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Cemulher leva conscientização sobre violência doméstica a estudantes da Escola Ulisses Cuiabano

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Na manhã desta quinta-feira (28 de agosto), a Escola Estadual Cívico-Militar Professor Ulisses Cuiabano, em Cuiabá, recebeu uma palestra promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-TJMT). A iniciativa integra o projeto “Cemulher nas Escolas”, que busca conscientizar estudantes sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, os mecanismos legais de proteção e a importância da prevenção desde cedo.

A palestra foi ministrada pela assessora técnica multidisciplinar, Adriany Carvalho, e pelo psicólogo Danilo Cesar Correia da Silva, ambos da Cemulher-MT.

O psicólogo Danilo César Correia da Silva, da Cemulher-MT, falou sobre o objetivo principal do projeto. Ele ressaltou que a iniciativa busca atuar preventivamente, levando informações sobre violência doméstica aos jovens.

“Nosso foco é a prevenção da violência contra a mulher. Escolhemos as escolas porque este é um período crucial para disseminar informações preventivas. As crianças e adolescentes podem levar esses conhecimentos para dentro de casa, contribuindo para a conscientização familiar”, afirmou Danilo.

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Em seguida, ele detalhou o conteúdo das palestras, enfatizando que não se trata apenas de prevenção, mas também de orientação sobre os recursos disponíveis para vítimas.

“A palestra aborda os tipos de violência doméstica, a história da Lei Maria da Penha e a rede de enfrentamento disponível para mulheres em situação de vulnerabilidade. Os estudantes conseguem reproduzir essas informações com qualidade e, assim, prevenir casos de violência”, explicou o psicólogo.

Marcelo Fonseca, coordenador cívico-militar da escola, comentou a importância de trazer esse tema para o ambiente escolar. Ele destacou que os alunos se tornam multiplicadores de informações essenciais sobre a violência contra a mulher.

“Essa ação é fundamental, pois conscientiza os alunos sobre a violência contra a mulher. Eles se tornam multiplicadores desse conhecimento, levando a mensagem para suas famílias e comunidades”, disse Marcelo.

Ele ressaltou a gravidade do problema em Mato Grosso, alertando sobre a necessidade de conscientização precoce.

“Em nosso estado, os índices de feminicídio são preocupantes, e a informação precoce é uma ferramenta essencial para mudar essa realidade”, acrescentou o coordenador.

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Entre os alunos, a estudante Nathalia Luiza de Anunciação Arruda, do 6º ano, compartilhou suas impressões sobre a palestra, destacando a importância de aprender sobre os diferentes tipos de violência.

“Aprendi sobre os tipos de violência, como a física, patrimonial e sexual. Também entendi que não estamos sozinhas e que podemos pedir ajuda a alguém de confiança, como pais ou avós”, disse Nathalia.

Ela destacou também como o conhecimento adquirido pode ser aplicado no dia a dia e servir de orientação para colegas e familiares.

A Cemulher-TJMT, criada em 2012, atua no enfrentamento à violência doméstica e familiar, oferecendo apoio às vítimas, promovendo ações educativas e estimulando a responsabilização dos agressores. Por meio de iniciativas como esta palestra, a coordenadoria reafirma seu compromisso com a proteção das mulheres e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Operação conjunta com Juizado Ambiental apreende quase uma tonelada de pescado irregular em Cuiabá

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Peixes de diferentes tamanhos armazenados em um freezer durante fiscalização ambiental. Uma mão aparece sobre os exemplares, indicando a comparação de tamanho dos pescados apreendidos.Uma operação conjunta entre o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizada na manhã de terça-feira (2 de junho), resultou na apreensão de 991 quilos de pescado irregular em Cuiabá.

A fiscalização ocorreu em uma residência e em uma feira livre localizada na Avenida Beira Rio, no bairro Praeirinho. Durante a ação, as equipes encontraram exemplares de espécies cuja captura, transporte, armazenamento e comercialização são proibidos pela legislação estadual, além de peixes com tamanho inferior ao permitido pelas normas ambientais.

Entre os peixes apreendidos estavam exemplares de pintado, dourado e piraputanga, espécies protegidas pela Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, além de pacus abaixo da medida mínima (45cm) exigida para captura. A legislação vigente em Mato Grosso proíbe, até 2029, a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de 12 espécies nativas consideradas estratégicas para a preservação dos estoques pesqueiros do Estado.

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O 1º sargento da Polícia Militar Ambiental e integrante do Juvam, Marcello Amui, aparece em primeiro plano durante entrevista. Ele veste farda camuflada e está em ambiente interno.De acordo com o 1º sargento da Polícia Militar Ambiental que atua no Juvam, Marcello Amui, também foram apreendidos exemplares de tambaqui. “Embora a espécie tenha captura permitida, os peixes estavam armazenados juntamente com espécies de posse irregular e, por isso, foram apreendidos”.

O militar informou que todo o pescado recolhido será destinado a instituições sociais cadastradas, garantindo o aproveitamento adequado dos alimentos e beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização permanente

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Juvam em parceria com órgãos ambientais e de segurança pública para combater crimes contra a fauna, a pesca predatória e outras infrações ambientais em Mato Grosso.

“A união das instituições é fundamental para o êxito dessas operações. O Juvam está sempre à disposição para apoiar as fiscalizações e o combate aos crimes e ilícitos ambientais”, destacou o sargento.

Além da atuação fiscalizatória, a unidade desenvolve atividades de educação ambiental, conciliação e orientação à população.

Regras da pesca em Mato Grosso

Três agentes de fiscalização ambiental posam em uma sala ao lado de freezers com peixes apreendidos. Eles seguram exemplares de diferentes espécies durante operação conjunta de combate à pesca irregular realizada em Cuiabá. Ao fundo, os freezers abertos exibem parte do pescado apreendido.Desde o encerramento da Piracema, em 31 de janeiro, a pesca voltou a ser permitida nas bacias hidrográficas do Estado. Entretanto, permanecem em vigor as restrições previstas na Lei do Transporte Zero.

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Continuam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das espécies cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado (surubim), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Para as demais espécies, a atividade pesqueira deve respeitar tamanhos mínimos, cotas e demais exigências legais.

O sargento reforçou que o descumprimento das normas ambientais pode resultar em multas, apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na infração, além da responsabilização criminal dos envolvidos.

Denúncias

Casos de pesca ilegal e outros crimes ambientais em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger podem ser denunciados ao Juvam pelo telefone e WhatsApp (65) 3648-6880 ou pelo e-mail [email protected]. Ocorrências em outras regiões do Estado também podem ser comunicadas à Sema, pelo WhatsApp (65) 99321-9997 e (65) 98153-0255, ou à Polícia Militar, por meio do telefone 190.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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