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Poder Judiciário de Mato Grosso promove oficina de Linguagem Simples para servidores

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do Laboratório de Inovação (InovaJusMT), promoveu na terça-feira (30) a Oficina de Linguagem Simples. A capacitação ocorreu em formato virtual, permitindo a participação de servidores de diferentes comarcas do estado. O tema foi apresentado pela gestora administrativa de projetos de inovação, Janaína Taques, e teve como foco orientar o uso de uma comunicação mais clara, acessível e inclusiva no atendimento ao cidadão.

Durante a oficina, a instrutora explicou que a Linguagem Simples é uma forma de comunicação que coloca o leitor no centro do texto, buscando sempre transmitir a mensagem de forma clara e direta, provendo a acessibilidade. “Na Linguagem Simples, buscamos utilizar palavras comuns do dia a dia, frases curtas e uma organização lógica do texto, para que a leitura seja fácil e compreensível”, acrescentou.

Janaína ainda explicou que a prática não abandona as normas da língua portuguesa, mas evita o uso excessivo de termos técnicos e do chamado “juridiquês”, garantindo que o cidadão compreenda o que está sendo comunicado.

O movimento de Linguagem Simples surgiu no setor público como resposta às dificuldades enfrentadas pelos cidadãos para compreender documentos oficiais e orientações de serviços. No Judiciário de Mato Grosso, a iniciativa começou em 2022 com a elaboração do Manual de Linguagem Clara e Direito Visual pelo InovaJusMT. Desde então, a equipe tem produzido materiais e promovido capacitações para difundir a prática. Conforme ressaltou a gestora, segundo dados do Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF) de 2024, apenas 10% da população adulta no Brasil é considerada plenamente proficiente em leitura, escrita e matemática, enquanto 29% são considerados analfabetos funcionais, pois conseguem decodificar palavras, mas têm grande dificuldade para interpretar instruções, textos e resolver situações cotidianas por meio da leitura.

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A adoção da Linguagem Simples exige uma mudança cultural e prática, que envolve escrever com empatia, clareza e objetividade, adaptando o texto ao público-alvo sem perder a precisão, garantindo acessibilidade para todos e organizando as informações de forma visualmente amigável. Para a técnica judiciária, comunicar em Linguagem Simples não é apenas uma questão de estilo, mas de cidadania, pois textos complexos podem gerar mal-entendidos, afastar o cidadão e até impedir o acesso a direitos e serviços, enquanto uma comunicação clara promove inclusão, fortalece a confiança no setor público e aumenta a efetividade das políticas públicas.

Como exemplo dos benefícios práticos, Janaína Taques citou a experiência da Comarca de Icó (CE), onde a adoção das técnicas de Linguagem Simples e Direito Visual impactou na redução das taxas de regressão de regime da execução penal. A adoção da Linguagem Simples e do Direito Visual durante audiências de execução penal trouxe resultados expressivos. Após a implementação de folhetos explicativos e de uma comunicação acessível, houve redução no número de regressão de regime por descuido entre os apenados beneficiados. A medida também reduziu retrabalho e processos desnecessários no Judiciário e foi bem recebida por servidores, advogados e privados de liberdade, reforçando o direito à informação e demonstrando potencial de inclusão e eficiência.

Ao final da oficina, os servidores tiveram a oportunidade de colocar os conhecimentos em prática em uma atividade em grupo, na qual transformaram textos jurídicos em versões mais claras e acessíveis, aplicando os princípios aprendidos de forma colaborativa.

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Inovação e acessibilidade

O Poder Judiciário mato-grossense, por meio do InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, lançou no dia 16 de setembro a série “Entenda a Sua Audiência”. A iniciativa reúne cinco guias em linguagem simples sobre diferentes tipos de audiência, com o objetivo de facilitar o acesso à informação, ampliar a confiança no Judiciário e fortalecer a cidadania. O primeiro material, já disponível, aborda as audiências criminais, e os próximos guias tratarão de temas como Cível, Audiência online, Tribunal do Júri e Conciliação.

A ação segue diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recomenda a adoção de linguagem clara por meio da Recomendação nº 144/2023 e reconhece boas práticas com o Selo Linguagem Simples. O guia inicial explica, passo a passo, como funciona a audiência de instrução criminal, etapa decisiva no processo judicial. Além do material escrito, um vídeo explicativo está disponível no YouTube e será compartilhado pelo WhatsApp com as partes interessadas.

Assista ao vídeo no Youtube do TJMT

Ou assista por este link

Confira o Guia de Audiência de Instrução Criminal

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Centro de Estudos em Meio Ambiente dá início à articulação da comunicação institucional

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O Comitê de Comunicação do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) realizou, nessa quarta-feira (1º de julho), sua primeira reunião de trabalho, com o objetivo de estruturar as ações de comunicação e ampliar a visibilidade das iniciativas desenvolvidas pelo Centro. O encontro reuniu representantes de diversas instituições parceiras e marcou o início da organização prática do grupo.
Na abertura da reunião, a juíza de direito Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, coordenadora do projeto Cesima, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da atuação conjunta na construção de uma comunicação mais integrada e estratégica. Entre os primeiros encaminhamentos, ficou definida a necessidade de fixar um calendário de reuniões mensais, garantindo a continuidade dos trabalhos e o alinhamento das ações.
Segundo Henriqueta, a criação do comitê responde à necessidade de fortalecer a comunicação institucional do Cesima, considerando a complexidade das temáticas trabalhadas pelo Centro. “Essa foi a primeira reunião do Comitê de Comunicação, que foi pensado justamente diante da importância de difundir e expressar com clareza questões afetas ao Centro, ou seja, meio ambiente, sustentabilidade, desenvolvimento e crescimento econômico. Como o Cesima tem esse olhar multidimensional e integrado, se canalizamos a comunicação para um único membro, acabamos perdendo a visão do todo”, afirmou.
Ainda conforme a magistrada, a proposta é garantir uma comunicação ampla e colaborativa. “O comitê foi criado com a perspectiva de comunicar à sociedade, às instituições e aos poderes como o Cesima trata essas questões de forma integrada”, destacou. Também foi discutida a criação de um calendário de divulgações, com conteúdo voltado à temática socioambiental, a serem compartilhados pelos canais institucionais dos integrantes do Centro de Estudos.
Durante a reunião, os participantes trataram do apoio imediato às ações do projeto “Cesima nas Escolas”, iniciativa que já prevê a realização de visitas a unidades de ensino para promover a educação socioambiental. Como encaminhamento prioritário, o comitê definiu a construção de um roteiro básico comum e de apresentações de slides dinâmicas (de até 30 minutos) adaptadas para as diferentes faixas etárias dos alunos, garantindo unidade na mensagem institucional antes mesmo do início das visitas.
“A partir desse primeiro contato, estabelecemos um plano de ação no sentido de cada um dos membros contribuir para a construção de um roteiro de fala para as palestras, levando às escolas uma visão integrada e plurívoca da questão ambiental, já que se trata de um tema complexo”, explicou Henriqueta.
Em paralelo ao cronograma escolar, o comitê trabalhará na elaboração de uma cartilha socioambiental colaborativa, com linguagem simples e acessível para a sociedade. O material reunirá conceitos básicos sobre meio ambiente, direitos, deveres e desafios contemporâneos. Ficou acordado que os membros definirão prazos internos para sugestões e lapidação do conteúdo, que passará por aprovação conjunta para garantir o olhar multidimensional do grupo.
Também está prevista a realização de visita do projeto “Cesima nas Escolas” no dia 29 de julho, na Escola Municipal de Ensino Básico Prof. Hilda Caetano de Oliveira, em Cuiabá. A atividade marcará o início das ações do programa no ambiente escolar e contará com a participação conjunta das instituições integrantes do Cesima, levando aos estudantes conteúdos de educação socioambiental adaptados à realidade local, com enfoque na conscientização e no diálogo sobre os desafios ambientais da região.
Outro encaminhamento relevante foi a proposta de organização de um evento institucional do Cesima para o final do ano. A ocasião será marcada pelo lançamento oficial da cartilha socioambiental e servirá como vitrine para que as instituições parceiras apresentem seus próprios projetos e produtos de sustentabilidade — como o documentário sobre catadores de recicláveis em produção pela Defensoria Pública.
Ao longo das discussões, os integrantes ressaltaram a importância de que a comunicação reflita o caráter multidisciplinar do Cesima, integrando diferentes perspectivas — ambiental, econômica, social e jurídica — e evitando abordagens isoladas. A criação de um canal direto de comunicação entre os membros também foi apontada como essencial para facilitar o compartilhamento de conteúdo, ideias e ações conjuntas.
Leia matéria correlata.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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