Sorriso

Lei que institui novo zoneamento urbano é sancionada

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Entre outras inovações, documento libera edifícios de livre pavimentação nas principais avenidas e institui zonas mistas de ocupação

Uma cidade vocacionada para crescer precisa também estar organizada para seguir evoluindo de maneira sustentável, ou seja, os alicerces “economia”, “pessoas” e “meio ambiente” precisam estar conectados e proporcionais. Por meio da Lei Complementar 415, sancionada na segunda-feira (2), pelo prefeito Ari Lafin, foi alterado o zoneamento, o uso e a ocupação do solo de Sorriso. Esta lei é uma das que compõem a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU).

“Precisamos entregar à próxima gestão as ferramentas necessárias para seguir contribuindo para a maturação de nossa cidade, que vive seu momento de intenso crescimento, portanto, com este novo zoneamento, estamos entregando um protocolo que vislumbra uma cidade arrojada, cosmopolita e, ao mesmo tempo, focada no bem-estar de sua gente”, comentou o prefeito, agradecendo ao Legislativo pelo apoio neste processo.

Entre as principais alterações da nova normativa em relação à Lei Complementar 108, 2009, o secretário da Cidade, Ednilson Oliveira, lista a liberação de edifícios de pavimentação livre nas principais avenidas da cidade, a criação de zonas de utilização mista, e a implantação da Comissão de Análise de Atividade (CAA).

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Com isso, condomínios verticais devem se tornar mais presentes na paisagem urbana e a cidade deve se tornar mais homogênea com a criação das zonas mistas. E engana-se quem pensa que isso pode demorar muito a acontecer. Ednilson aponta a região próxima à Rodoviária como um local que, rapidamente, deve se consolidar como zona mista, visto que é composto por terrenos ocupados por grandes estabelecimentos comerciais, como atacados e lojas de departamentos, e também por um loteamento residencial.

O secretário detalha que mecanismos foram criados para permitir que este processo de homogeneização seja estruturado levando-se em consideração o bem-estar das pessoas. Para tanto, a atualização do código de obras, também recentemente aprovado, traz a necessidade da apresentação de estudos específicos como o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e o Risco de Impacto de Trânsito (RIT).

“Sorriso tem um potencial muito grande de desenvolvimento e, como Executivo, precisamos estar atentos a este processo, ofertar a infraestrutura necessária à nossa iniciativa privada, mostrar este potencial além das nossas fronteiras e cuidar para que este processo se dê de maneira a garantir que, mesmo com economia pujante, Sorriso continue com aquele ‘jeitinho de interior’, sempre um lugar excelente para viver, constituir família, criar as crianças, estudar, amadurecer e envelhecer com muita qualidade de vida”, pontua o prefeito.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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