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Queda de preço da arroba leva Governo a renegociar dívidas dos produtores

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Os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário estão coordenando esforços para estender o prazo de pagamento das dívidas em setores impactados pela queda nos preços. A pecuária de corte é um desses segmentos, e a redução no valor da arroba é uma das principais razões, em decorrência do ciclo pecuário.

O ministro Carlos Fávaro observou que há a possibilidade de estender automaticamente os prazos de financiamento, com foco especial no Banco do Brasil. O Ministério da Agricultura também se uniu ao Banco Central para sugerir que outras instituições financeiras adiem os vencimentos de pecuaristas que enfrentam dificuldades financeiras.

Fávaro enfatizou: “Os custos dos insumos diminuíram, voltando à normalidade. As perspectivas apontam para melhorias no mercado de carne em 2024 e 2025, com preços mais favoráveis.”

Wilson Vaz de Araújo, secretário substituto de Política Agrícola, mencionou que o Ministério está acompanhando situações que não se encaixam nas prorrogações automáticas, considerando a possibilidade de medidas adicionais.

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O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, declarou que retomará as discussões com o Ministério da Fazenda para criar um programa abrangente de renegociação de dívidas dos produtores rurais, com foco especial nos pequenos agricultores. O programa, ainda em fase de estudo, visa proporcionar condições para que os agricultores obtenham empréstimos, apesar de suas dívidas.

Teixeira também mencionou que, em relação à seca no Norte do país, estão sendo consideradas medidas específicas para os agricultores do Amazonas, seguindo uma abordagem semelhante à que foi adotada no Rio Grande do Sul em resposta à estiagem e ao ciclone.

Fonte: Pensar Agro

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Obrigatoriedade de CNPJ é adiada: veja o que muda para o produtor

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O produtor rural que atua como pessoa física ganhou mais tempo para se organizar com as novas regras da Reforma Tributária. A Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços decidiram adiar a obrigatoriedade do CNPJ para emissão de notas fiscais: a regra só passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.

Até o final de 2026, nada muda na emissão das suas notas. O produtor rural vai continuar utilizando o mesmo sistema e a mesma identificação que já usa hoje para vender sua produção ou comprar insumos.

O governo admite que o sistema precisa ser mais simples e por isso adiou. Este tempo extra serve para que a Receita desenvolva uma plataforma totalmente digital, que seja fácil de usar e que já venha integrada à emissão da nota fiscal. A ideia é evitar que o produtor tenha que fazer cadastros complicados em vários órgãos diferentes.

O que o produtor deve:

 Embora o prazo tenha aumentado, não é hora de deixar o assunto de lado. As entidades do setor reforçam três pontos principais:

  1. Não confunda adiamento com cancelamento: A obrigatoriedade do CNPJ continua valendo para o futuro. Não trate isso como algo que “não vai mais acontecer”.

  2. Aproveite a transição: Use o tempo disponível para entender como essa mudança vai afetar sua contabilidade. O sistema novo deve ser mais simples, mas a exigência documental é real.

  3. Procure ajuda técnica: Se você tem dúvidas sobre como essa mudança afeta seu CPF ou sua atividade, consulte seu contador de confiança ou a assessoria jurídica da sua associação de classe.

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O importante é utilizar esse período para se adequar gradualmente, garantindo que, quando chegar 2027, o produtor já saiba exatamente o que fazer, evitando surpresas que possam travar a venda da safra ou a compra de insumos.

Fonte: Pensar Agro

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