Sites falsos aplicam golpes usando o nome do Desenrola
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu nesta quarta-feira (19) uma investigação para apurar golpes online que utilizam o nome do programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil. De acordo com o MPMG, ao menos seis sites falsos foram identificados.
Ainda não há um levantamento de quantas pessoas foram vítimas dos golpes, mas o órgão já atua para que os sites falsos sejam derrubados da internet.
“Esses golpes são bem perigosos e é importante a gente fazer tanto essa ação de prevenção do crime, quanto a identificação dos criminosos e a derrubada desses sites”, afirma o promotor de Justiça Mauro Ellovitch, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) do MPMG.
De acordo com as investigações, os sites falsos fingem ser do Desenrola e oferecem a renegociação de dívidas falsas, com supostas vantagens financeiras. O objetivo dos golpistas é, na verdade, roubar dinheiro das vítimas, que acreditam estar quitando suas dívidas; roubar dados pessoais, como CPF, informações bancárias e dados de contas de redes sociais; e instalar vírus nos dispositivos das vítimas a fim de rastreá-los à distância, podendo aplicar outras fraudes posteriormente.
Como não cair no golpe
Para não cair neste golpe, o MPMG orienta os cidadãos a não clicarem em links e anúncios em redes sociais relacionados ao programa Desenrola, mas sim procurarem os canais oficiais dos bancos.
“Faça você mesmo o contato com o seu banco”, orienta Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). “Fique atento para que não sejam aceitas propostas de envio de valores com a finalidade de garantir melhores condições de renegociação das dívidas. Reforçamos que somente é possível renegociar as dívidas nos canais oficiais dos bancos”, completa.
A Febraban também orienta os clientes a entrarem em contato com os canais oficiais dos bancos se desconfiarem de alguma proposta atraente demais. Se o pagamento for realizado por boleto, é importante checar todos os dados antes de concluir atransação – a mesma dica vale para o Pix.
O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais.
Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano.
“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos.
Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.
Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação.
“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.
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