Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sessão de abertura da III Cúpula CELAC-UE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou nesta terça-feira (18), em Bruxelas, a “importância” da cúpula entre União Europeia e Comunidade de Estados Latino-Americanos, mas afirmou que o acordo UE-Mercosul não deve ser definido no âmbito desse encontro.
Lula, que tem o comando pro tempore do bloco sul-americano até o fim do ano, manifestou recentemente a intenção de concluir o acordo com a UE ainda neste semestre.
“[A cúpula UE-Celac] É a oportunidade não apenas de discutir ações conjuntas dos dois continentes, como é extremamente importante fazer reuniões bilaterais para que se discuta a aproximação do Brasil com o mundo”, declarou o presidente em sua live semanal.
“Nós concluímos a pauta do Mercosul e já enviamos para os presidentes do Mercosul. Ela não vai ser discutida aqui porque não é a Celac que tem que fazer o acordo, é só o Mercosul”, acrescentou.
Na última segunda (17), Lula já teve reuniões bilaterais com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com a premiê de Barbados, Mia Mottley, com o rei da Bélgica, Philippe, e com o primeiro-ministro do país, Alexander De Croo, além da mandatária do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.
Já a agenda desta terça começou com um café da manhã com lideranças progressistas, seguida por encontros com o premiê da Suécia, Ulf Kristersson, e o chanceler da Áustria, Karl Nehammer.
Lula também se reunirá com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz.
“Estou achando a reunião [UE-Celac] extraordinária, é uma reunião muito produtiva para o futuro das relações internacionais do Brasil”, disse.
O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais.
Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano.
“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos.
Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.
Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação.
“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.
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