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Fórum de Sinop homenageia pioneiros e promove ação solidária em celebração aos 40 anos

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Ação solidária e homenagens marcaram a comemoração dos 40 anos de fundação do Fórum da Comarca de Sinop. Com atividades na sexta-feira e sábado (12 e 13 de setembro), autoridades, servidores e representantes da sociedade sinopense, se reuniram para celebrar a data que marca a instalação da unidade judiciária considerada fundamental no processo de desenvolvimento da cidade.

A programação contou com a participação de membros do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil – 6ª subseção Sinop, Prefeitura de Sinop, Câmara de Vereadores de Sinop, polícias Militar e Civil.

A juíza e diretora do fórum, Melissa de Lima Araújo, destacou que, desde a fundação, uma das características da instituição é a atuação próxima da população, trabalhando além dos processos judiciais.

“A cidade cresce e o Judiciário também acompanha esse crescimento. Hoje, somos um polo judicial, com importância para toda essa região. Mas também trabalhamos com o social, levando mais dignidade e cidadania à população. Nós fazemos parte da sociedade sinopense, vivemos aqui e queremos ver a cidade cada dia melhor”, explicou a juíza Melissa de Lima Araújo.

O juiz aposentado Antônio Paulo da Costa Carvalho, primeiro magistrado da Comarca de Sinop, foi uma das personalidades homenageadas e lembrou que a história do fórum se confunde com a da cidade. Ele reforçou que a trajetória do Judiciário, assim como a do município, é marcada pelo enfrentamento de muitos desafios em prol do desenvolvimento.

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“É bastante emocionante receber uma homenagem muito especial como esta. Para mim é sempre uma honra voltar a este lugar, pois sou um dos pioneiros que estava aqui em uma época muito difícil de Mato Grosso. Hoje a gente vê uma cidade maravilhosa e um fórum muito bem estruturado. Então, posso dizer que estou vivendo no primeiro mundo. Sinop é muito surpreendente e o fórum tem acompanhado esse avanço”, relatou o juiz aposentado.

Presente desde o início da instalação, Ricardo Barsand é o servidor mais antigo da Comarca. Ele contou que deve continuar trabalhando por mais dois anos e que sentirá saudades do local. “Agradeço a Deus por me permitir chegar até aqui. Mesmo com muitas lutas, gosto de tudo que vivi, gosto do que faço, e vou sentir saudades quando não estiver mais no fórum, onde dediquei uma parte considerável da minha vida e fiz muitos amigos”, disse o servidor.

Ação social

A celebração contou ainda com uma ação solidária em prol do Lar dos Idosos Madre Josefina Vannini que, desde 2017, acolhe idosos em situação de vulnerabilidade. Atualmente, o local abriga 57 idosos, que são atendidos por 38 colaboradores. A coordenadora do Lar, Amanda Sampaio, afirmou que já existe uma lista de espera de pelo menos 130 idosos. Nesse contexto, apontou que ações como a do Fórum de Sinop são essenciais para manutenção do espaço.

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“Recebemos caixas de leite, gelatina, arroz, macarrão, feijão, trigo, óleos dermatológicos, luvas e outros produtos que são fundamentais para o cuidado dos idosos. Nosso estoque estava baixo e, por isso, é muito gratificante receber essas doações. Esse é um ambiente muito importante para todas essas pessoas. Com muita alegria no coração, só temos a agradecer a todos por essa ação”, comentou a coordenadora.

A juíza da 2ª Vara Criminal de Sinop, Rosângela Zacarkim dos Santos, também participou da ação e a classificou como uma iniciativa louvável. De acordo com ela, essa experiência demonstra que a Comarca tem cumprido seu papel social, com os magistrados e servidores saindo dos gabinetes e indo ao encontro do cidadão.

“Meu coração transbordou de alegria por poder colaborar, ouvir, sentir e estar ao lados dessas pessoas. É um ato que demonstra empatia e muito amor por pessoas que construíram uma história e deram sua contribuição para a sociedade. Devemos estar próximos do cidadão que são os destinatários das nossas decisões. São pessoas de direito, com alma, humanidade e merecem o nosso cuidado e respeito”, pontuou a magistrada.

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40 anos da Comarca de Sinop marcam trajetória de fortalecimento do Judiciário

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mais dignidade: Justiça sem Fronteiras garante atendimento a morador em Santa Clara

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Homem e mulher conduzem uma pessoa em cadeira de rodas por uma área gramada. Ao fundo, há uma faixa de identificação da Expedição Justiça Sem Fronteiras e veículos estacionados.Uma busca que se arrastava há mais de um ano foi resolvida em poucas horas durante a 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, realizada no distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela da Santíssima Trindade.

Promovida por meio da Justiça Comunitária do Poder Judiciário de Mato Grosso, a iniciativa leva serviços de cidadania, saúde, orientação jurídica, educação e assistência social a comunidades localizadas na faixa de fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Em Santa Clara de Monte Cristo, os atendimentos ocorrem até esta segunda-feira (15), na Escola Municipal Ponta do Aterro.

Com atuação integrada do Poder Judiciário Estadual, Justiça Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e demais instituições parceiras, o morador Sebastian Costaleite Vaca, de 36 anos, teve garantidos direitos fundamentais que há anos eram aguardados pela família.

Sebastian possui deficiência física e intelectual e utiliza cadeira de rodas para se locomover. Desde o falecimento da mãe, os cuidados com ele foram assumidos pela irmã, Lilia Beatriz Costaleite Vaca, que enfrentava dificuldades para resolver questões burocráticas relacionadas à vida do irmão.

A história começou na primeira edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, quando Lilia procurou atendimento para corrigir um erro na documentação de Sebastian e também solicitar a curatela. Neste ano, ela voltou à expedição para acompanhar o andamento da aposentadoria do irmão, processo que já estava em tramitação, mas ainda sem solução.Pessoa em cadeira de rodas é conduzida por um homem dentro de uma sala de atendimento. No local, servidores atendem outras pessoas sentadas em mesas com computadores.

Além da regularização da curatela, a família recebeu a confirmação de que Sebastian passará a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Lilia também aproveitou a passagem da expedição pela comunidade para providenciar o Cartão SUS e atualizar a carteira de vacinação do irmão.

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“Desde que minha mãe faleceu sou eu quem cuido dele. Muitas vezes eu levava os documentos dele e pediam a curatela para comprovar que sou responsável por ele. Sem esse documento eu não conseguia resolver nada. Agora disseram que deu certo e vou receber a curatela. Também deram andamento no benefício dele e falaram que agora vai dar certo, graças a Deus”, contou.

Ela destaca que a presença da Expedição na comunidade foi fundamental para que a situação fosse resolvida. “Eu sou muito agradecida a Deus e a toda a equipe que veio aqui. Eu não tenho como viajar com ele. Ele já é um homem grande e é muito difícil levá-lo para outros lugares. Por isso, agradeço muito por essa expedição”, disse.

Solução construída em conjunto

Homem usando boné, óculos e camiseta da Expedição Justiça Sem Fronteiras posa para fotografia em ambiente interno.Coordenador da Justiça Comunitária, o juiz José Antonio Bezerra Filho afirmou que a história de Sebastian representa o propósito da Expedição Justiça Sem Fronteiras. “O caso dele nos acompanha desde a edição passada. Neste ano, com a união da Justiça Federal, Justiça Estadual e demais instituições parceiras, conseguimos garantir tanto a curatela, quanto o benefício assistencial. É um exemplo concreto de como a integração entre os órgãos públicos pode transformar vidas”, destacou.

Segundo o magistrado, situações como essa normalmente demandariam uma série de procedimentos e poderiam levar meses ou até anos para serem concluídas. “Quando chegamos a essas localidades, mostramos que é possível levar cidadania, inclusão e acesso à Justiça para quem mais precisa. O Sebastian sai com seus direitos assegurados e com uma perspectiva muito melhor para o futuro”, concluiu.

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Técnico judiciário da Justiça Federal de Mato Grosso, Romulo Medeiros explica que o caso exigiu articulação entre diversas instituições para garantir uma solução rápida. “Conversamos com todas as instituições envolvidas e conseguimos construir uma solução conjunta. O Judiciário adotou as providências necessárias e conseguimos ingressar com o pedido na Justiça Federal. A decisão favorável foi concedida ainda durante a expedição. Uma situação que vinha sendo buscada há mais de um ano foi resolvida em cerca de quatro horas”, detalhou.Homem com camiseta da Expedição Justiça Sem Fronteiras posa para fotografia em corredor ou área de atendimento, com pessoas desfocadas ao fundo.

Para Romulo, o caso demonstra a importância de levar os serviços públicos até comunidades distantes dos grandes centros. “Essa é a importância da Expedição Justiça Sem Fronteiras. Estamos falando de uma região onde o acesso aos serviços é muito difícil. Quando todas as instituições trabalham juntas, conseguimos oferecer respostas rápidas para pessoas que muitas vezes permaneceriam invisíveis ao Estado”, ressaltou.

Próxima parada

A 2ª Expedição Justiça Sem Fronteiras seguirá para o distrito de Vila Picada, em Porto Esperidião, última etapa da edição 2026. Os atendimentos serão realizados nos dias 17 e 18 de junho, na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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