Um protesto espontâneo tomou as ruas de diversas cidades argentinas
O “megadecreto” com reformas estruturais aprovado pelo presidente da Argentina, Javier Milei, na quarta-feira (20), provocou uma reação social forte e espontânea no país, com uma noite repleta de panelaços nas ruas de diversas cidades, em protesto contra a medida, que entra em vigor após um prazo de oito dias.
Argentina nas ruas!
Um panelaço contra Milei se espalhou rápidamente por diversos bairros de Buenos Aires e outras províncias, como Santa Fé e Mendoza após o anúncio do mega pacote de decretos. pic.twitter.com/ACq4c1zvbN
O Decreto de Necessidades de Urgência revogou mais de 300 leis e normativas sobre diversos temas, como a regulação do mercado de trabalho, planos de saúde, posse de terras por parte de estrangeiros, aluguéis, direito de greve e privatização de estatais, por exemplo.
Os Decretos de Necessidade e Urgência precisam ser enviados ao Parlamento, onde passam por avaliação de uma comissão parlamentar que dará um posicionamento favorável ou contrário ao decreto.
Caso a comissão se oponha, a decisão final é tomada pelos plenários da Câmara e do Senado, que votam separadamente. Para derrubar o decreto, é necessário que ambas as Casas votem contra, e não há um prazo para que a decisão seja tomada, o que pode causar judicialização, com recursos contra as medidas estipuladas pelo presidente. Até o momento, não está claro qual o nível de apoio – ou falta dele – Milei terá dentro do Congresso.
No texto publicado no Diário Oficial argentino desta quinta-feira (21), o governo Milei argumenta que “A República Argentina atravessa uma situação de gravidade sem precedentes, gerando desequilíbrios profundos que impactam negativamente toda a população, especialmente social e economicamente”, e que “a gravidade da crise põe em risco a própria sobrevivência da organização social, jurídica e política constituída, afetando o seu normal desenvolvimento na prossecução do bem comum”.
Além dos panelaços realizados de forma espontânea na noite passada, alguns sindicatos reagiram anunciando uma marcha para a sexta-feira (22).A convocação ocorre à revelia de outra medida do governo Milei, que anunciou um protocolo para “manutenção da ordem pública”, prevendo “sanções severas”, como o corte de benefícios sociais de manifestantes que realizarem piquetes, bloqueando ruas do país.
O canal do YouTube Machina decidiu divulgar como acontece a testagem de vapes , os cigarros eletrônicos , nas principais fábricas da China . Em Baoan, na cidade de Shenzhen, eles foram surpreendidos.
As fábricas chinesas conseguem produzir vapes em massa, desde seu funcionamento interno até o processo de teste. Na última seção da criação do produto, veio a surpresa: um funcionário testando, realizando o trago, em cada um dos cigarros eletrônicos.
Os estágios de teste tem algumas fases. Primeiro, há um teste que aumenta a pressão da parte inferior do vaporizador para permitir que ele libere vapor do bocal.
A segunda fase é um tubo de sucção que puxa o vapor do vaporizador, da mesma forma que uma pessoa faria ao dar uma tragada.
A terceira já são os funcionários literalmente testando o produto. No vídeo do canal do YouTube, mostra o trabalhador segurando vários vapes em uma mão enquanto dá uma tragada em cada um deles para testar se estão funcionando corretamente.
Quando perguntaram ao homem sobre o número de cigarros eletrônicos que ele testa por dia, ele explicou que eram aproximadamente 8.000 a 10.000 e que fuma até fora do trabalho.
Segundo a empresa de vaporizadores eletrônicos, cada vaporizador que contém 10 ml de nicotina contempla cerca de 3.000 tragadas. Ainda, de acordo com um estudo do CDC (Centro de Doenças e Prevenção dos EUA), descobri-se que as vendas mensais de unidades de cigarros eletrônicos aumentaram 46,6% de janeiro de 2020 a dezembro de 2022.
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