A consulta pública online para elaboração participativa do novo Plano Estadual de Cultura de Mato Grosso ficará aberta até esta sexta-feira (19.6). Realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o formulário de participação social busca contribuições para o documento que refletirá as diretrizes da política cultural do Estado para os próximos 10 anos.
De acordo com o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura, a participação social é essencial para que o Plano Estadual reflita a realidade de quem vive e faz cultura em Mato Grosso.
“É um momento histórico para a cultura de Mato Grosso. O Plano Estadual de Cultura é mais do que um documento técnico, ele é um compromisso público, que vigora como política de Estado. O plano anterior foi criado em 2016 e precisa ser renovado. Agora é a hora de construir o novo com a participação de todos os interessados”, destaca Jan Moura.
Com vigência de 10 anos, o Plano Estadual de Cultura de Mato Grosso foi instituído pela Lei nº 10.363, de 27 de janeiro de 2016. No formulário online, é possível avaliar quais eixos do atual documento foram melhor desenvolvidos nos últimos 10 anos, apontar o que funcionou e não funcionou, e quais mudanças espera com a implementação do Plano 2026-2036.
Também há questões para opinar sobre as áreas culturais que devem receber atenção prioritária, além de assuntos relacionados ao potencial de integração da cultura com outras áreas, como educação, marcadores sociais, acessibilidade e territórios.
Os interessados poderão ainda dizer como gostaria que estivesse a cultura em Mato Grosso daqui a uma década e dar diversas sugestões, incluindo formas para que os investimentos culturais cheguem à zona rural e aos municípios do interior, entre outros temas.
Após o encerramento da consulta pública, as contribuições serão analisadas por uma comissão formada por representantes da Secel e do Conselho Estadual de Cultura.
Encontros presenciais
Além da consulta online, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), em parceria com o Conselho Estadual de Cultura, promoveu a Caravana Fluxo 2026 para dialogar presencialmente e construir propostas para o novo Plano Estadual de Cultura em cada um dos territórios culturais de Mato Grosso.
Com escuta ativa e atividades em Grupos de Trabalho, os encontros reuniram gestores e trabalhadores do setor cultural de todas as regiões mato-grossenses. Envolvendo votação democrática em plenária, o produto final das atividades é um documento consolidado com a carta de propostas de cada região.
De abril a junho, a caravana passou por Sinop (Território Teles Pires), Juína (Território Juruena), Barra do Garças (Território Araguaia), Cáceres (Territórios Paraguai-Guaporé), Rondonópolis (Território Vermelho) e Cuiabá (Território Cuiabá).
O Governo de Mato Grosso vai ampliar de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões o cofinanciamento estadual da assistência social destinado aos 142 municípios. O aumento de mais de 188%, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), fortalece a rede socioassistencial e garante mais autonomia e celeridade para que os municípios atendam as demandas locais.
Segundo o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, a ampliação dos investimentos atende a uma determinação do governador Otaviano Pivetta de fortalecer a atuação dos municípios na execução das políticas públicas.
“Esta é uma ação coordenada pelo governador Otaviano Pivetta, que tem defendido uma gestão cada vez mais próxima dos municípios. O objetivo é garantir que os recursos cheguem diretamente a quem está na ponta, fortalecendo os serviços e ampliando a proteção social para as famílias mato-grossenses”, ressaltou.
Os recursos serão transferidos diretamente aos Fundos Municipais de Assistência Social, ampliando a autonomia dos municípios na execução das políticas públicas. Com o novo modelo, o Governo de Mato Grosso também repassará os valores destinados à aquisição e entrega de cestas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social, garantindo mais agilidade para que as próprias prefeituras realizem a compra e a distribuição conforme as necessidades locais.
Klebson Gomes ainda destacou que a medida representa um avanço histórico para a política de assistência social em Mato Grosso.
“Estamos fortalecendo a assistência social nos municípios com mais recursos e mais autonomia para os gestores. Quem conhece a realidade das famílias e as necessidades de cada comunidade é o município. Com esse aumento expressivo do cofinanciamento, estamos ampliando a capacidade de atendimento e garantindo mais eficiência na aplicação dos recursos públicos”, afirmou.
Entre as principais novidades do novo modelo estão:
Ampliação do cofinanciamento estadual de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões por ano;
Repasse de recursos para aquisição e entrega de cestas de alimentos destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social;
Transferência direta dos recursos para os Fundos Municipais de Assistência Social;
Maior autonomia para os municípios aplicarem os recursos conforme as necessidades locais;
Possibilidade de investimento em proteção social básica e especial;
Fortalecimento dos serviços ofertados nos CRAS, CREAS e unidades de acolhimento;
Contratação e qualificação de equipes técnicas;
Concessão de benefícios eventuais, como auxílio-funeral e auxílio-natalidade.
A definição dos repasses foi construída a partir de critérios técnicos, considerando fatores como população inscrita no Cadastro Único, famílias em situação de vulnerabilidade social, porte populacional e estrutura da rede socioassistencial existente em cada município.
Com a ampliação do cofinanciamento, diversos municípios terão aumento significativo nos repasses. Em Cuiabá, por exemplo, os recursos passarão de aproximadamente R$ 6 milhões para R$ 10 milhões. Já Chapada dos Guimarães terá os repasses ampliados de R`$ 264 mil para R$ 720 mil. Em alguns municípios, o crescimento poderá ultrapassar 500%.
A proposta será apresentada e pactuada com os municípios por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) antes da formalização do novo modelo de cofinanciamento.
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