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Temas relevantes à atuação policial e à jurisdição militar são abordados em seminário

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Nesta segunda-feira (13 de outubro), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) e a Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) realizam o seminário de abertura do “Curso de Polícia Judiciária Militar”, com a discussão de relevantes temas relacionados à atuação policial e à jurisdição militar. A capacitação prossegue ao longo do dia, presencialmente na Escola e virtualmente pelo aplicativo Teams.

Na abertura, o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, agradeceu a participação de todos e destacou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso se sente honrado em propiciar esse curso em parceria com a Sesp e a Polícia Militar. “É um evento que vai propiciar a capacitação dos militares, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Judiciária Civil e que conta com a participação do Ministério Público e de colegas juízes. Eu gosto de deixar a palavra para aqueles que vão trazer a mensagem de conteúdo, então só tenho a desejar um bom curso e uma boa capacitação”, pontuou.

Foto juiz Antônio Peleja. Ele tem cabelo escuro, veste terno cinza e camisa e gravata azuis. Ele está sentado à frente e olha para a frente.

O coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis-MT, juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, destaca que a parceria entre a Esmagis, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Polícia Militar de Mato Grosso é um exemplo concreto de como o diálogo interinstitucional pode fortalecer a atuação policial e a jurisdição militar, promovendo mais eficiência, legalidade e respeito aos direitos fundamentais.

“É com grande satisfação que a Esmagis recebe todos os participantes deste importante seminário, que marca um momento de integração, reflexão e aprimoramento técnico entre as instituições que compõem o sistema de justiça criminal militar. A Escola da Magistratura tem como missão promover a formação continuada e o aperfeiçoamento dos operadores do Direito e este seminário cumpre exatamente esse papel: oferecer conhecimento qualificado, fomentar o debate e contribuir para uma atuação mais segura e justa das forças de segurança pública.”

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O juiz Marcos Faleiros, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá e um dos organizadores do curso, lembrou que o sistema de justiça criminal é composto pelo policial militar, policial civil, passando pelo magistrado, promotor, defensor público, e seguindo até a execução penal, com os policiais penais. “É todo um sistema, vamos dizer assim, e o primeiro juiz de um fato que pode vir a ser configurado como crime é justamente o policial militar. Então, o policial militar é o primeiro que normalmente entra em contato com os delitos”, assinalou.

Por isso, salientou o magistrado, existe a necessidade de se fazer a integração entre os juízes e policiais, para que possam, juntos, aprender um pouco mais sobre essa questão, assim como para coibir e investigar melhor os crimes tidos como militares, “que vão desde a tortura até os crimes propriamente militares, como recusa de obediência etc. É bastante profícuo e o curso está extremamente proveitoso. Temos participantes do Brasil inteiro. Oitenta presencialmente, temos mais uma turma na UFMT, outra na Assembleia e muita gente on-line, então é sensacional.”

Já o corregedor-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Noelson Carlos Silva Dias, destacou a importância da parceria da Esmagis-MT, que possibilitou a ampliação da capacitação. Ele agradeceu o apoio do juiz Marcos Faleiros e do desembargador Márcio Vidal, diretor-geral da Esmagis, para ampliar o evento e torná-lo híbrido. “Nós temos oficiais e praças das nossas polícias e corpos de bombeiros em todo o estado fazendo esse curso. E, na sexta-feira, conseguimos ainda ampliar o número de alunos para as polícias militares e os corpos de bombeiros militares de todo o Brasil”, destacou.

Segundo ele, o número de inscritos subiu de 500 para pelo menos 800 participantes. “É uma vitória muito grande, porque faz parte da valorização, da profissionalização, do ensino e do treinamento, para que os nossos servidores da segurança pública, principalmente os nossos oficiais graduados, militares estaduais, possam ter mais proficuidade e profissionalismo nas investigações, que se tornam cada vez mais efetivas — e isso tudo de forma integrada”, complementou. “Nós teremos aqui, durante o curso, vários palestrantes, então será um cabedal de conhecimento muito grande. Eu creio que nós vamos fazer uma entrega com muito mais qualidade para a justiça criminal militar do nosso estado, do nosso país e para a nossa sociedade.”

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O evento conta com a presença de magistrados de diferentes tribunais, que compartilham suas experiências e reflexões sobre temas jurídicos atuais e sensíveis à prática da Polícia Judiciária Militar. Ao longo do dia, serão discutidos os seguintes temas: “Reflexões sobre a Institucionalização da Polícia Judiciária Militar”, com o desembargador Deosdete Cruz Júnior (TJMT); “Revista Pessoal e Busca Domiciliar”, com o desembargador Hélio Nishiyama (TJMT); “1200 do STF – Alcance da Competência da Justiça Militar ou Tribunal de Justiça para Decretar a Perda do Posto e Patente”, com o desembargador Enio Luiz Rosseto (TJM/SP); e “Limites e Responsabilidades da Atuação Policial: Análise Jurisprudencial sobre a Legítima Defesa e o Estrito Cumprimento do Dever Legal”, com o juiz Rodrigo Victor Foureaux Soares (TJGO).

Além dos magistrados, também participam do seminário integrantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil.


Programação A partir de amanhã (14), o curso terá sequência com extensa programação e será ofertado até o dia 24 de outubro. Confira aqui o cronograma completo.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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‘Servidores da Paz’ abre inscrições para Módulo V de Formação Avançada em Círculos de Paz

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Visão aproximada das mãos de uma mulher segurando uma placa azul-clara com a palavra O Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), está com inscrições abertas para o Módulo V do Programa de Formação Avançada em Justiça Restaurativa, na modalidade virtual autoinstrucional. A formação é destinada a magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as), credenciados(as) e estagiários(as) do Poder Judiciário já formados como facilitadores de Círculos de Construção de Paz no Programa “Servidores da Paz”, e que desejam atuar em casos mais complexos.

As inscrições serão realizadas entre os dias 25 de maio e 08 de junho pelo link https://forms.cloud.microsoft/r/rxTutiEkQW . O curso possui carga horária de 30 horas e será realizado no período de 15 de junho a 17 de julho, em ambiente virtual de aprendizagem da Escola Judicial do Paraná (EJUD-PR). Como requisito obrigatório para participação no Módulo V, os interessados deverão possuir cadastro ativo no Sistema Restaura de Gestão de Facilitadores, ter concluído o Módulo IV – Estágio e Supervisão, e possuir Círculos de Paz aprovados no sistema.

A oferta da modalidade autoinstrucional, considerada inovadora, é resultado do fortalecimento da cooperação institucional entre o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso no campo da Justiça Restaurativa. Somado a isso, a iniciativa também funciona como estratégia de ampliação da Política Judiciária Nacional de Justiça Restaurativa, especialmente no que se refere à disseminação qualificada de conteúdos formativos e à consolidação de práticas restaurativas nos diversos ramos e unidades do Poder Judiciário.

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Para a desembargadora Clarice Claudino da Silva, presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa e uma das principais responsáveis pelo Movimento Restaurativo em Mato Grosso, o início do módulo avançado simboliza mais um passo na construção de uma Justiça comprometida não apenas com a resolução de conflitos, mas também com o cuidado das pessoas, das relações e com a promoção de caminhos mais humanizados dentro e fora do Judiciário.

“O programa ‘servidores da paz’ entra agora em um novo ciclo de amadurecimento das práticas restaurativas, preparando nossos facilitadores para atuarem em contextos de maior complexidade emocional e social. Essa formação amplia a capacidade de resposta do Judiciário, fortalece a cultura do diálogo e contribui para a construção de soluções mais responsáveis e humanizadas. Além disso, gera importantes impactos sociais, como a prevenção de conflitos, o fortalecimento de vínculos e, a redução significativa da judicialização e do volume de processos no sistema de justiça”, afirma.

Diferente da formação básica, voltada à aplicação de Círculos Menos Complexos, o Módulo V dá início à preparação dos facilitadores que pretendem atuar na condução de procedimentos restaurativos mais complexos, especialmente em contextos vinculados ao sistema de justiça.

Também chamados de “Círculos Mais Complexos”, esses procedimentos envolvem processos judiciais e pré-processuais, situações de conflito interpessoal e institucional, processos administrativos, reintegração familiar e comunitária, casos relacionados à família, infância e juventude, construção de consensos em processos de tomada de decisão, elaboração do luto, fortalecimento de vínculos e acompanhamento de situações de alta sensibilidade emocional e social.

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Além do contexto judicial, a metodologia dos Círculos de Construção de Paz pode ser aplicada em diferentes espaços de convivência coletiva e prevenção de conflitos, como ambiente familiar, escolas, instituições públicas, projetos sociais, rede de assistência social, segurança pública e iniciativas voltadas ao atendimento de crianças, adolescentes, idosos e comunidades em situação de vulnerabilidade.

Após as inscrições, o NugJur encaminhará, por e-mail, a confirmação da matrícula dos participantes, juntamente com as orientações necessárias para acesso à plataforma da EJUD-TJPR. O curso permanecerá disponível pelo período de 30 dias, de 15 de junho a 17 de julho, permitindo que cada participante organize sua rotina de estudos conforme sua disponibilidade.

Um dos diferenciais da modalidade virtual autoinstrucional é exatamente a possibilidade de o processo de aprendizagem ser conduzido de forma autônoma pelo próprio participante, com base nos materiais disponibilizados na plataforma da EJUD-PR, fortalecendo a autonomia, a responsabilidade e o compromisso individual com a própria formação. Apesar de a modalidade autoinstrucional não exigir acompanhamento contínuo de tutor nem a realização de aulas on-line, o NugJur disponibilizará aos participantes o suporte de um monitor para esclarecimento de dúvidas e orientações práticas relacionadas ao cumprimento das atividades do curso.

Foto: Secretaria de Educação de Sorriso

Autor: Naiara Martins

Fotografo:

Departamento: Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa – NugJur

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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