AGRONEGÓCIO

Show Rural Coopavel começa segunda-feira, 5

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Começa segunda-feira (05.02) em Cascavel, no Paraná, o Show Rural Coopavel, um dos principais eventos do agronegócio, do País. Este ano os organizadores preveem um aumento de 7,7%, nos negócios realizados durante a feira, alcançando a marca de R$ 5,6 bilhões.

Essa projeção é feita em meio a um cenário desafiador, com a queda nos preços das commodities agrícolas e a possibilidade de uma quebra na safra de soja, fatores que têm gerado preocupação em parte do setor.

Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, destaca que a queda nos preços dos grãos e das carnes é parte do ciclo econômico, refletindo os aumentos de produção dos anos anteriores. Ele ressalta que a demanda global permanece estável neste ano. Quanto à quebra de safra, estimada em 10% a 15% no Paraná, Grolli acredita que os produtores, capitalizados pelas últimas safras, não devem enfrentar margens negativas.

O presidente da cooperativa enfatiza a importância contínua de investir em tecnologia e inovação, apontando que tais aportes proporcionam ganhos a médio e longo prazo. Nesta edição, a Embrapa e o IDR-Paraná anunciaram o lançamento de novas cultivares de soja, feijão e outros produtos, destacando o compromisso com avanços tecnológicos no setor.

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Grolli observa que, embora os preços dos insumos tenham se ajustado à realidade dos agricultores e pecuaristas, o setor de máquinas e equipamentos ainda precisa passar por adaptações.

Ele menciona pesquisas da Coopavel indicando que, nos últimos 12 anos, os preços da soja aumentaram cerca de 150%, enquanto algumas máquinas essenciais para o agronegócio tiveram aumentos de até 400%, reduzindo o poder de compra dos agricultores. O presidente destaca a necessidade de ajustes nos preços desses equipamentos, acompanhando as tecnologias mais avançadas.

Com 600 empresas expositoras distribuídas em 72 hectares, a Show Rural Coopavel oferecerá entrada e estacionamento gratuitos para até 17 mil veículos.

O evento, que atraiu surpreendentes 380 mil pessoas no ano passado, espera contar com a presença de figuras importantes, como o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, e a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros. A organização planeja receber um público de 320 mil pessoas ao longo dos cinco dias, mas mantém a expectativa de uma possível surpresa, como ocorreu na edição anterior.

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SERVIÇO

Show Rural Coopavel
Local: centro tecnológico da Copavel
Endereço: Km-577 da BR-277, Cascavel, no Oeste do Paraná
Dias: de 5 a 9 de fevereiro

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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