Tribunal de Justiça de MT

Protocolo para julgamento com perspectiva racial orienta magistrados quanto ao combate ao racismo

Publicado em

Garantir que todas as pessoas, independentemente da cor ou grupo étnico, possam ter pleno acesso à justiça e a um tratamento equitativo, é condição indispensável para um desenvolvimento que respeite a diversidade. Pensando nisso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a contribuição de magistradas (os) e especialistas na temática, elaborou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial. O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Promoção da Equidade Racial, estimula magistradas e magistrados a utilizarem a ferramenta.

O protocolo está disponível na página do Comitê, no portal do Tribunal de Justiça. O documento aborda inicialmente os princípios fundamentais da equidade racial, como o princípio da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da vedação à discriminação. Traz ainda conceitos de raça, etnia, cor, identidade étnico-racial, heteroidentificação, racismo, preconceito e discriminação racial, Também descreve diferentes manifestações de racismo: estrutural, institucional, recreativo, cultural, religioso e ambiental.

Buscando funcionar como um guia para magistradas e magistrados, o protocolo também trata as questões raciais por ramos específicos da Justiça, como Direito de Família, direito Privado, Direito Criminal, entre outros. Além disso, contempla estratégias para que os juízes incorporem as diretrizes em suas rotinas de trabalho.

Leia Também:  Homem é condenado por vender medicamento sem autorização da Anvisa

Por que o uso do protocolo é fundamental na atuação jurisdicional?

Ao colocar em prática o protocolo para julgamento com perspectiva racial, a magistrada e o magistrado concretiza um novo paradigma constitucional de enfrentamento ao racismo. Dessa forma, cumpre com os objetivos do protocolo, que são:

– Fomentar o acesso à justiça, aprimorando o tratamento às (aos) jurisdicionadas (os), sobretudo daquelas (es) cuja realidade difere da realidade vivida por quem julga os processos

– Incentivar a magistratura a refletir sobre as suas preconcepções e ampliar o espaço de escuta qualificada para as circunstâncias apresentadas pelos (as) jurisdicionados (as)

– Assegurar que todos os relatos do processo sejam considerados com igual relevância e peso na conformação do entendimento dos fatos

– Otimizar a prestação jurisdicional, inclusive por intermédio de equipes multidisciplinares quando tal medida for necessária para garantir um ambiente seguro e confiável para a participação das partes e testemunhas no processo

– Despertar a percepção de julgadores (as) para as condições materiais e simbólicas que incidem sobre os fatos e conflitos em análise, o que pode alterar significativamente a compreensão das motivações, dos silêncios e do impacto das hierarquias institucionais sobre os relatos produzidos

Leia Também:  Presidente do TJMT participa do XVII Consepre e reforça valores de sustentabilidade e inclusão

– Expandir os parâmetros normativos das decisões judiciais, com o recurso às legislações internas e internacionais de promoção da equidade racial

– Ampliar o compromisso com uma comunicação que promova a exata compreensão dos efeitos de cada etapa do processo para todas as pessoas envolvidas

– Ampliar a perspectiva de julgadores (as) nos processos sob a sua responsabilidade, baseando-se nas premissas constitucionais que ressaltam o dever do Estado de garantir direitos e aplicar mecanismos necessários para erradicar todas as formas de violações de direitos.

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Vídeos explicam como identificar e combater o assédio

Published

on

Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Todo comportamento abusivo, humilhante, constrangedor e repetitivo a que são submetidas as pessoas no ambiente de trabalho, com o objetivo de prejudicá-las ou impor a elas condutas constrangedoras ou vexatórias é assédio moral e deve ser enfrentado com seriedade. O primeiro passo para isso é saber identificar palavras, atos, gestos ou mensagens escritas, que intencionalmente ou não, causam danos à dignidade, à saúde ou ao emprego da vítima.

Como parte dos esforços do Poder Judiciário de Mato Grosso para evitar esse tipo de situação, a Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, em parceria com a Coordenadoria de Comunicação Social, produziu vídeos para conscientização do público sobre o tema.

O primeiro vídeo, intitulado “Combate ao Assédio Moral no ambiente de trabalho”, ilustra, de forma simples e rápida, como esse tipo de conduta prejudica o desempenho profissional e contamina todo o ambiente de trabalho. Também são apresentadas formas eficazes de conversar, abordar e orientar os trabalhadores buscando uma entrega cada vez melhor, utilizando uma linguagem educada, respeitosa e empática. Confira o vídeo no canal do TJMT no YouTube.

Seguindo a mesma linguagem acessível, o vídeo “Assédio Sexual no trabalho” explica a diferença entre elogio e assédio sexual, com exemplos de frases e comportamentos comumente praticados pelo assediador. O material informa que o contexto deve ser observado e que a paquera no ambiente de trabalho é permitida, desde que de forma consensual.

Leia Também:  Comarca de Rosário Oeste abre credenciamento para fisioterapeutas e psicólogos

Por outro lado, o assédio sexual se caracteriza principalmente pelo constrangimento, pela pressão psicológica e pela chantagem. Na prática, isso é percebido quando há abordagens grosseiras, comentários deselegantes e contato físico sem permissão. A situação é tão grave que pode gerar sofrimento intenso às vítimas, como ansiedade e depressão.

Por isso, é preciso que todos cooperem para um ambiente de trabalho saudável. Mais do que inadequado, assédio sexual é crime! Confira o vídeo no canal do TJMT no YouTube.

Busque ajuda – Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, podem registrar casos de assédio moral, assédio sexual e discriminação por meio de um formulário on-line, disponível na página da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizado na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”.

Leia Também:  Comarca de Rondonópolis abre credenciamento para Leiloeiros Oficial e Rural

Leia também:

Assédio moral: entenda o que é e como identificar no trabalho

Assédio sexual: saiba identificar comportamentos inadequados no trabalho

Discriminação no trabalho: entenda o que é como reconhecer

Cobrança com exposição pública pode configurar assédio moral

Comentários de cunho sexual no trabalho são formas de assédio

Nem tudo é assédio: entenda o que caracteriza a prática

Cobrança de metas não é assédio, mas tem limite

Feedback não é humilhação: saiba diferenciar

Brincadeira no trabalho tem limite: quando vira constrangimento

Veja como noticiar situações de assédio e discriminação no trabalho

Canal de registro garante sigilo e proteção à vítima de assédio e discriminação

Comissões atuam na prevenção e no enfrentamento ao assédio e à discriminação no Judiciário

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA