Tribunal de Justiça de MT

Robô Veredictus propicia intimação automática sobre acórdãos no Processo Judicial eletrônico

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Uma melhoria no Processo Judicial eletrônico (PJe) está garantindo mais agilidade, facilidade e aprimoramento no trabalho dos operadores do Direito que atuam nas secretarias dos órgãos de segundo grau do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). É o robô Veredictus, que intima automaticamente as partes, assim que um acórdão é assinado, criando expedientes nos andamentos dos processos.
 
Apenas na primeira semana de funcionamento, entre os dias 3 e 10 de julho, já foram publicados 1.047 acórdãos oriundos das Segunda, Terceira e Quarta Câmaras de Direito Privado, gerando cerca de 4 mil expedientes. Antes dessa inovação, essa tarefa era realizada por, no mínimo, dois servidores de cada unidade judiciária e suspendia de 4 a 5 minutos para execução da tarefa.
 
“Essa intimação era feita por servidores, que passavam o dia inteiro clicando, a ponto de encaminhar essas intimações. E agora, com o robô automatizando essa tarefa que era manual e repetitiva, a ideia é liberar esses servidores para fazerem outros trabalhos mais complexos”, afirma a juíza auxiliar da Presidência, Viviane Brito Rebello. Dentre essas tarefas que serão aprimoradas com a economia de tempo estão triagem de demandas, análise de processos, qualificação de dados, entre outros.
 
O robô Veredictus foi criado pela Coordenadoria Judiciária e o Departamento de Sistemas e Aplicações do Tribunal, sob supervisão do Analista Judiciário Thales Rubiale. Este é o segundo mecanismo de automação do Pje em funcionamento no 2º grau de Jurisdição, sendo que o Veredictus vai complementar o Ilustris IA, que faz o serviço de baixa automática do processo. “Se ninguém se manifestou no acórdão, o Ilustris IA entra em ação”, resume.
 
A coordenadora judiciária do TJMT, Rose Pincerato, adianta que com o resultado apresentado pelo projeto-piloto, o Veredictus será expandido para as outras competências do segundo grau. Segundo ela, o TJMT já cumpre a meta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 500 dias de tramitação dos processos, entre primeiro e segundo grau, com média de 211 dias. “Temos a possibilidade de reduzir ainda mais. Tudo o que a gente fizer de automação em fluxo vai contribuir para essa meta”, avalia.
 
A redução na carga de um trabalho mecânico foi bem recebida pela diretora da Quarta Câmara de Direito Privado, Randis Mayre. “Eu achei ótimo! É um trabalho mecânico, repetitivo e de grande volume. Quando eu tenho pautas grandes, eu tenho uma quantidade grande de acórdãos para publicar, então é trabalhoso e leva tempo, dou mais de 10 cliques para emitir um acordão. E hoje eu só confiro e dou um clique para o trânsito automático. Eu acho que isso é um ganho muito bom para questões de celeridade e entrega da prestação jurisdicional”, avalia.
 
A diretora comenta ainda que a inovação chegou em boa hora. “Na semana que liberou, nós tínhamos mais de 400 intimações para fazer. Também diminuiu a chance de erro porque o humano poderá ter mais erros do que o robô, nesse caso. Então diminui erros em publicação e ganha-se tempo”.
 
Daniela Del Nery, diretora da Terceira Secretaria de Direito Privado, também aprovou a novidade. “Nós tivemos duas automações recentes. A primeira foi a de baixa de processos, que já foi um ganho de tempo para a secretaria, porque a gente não precisa dispender nem servidor nem tempo para isso. Agora, tivemos a intimação automática de acórdãos, que deu um ganho de tempo muito grande para os servidores, no sentido que eles fiquem focados em serviços que demandam mais tempo, mais estratégia, que precisam de um olhar mais criterioso. Eu acredito que essa automação vai impactar no índice de atendimento da demanda porque vai fazer com que os processos tenham uma celeridade muito maior e vai atender a baixa dos processos, com diminuição de taxa de congestionamento com maior rapidez”, avalia.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.  Foto 1: Juíza auxiliar da Presidência, Viviane Brito Rebello, concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher branca, de cabelos curtos e grisalhos, usando blusa branca e terno cinza escuro. 
 
Celly Silva/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Centro de Estudos em Meio Ambiente dá início à articulação da comunicação institucional

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O Comitê de Comunicação do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) realizou, nessa quarta-feira (1º de julho), sua primeira reunião de trabalho, com o objetivo de estruturar as ações de comunicação e ampliar a visibilidade das iniciativas desenvolvidas pelo Centro. O encontro reuniu representantes de diversas instituições parceiras e marcou o início da organização prática do grupo.
Na abertura da reunião, a juíza de direito Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, coordenadora do projeto Cesima, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da atuação conjunta na construção de uma comunicação mais integrada e estratégica. Entre os primeiros encaminhamentos, ficou definida a necessidade de fixar um calendário de reuniões mensais, garantindo a continuidade dos trabalhos e o alinhamento das ações.
Segundo Henriqueta, a criação do comitê responde à necessidade de fortalecer a comunicação institucional do Cesima, considerando a complexidade das temáticas trabalhadas pelo Centro. “Essa foi a primeira reunião do Comitê de Comunicação, que foi pensado justamente diante da importância de difundir e expressar com clareza questões afetas ao Centro, ou seja, meio ambiente, sustentabilidade, desenvolvimento e crescimento econômico. Como o Cesima tem esse olhar multidimensional e integrado, se canalizamos a comunicação para um único membro, acabamos perdendo a visão do todo”, afirmou.
Ainda conforme a magistrada, a proposta é garantir uma comunicação ampla e colaborativa. “O comitê foi criado com a perspectiva de comunicar à sociedade, às instituições e aos poderes como o Cesima trata essas questões de forma integrada”, destacou. Também foi discutida a criação de um calendário de divulgações, com conteúdo voltado à temática socioambiental, a serem compartilhados pelos canais institucionais dos integrantes do Centro de Estudos.
Durante a reunião, os participantes trataram do apoio imediato às ações do projeto “Cesima nas Escolas”, iniciativa que já prevê a realização de visitas a unidades de ensino para promover a educação socioambiental. Como encaminhamento prioritário, o comitê definiu a construção de um roteiro básico comum e de apresentações de slides dinâmicas (de até 30 minutos) adaptadas para as diferentes faixas etárias dos alunos, garantindo unidade na mensagem institucional antes mesmo do início das visitas.
“A partir desse primeiro contato, estabelecemos um plano de ação no sentido de cada um dos membros contribuir para a construção de um roteiro de fala para as palestras, levando às escolas uma visão integrada e plurívoca da questão ambiental, já que se trata de um tema complexo”, explicou Henriqueta.
Em paralelo ao cronograma escolar, o comitê trabalhará na elaboração de uma cartilha socioambiental colaborativa, com linguagem simples e acessível para a sociedade. O material reunirá conceitos básicos sobre meio ambiente, direitos, deveres e desafios contemporâneos. Ficou acordado que os membros definirão prazos internos para sugestões e lapidação do conteúdo, que passará por aprovação conjunta para garantir o olhar multidimensional do grupo.
Também está prevista a realização de visita do projeto “Cesima nas Escolas” no dia 29 de julho, na Escola Municipal de Ensino Básico Prof. Hilda Caetano de Oliveira, em Cuiabá. A atividade marcará o início das ações do programa no ambiente escolar e contará com a participação conjunta das instituições integrantes do Cesima, levando aos estudantes conteúdos de educação socioambiental adaptados à realidade local, com enfoque na conscientização e no diálogo sobre os desafios ambientais da região.
Outro encaminhamento relevante foi a proposta de organização de um evento institucional do Cesima para o final do ano. A ocasião será marcada pelo lançamento oficial da cartilha socioambiental e servirá como vitrine para que as instituições parceiras apresentem seus próprios projetos e produtos de sustentabilidade — como o documentário sobre catadores de recicláveis em produção pela Defensoria Pública.
Ao longo das discussões, os integrantes ressaltaram a importância de que a comunicação reflita o caráter multidisciplinar do Cesima, integrando diferentes perspectivas — ambiental, econômica, social e jurídica — e evitando abordagens isoladas. A criação de um canal direto de comunicação entre os membros também foi apontada como essencial para facilitar o compartilhamento de conteúdo, ideias e ações conjuntas.
Leia matéria correlata.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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