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Campos Neto minimiza Galípolo no BC e diz ser apenas um voto no Copom

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Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, discursando
Wilson Dias/Agência Brasil – 19/01/2023

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, discursando

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou não ver problemas na indicação de Gabriel Galípolo para a diretoria de Política Monetária do BC. Segundo Campos Neto, a indicação faz parte da ‘regra do jogo’ e ressaltou a autonomia de votos dos diretores.

Galípolo é secretário-executivo do Ministério da Fazenda e é visto como uma alternativa para aumentar a pressão sobre o BC para reduzir a taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 13,75%, uma das maiores taxas da história.

“As regras do jogo são essas, vai vir um diretor ou mais de um diretor que têm opiniões diferentes. O que precisamos melhorar no Brasil é saber conviver com as regras ao invés de mudar as regras”, disse, em entrevista à CNN Brasil.

Gabriel Galípolo também foi eleito presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil nessa sexta-feira (12). O número dois da Fazenda é visto por interlocutores como o próximo presidente do Banco Central.

Além de Galípolo, Lula indicou Ailton Aquino dos Santos, servidor de carreira do BC, para a diretoria de Fiscalização. Ambos os nomes ainda devem ser analisados pelo Senado.

Campos Neto minimizou a influência das indicações sobre a Selic e disse que os diretores têm ampla autonomia para votarem. Em resposta às críticas do governo sobre a taxa de juros, o presidente do BC disse ser ‘apenas um voto’ no Comitê de Políticas Monetárias (Copom).

“Tenho oito diretores que foram nomeados pelo Senado e têm liberdade de opinião. Eu sou um voto de 9 e eu acho que a personificação atrapalha muito esse ganho institucional que a gente está tentando fazer”, afirmou.

Fonte: Economia

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Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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