Tribunal de Justiça de MT

Presidente recebe novos desembargadores e desembargadora em cerimônia de boas-vindas

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A recepção de boas-vindas aos desembargadores e à desembargadora, empossados (a) no último dia 21, e sua equipe de assessores (as), foi realizada nesta segunda-feira (26 de fevereiro), no auditório Gervásio Leite, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), pela presidente, desembargadora Clarice Claudino da Silva. Durante a solenidade, a diretora-geral do Tribunal, Euzeni Paiva de Paula, apresentou os coordenadores (as) das Coordenadorias administrativas do Poder Judiciário Estadual, que falaram sobre os departamentos sob sua responsabilidade.
 
A presidente do TJMT disse que uma das principais metas da atual gestão é cuidar das pessoas e a programação, tanto para os (a) desembargadores (a) que chegam, quanto para os servidores (as) que comporão suas equipes, faz parte do projeto de acomodar, aconchegar e receber as pessoas para que tenham o sentimento de pertencimento ao Poder Judiciário e à “grande família do Tribunal de Justiça onde agora passarão a conviver”.
 
Ela explicou que na programação de boas-vindas também estão inseridos, além da acolhida humanizada, muitos elementos de informação que vão facilitar os trabalhos e a vida no dia-a-dia. “A intenção é de que esse receptivo diferenciado se torne uma constante no tribunal para os próximos (as) que venham a integrar a magistratura e o corpo de assessoria”, disse a desembargadora.
 
“Além disso, tem os aspectos práticos oferecidos durante a capacitação, em cursos específicos para que a produtividade seja agilizada ao máximo num tempo mínimo possível. Se nós pudermos contribuir com essa agilidade todos nós ganhamos: o Tribunal e o Poder Judiciário, mas especialmente, a sociedade ganha os reflexos de uma equipe que em breves dias já tem a capacidade de produzir a pleno vapor. Ao invés de ganhar ritmo próprio ela já entra no ritmo da maioria pegando carona nas experiências que já estão dando certo”, afirmou Clarice Claudino.
 
Em sua fala de boas-vindas, a vice-presidente do TJMT contou que em 2023, o Tribunal de Justiça realizou treinamento com todos os assessores (as) de todos os gabinetes de desembargadores (as) e juízes (as), demonstrando a importância dos cursos de capacitação e reciclagem. Ela falou que a Vice-Presidência está à disposição dos novos (as) servidores (as) para que o Tribunal, na comemoração dos seus 150 anos, possa ir para o “diamante”, se referindo ao Prêmio CNJ de Qualidade.
 
“Acreditamos que um tribunal bom é um tribunal que cumpre rigorosamente o seu tempo e as suas metas. Os 17.777 processos julgados (por ela) em 2023 mostram isso. Este ano já fizemos 1.200 em janeiro e já passamos de mil em fevereiro. Nossa meta é de 20 mil processos em 2024. Trabalhamos com metas”, sentenciou a desembargadora.
 
Para o desembargador Marcos Regenold Fernandes, da 2ª Câmara Criminal, a capacitação é imprescindível para dar a possibilidade para que quem esteja chegando ao Tribunal conheça a fundo os mecanismos, o sistema e a tramitação dos processos. “É extremamente louvável essa iniciativa e mesmo se não tivéssemos, solicitaríamos. Afinal de contas, vindos de outra instituição, há toda uma diferença, em que pese haver semelhanças em algumas coisas. Mas o sistema todo é alimentado por aqui, então tem muitas outras funcionalidades que nós não conhecemos ainda e que depende dessa capacitação”, afirmou o magistrado, que é oriundo do Ministério Público e chegou ao desembargo por meio do Quinto Constitucional.
 
O desembargador da 2ª Câmara Criminal do TJMT, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, já julgou processos de 2º grau muitas vezes, quando substituiu desembargadores anteriormente, mas explicou que quando assumia o cargo, era auxiliado pelos assessores (as) do magistrado titular. Por isso, sua equipe vai precisar se adaptar a algumas demandas da Instância de 2º Grau.
 
“A assessoria vai ter que se adaptar, mas são pessoas de larga experiência jurídica. Obviamente muita coisa mudou. Os programas, o planejamento, as metas são fatores importantes para fazermos uma boa prestação de serviço. O tribunal andou bem. A presidente, muito cuidadosa, está fazendo uma recepção muito legal para todos nós. Estamos nos sentindo acolhidos. Ela também está nos dando as condições necessárias para começarmos a julgar no 2º Grau com propriedade”, afirmou o desembargador.
 
A coordenadora da Coordenadoria Judiciária, Rose Pincerato, explicou que a recepção humanizada foi solicitada pela presidente do TJMT, e que assim, a capacitação que já era prevista para ser realizada pela Escola de Servidores, foi antecipada. “Antecipamos porque alguns assuntos são fundamentais para que eles comecem a trabalhar. Lembrando que estamos recebendo um membro do Ministério Público e um da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que não têm a experiência interna que temos aqui, diferente dos juízes que já fazem sentenças. A capacitação é importante porque visamos diminuir a curva de aprendizado.”
 
Após conhecerem a estrutura administrativa e os coordenadores e coordenadoras do TJMT, o coordenador da Coordenadoria de Planejamento do Tribunal, Afonso Maciel, apresentou o Planejamento Estratégico 2021-2026 e explicou a “Missão, Visão, Atributos e Princípios” planejados para o período. Ele falou também sobre o Prêmio CNJ de Qualidade. Atualmente o TJMT é detentor do prêmio ouro. A meta é ser diamante.
 
Em seguida, a gestora administrativa do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Vera Lícia de Arimatéia Silva, falou sobre os indicadores que impactam no trabalho e rotina dos gabinetes.
 
Na terça-feira (27), os assessores e assessoras terão aulas sobre processo judicial eletrônico e Tabelas Processuais Unificada (TPU), painéis de inteligência de dados, sistemas administrativos, rotina de julgamento, distribuição e custas processuais e vice-presidência, temas, sobrestamentos e Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR). Eles (as) ainda terão palestras com desembargadores sobre Direito Público, Privado e Criminal.
 
Participaram também, a vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneipp, os juízes auxiliares da Presidência e Vice-presidência, a vice-diretora-geral, além de servidores e servidoras.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da Foto 1: A presidente do TJMT fala aos presentes, que ocupa a maioria das cadeiras do auditório. Ela está no púlpito e fala ao microfone. Todos olham atentamente para ela. Foto 2: A imagem mostra o auditório. Os coordenadores e coordenadoras estão perfilados, em pé, na frente do palco, olhando para a audiência. Atrás deles aparece um telão com a identidade visual do TJMT, que é um punhado de terra e um broto verde com os dizeres: Semear a Paz, Fortalecer a Justiça. Foto 3: Imagem em ângulo fechado do desembargador Marcos Regenold. Ele é um homem branco, com barba e usa terno escuro, camisa cinza e gravata bordô com estampa branca. Foto 4: Desembargador Jorge Tadeu, em foto com ângulo fechado. Ele é um homem branco, com barba e cabelos grisalhos. Usa óculos de grau, terno azul, gravata lilás e camisa branca.
 
Marcia Marafon/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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