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Arcabouço: punição ao governo gera metas pouco ambiciosas, diz relator

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Deputado federal Cláudio Cajado, relator do arcabouço fiscal na Câmara
Agência Câmara

Deputado federal Cláudio Cajado, relator do arcabouço fiscal na Câmara

O relator do arcabouço fiscal na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), afirmou nesta terça-feira (9) que está com o relatório do projeto “encaminhado”, e deve enviá-lo até esta quinta-feira (11). Cajado sinalizou que não vai fazer com que o descumprimento das metas fiscais seja considerado crime de responsabilidade, já que isso poderia fazer com que o governo criasse metas pouco ambiciosas.

“Nós estamos com a boneca [do texto] pronta, não sei se Dolly ou Chuck. Vocês vão avaliar depois”, disse o relator, em almoço da Frente Parlamentar do Empreendedorismo.

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O texto apresentado pelo governo ao Congresso não prevê infração à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) caso o presidente da República descumpra as metas de resultado das contas públicas. O texto prevê somente que o governo preste explicações ao Congresso e sinalize medidas de correção. Esse é um dos maiores pontos de críticas de deputados da oposição.

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“Se você tenta criminalizar o não atingimento de metas, não permite ao gestor buscar metas ambiciosas. Hoje não se preocupa tanto em criminalizar o gestor, mas sim punir a gestão com eventuais gatilhos e sanções. Estamos estudando isso. Terá algum tipo de enforcement, mas que não seja draconiano”, disse Cajado.

Segundo ele, um dos “enforcements” que estão sendo estudados é impedir que o governo dê aumento real ao funcionalismo, abra concursos públicos e conceda novas renúncias fiscais caso a meta fiscal não seja cumprida.

Sobre o bloqueio de gastos em caso de descumprimento de meta, Cajado disse que ainda não há uma posição. “Existem muitas sugestões que vão de um extremo ao outro. Mas precisamos dos votos de todos os parlamentares”, declarou. “Não há lei perfeita. Há lei possível. E nós precisamos dos votos da direita, da esquerda e do centro. O meu grande desafio vai ser encontrar esse ponto de equilíbrio”, completou.

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Fonte: Economia

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ECONOMIA

Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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