O novo presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto , nomeado nesta quarta-feira (5), disse que quer convocar mais 2.144 aprovados no concurso de 2022 para técnicos do seguro social. A informação é do jornal Folha de São Paulo.
Ele alerta, no entanto, ainda ser necessário que o governo garanta verba para formação e admissão dos novos funcionários, o que já estaria sendo discutido.
O ex-presidente interino do INSS, Glauco Fonseca Wamburg, t inha o mesmo desejo , mas queria convocar mais 250 candidatos que integram o cadastro reserva do certame que nomeou mil técnicos do seguro social. Além disso, afirmou que pediu um novo edital com 1,6 mil vagas para seleção de analistas de nível superior.
O INSS convocou, em junho, mil novos profissionais para uma jornada de 40 horas semanais e salário inicial de R$ 5.905,79.
A autorização para a nomeação dos primeiros aprovados foi publicada pela ministra de Estado da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck em junho.
Os candidatos nomeados estão cumprindo as seguintes etapas: apresentação de documentos pessoais, certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso de ensino médio ou curso técnico equivalente, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), concluído até a data da posse, e avaliação médica, inclusive com a apresentação de laudos e exames.
Atenção: os candidatos que tiveram os nomes publicados no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 14 precisam se apresentar na gerência-executiva escolhida no ato da inscrição no concurso até o dia 13 de julho. Ou seja, 30 dias após a publicação no DOU. Caso percam o prazo, a nomeação será tornada sem efeito.
O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais.
Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano.
“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos.
Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.
Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação.
“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.
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