, de R$ 5,90, fechou o período com o litro 2,16% mais barato, em relação a maio. Com recuo de 0,74%, a média mais baixa para o combustível foi registrada nos postos de abastecimento do Sudeste, a R$ 5,40.
Os postos de abastecimento do Centro-Oeste se destacaram com o menor preço médio entre as regiões e a baixa mais expressiva para o etanol, de 5,69%, vendido a R$ 3,81 nos primeiros dias do mês. Já a média mais alta para o combustível foi encontrada no Norte, a R$ 4,78.
Entre os Estados e o Distrito Federal, seis registraram aumento no preço da gasolina. O acréscimo mais expressivo foi identificado no Pernambuco, de 4,06% ante maio, que fechou a R$ 5,64 e a média mais alta em Roraima, a R$ 6,38. Já a redução mais significativa foi registrada no Amazonas, onde o preço do litro fechou a R$ 6, com redução de 6,83%.
Já o etanol ficou mais caro em cinco Estados, com destaque para o Acre, onde o preço médio fechou os primeiros dias de junho 1,85% mais caro, quando comparado a maio, e média de R$ 4,82, a mais alta do País. A redução mais expressiva para o combustível foi identificada no Mato Grosso, de 5,87%, que fechou a R$ 3,69.
“Como resultado da redução mais acentuada no valor médio nacional do etanol, o combustível foi considerado economicamente mais vantajoso para abastecimento em mais estados, quando comparado ao mês anterior, que são Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Vale reforçar que o etanol também é ecologicamente mais viável para o abastecimento por ser capaz de reduzir consideravelmente as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas”, finaliza Pina.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log.
O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais.
Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano.
“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos.
Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.
Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação.
“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.
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