Tribunal de Justiça de MT

Justiça define regras de acesso do público ao Tribunal do Júri do caso Raquel Cattani

Publicado em

Arte institucional com fundo escuro mostra, em destaque, um martelo do juiz em primeiro plano e, ao fundo, a balança da Justiça desfocada. Ao centro, lê-se “Tribunal do Júri – Nova Mutum”. Na base, aparece a logomarca do Poder Judiciário de Mato Grosso.As regras de acesso do público externo ao Tribunal do Júri que julgará os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, réus pela morte de Raquel Cattani, foram definidas pela 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum. O julgamento acontecerá no dia 22 de janeiro e será presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski.

As medidas foram adotadas diante da grande repercussão do caso e têm como objetivos garantir a segurança, a organização dos trabalhos, a imparcialidade dos jurados e o respeito à dignidade da vítima.

A capacidade do plenário é de 60 pessoas. Por isso, o acesso será controlado e dividido entre familiares, público em geral e imprensa. Também haverá restrição ao uso de aparelhos eletrônicos.

Acesso ao plenário

Do total de vagas, 25 serão destinadas a familiares e pessoas próximas da vítima e dos réus. Para ocupar essas vagas, as partes devem encaminhar ao gabinete da Vara uma lista com nome completo, CPF e indicação do vínculo, acompanhada de documento que comprove o grau de parentesco ou proximidade.

Leia Também:  Comarca de Nova Canaã do Norte está com problema nos telefones fixos

Essa documentação deve ser enviada impreterivelmente até as 14h do dia 20 de janeiro de 2026.

Outras 25 vagas serão destinadas ao público em geral. As inscrições devem ser feitas até as 14h do dia 20 de janeiro de 2026, exclusivamente pelo WhatsApp (66) 99205-8999. Caso o número de interessados seja maior que o de vagas disponíveis, será realizado sorteio para definir os participantes.

Proibição de celulares e segurança

O uso de celulares, notebooks, gravadores e outros aparelhos eletrônicos é proibido no interior do plenário. A exceção vale apenas para a magistrada, advogados, servidores e profissionais que atuam diretamente no processo. O objetivo é atender a Resolução do Conselho Nacional de Justiça N. 645/2025.

https://atos.cnj.jus.br/files/original1233212025092668d68811ebd7d.pdf

O controle de acesso será feito pela Polícia Militar, com uso de detectores de metal. Também estão proibidas manifestações públicas de autoridades durante a sessão, para evitar interferências no julgamento. A segurança será reforçada pela Polícia Militar e pela Coordenadoria Militar do TJMT.

Relembre o caso

Raquel Cattani era produtora rural em Nova Mutum e filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). De acordo com a denúncia, ela foi assassinada a facadas em sua residência, no dia 18 de julho de 2024.

Leia Também:  Comissão de Acessibilidade leva convite do TJMT Inclusivo a educadores durante formação

Rodrigo Xavier Mengarde, ex-cunhado da vítima, é apontado como autor do crime. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, é acusado de ter planejado o homicídio. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Published

on

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

Leia Também:  Judiciário assina acordo com Cuiabá e racionaliza cobranças de dívidas ativas de até R$ 5 mil

Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

Leia Também:  Comissão de Acessibilidade leva convite do TJMT Inclusivo a educadores durante formação

Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA