Saiba quais empresários podem ser beneficiados com versão atual do PPCub
Há uma nova polêmica envolvendo o Plano de Preservação Urbanística de Brasília (PPCub), que deve ser votado na quarta-feira (19), na Câmara Legislativa (CLDF). Uma proposta de aumento de andares em hotéis do centro da capital federal tem gerado controvérsia e mobilizado parlamentares e especialistas.
Segundo informações reveladas pelas jornalistas Lilian Tahan e Isadora Teixeira, do Metrópoles , a medida permitiria a construção de 16 novos prédios, beneficiando empreiteiros e empresários ligados a uma mesma família.
O projeto de lei prevê o aumento de três para 12 andares em prédios localizados a poucos metros da Esplanada dos Ministérios. A mudança beneficiaria famílias ligadas ao clã Bittar, proprietários de diversos hotéis na região.
Entre os empreendimentos que seriam impactados pela nova legislação estão o Planalto Bittar, Monumental Bittar Hotel, Plaza Bittar Hotel, Bittar Inn Hotel, Brasília Imperial, Imperial Hotel, Casablanca, Byblos, El Pilar e Econotel.
Em um documento à Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), revelada pela reportagem, empresários que representam os interesses dos proprietários dos hotéis de três andares destacaram a importância da mudança para o setor. O documento ressalta que a medida atenderia a um pedido de 10 anos dos empresários e solicitava uma audiência com o secretário Marcelo Vaz, do Desenvolvimento Urbano, para discutir o assunto.
No entanto, a proposta tem encontrado resistência entre os parlamentares. Deputados da base do governo e da oposição divergem sobre a necessidade e os impactos da medida.
Após apresentar uma emenda para desautorizar as mudanças no gabarito dos hotéis no centro da cidade, o distrital Thiago Manzoni (PL) acabou retirando o texto, alegando que a implantação dos novos parâmetros só ocorreria após estudos e deliberações nos órgãos competentes.
De acordo com o Metrópoles , o recuo de Manzoni gerou estranhamento entre os colegas, que agora clamam por uma reabertura do prazo para apresentação de emendas.
Especialistas, no entanto, apontam que a proposta atende a interesses privados e não traz benefícios concretos para a população do Distrito Federal.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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