Tribunal de Justiça de MT

Juiz esclarece regras do Código de Defesa do Consumidor no podcast Explicando Direito

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O podcast Explicando Direito dedica sua nova edição a um tema presente no cotidiano da grande maioria da população: as regras do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e as medidas que podem ser adotadas quando esses direitos não são respeitados. Para esclarecer dúvidas, o programa recebeu o juiz Yale Sabo Mendes, titular da 7ª Vara Cível de Cuiabá, que destaca a relevância do CDC, considerado por ele uma das legislações consumeristas mais modernas do mundo.

Yale explica que, ao receber um produto com defeito ou enfrentar atraso na entrega, o primeiro passo do consumidor deve ser comunicar imediatamente o fornecedor. Ele observa que a tecnologia facilita esse processo, já que fotos e vídeos feitos pelo próprio celular são suficientes para registrar o problema. Segundo o juiz, atualmente “90% das empresas respeitam o consumidor e devolvem o dinheiro ou substituem o produto”.

Na entrevista, ele também esclarece a diferença entre garantia legal e garantia estendida. A primeira é obrigatória e se aplica a produtos e serviços, enquanto a segunda funciona como um seguro adicional, oferecido por seguradoras. O magistrado reforça que o consumidor não é obrigado a comprar a garantia estendida e que essa informação deve ser apresentada de forma clara no momento da compra.

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Outro ponto abordado no podcast é o direito de arrependimento, que garante ao consumidor o prazo de sete dias para devolver produtos. O juiz lembra que esse direito pode ser exercido inclusive em casos de propaganda enganosa ou quando o item recebido não corresponde às expectativas do comprador. “Muitas vezes você compra um produto que vem muito aquém daquilo que queria, então você tem o direito da cláusula do arrependimento”.

Sobre atrasos na entrega, o magistrado explica que a possibilidade de indenização depende do prejuízo causado. Em situações que envolvem itens essenciais, como medicamentos, o dano moral pode ser reconhecido. Ele também esclarece que, em casos de divergência entre o preço exibido no produto e o valor registrado no caixa, deve prevalecer o valor da etiqueta.

A entrevista aborda ainda a prática da venda casada, considerada ilegal pelo CDC, e sobre qual é o momento ideal de se ingressar com uma ação judicial. Conforme o magistrado, apenas quando não há acordo administrativamente é que se deve buscar o Judiciário. “Se a empresa disser aquele clássico ‘procure seus direitos’, aí sim é o momento de ingressar com a ação”.

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Clique neste link para ouvir a íntegra do programa.

Para ouvir no Spotify, clique aqui.

Apresentado pela jornalista Elaine Coimbra, o podcast é uma parceria entre a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Rádio TJ e Rádio Assembleia FM, e tem como objetivo aproximar a população de temas jurídicos relevantes do cotidiano.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Centro de Estudos em Meio Ambiente dá início à articulação da comunicação institucional

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O Comitê de Comunicação do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) realizou, nessa quarta-feira (1º de julho), sua primeira reunião de trabalho, com o objetivo de estruturar as ações de comunicação e ampliar a visibilidade das iniciativas desenvolvidas pelo Centro. O encontro reuniu representantes de diversas instituições parceiras e marcou o início da organização prática do grupo.
Na abertura da reunião, a juíza de direito Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, coordenadora do projeto Cesima, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da atuação conjunta na construção de uma comunicação mais integrada e estratégica. Entre os primeiros encaminhamentos, ficou definida a necessidade de fixar um calendário de reuniões mensais, garantindo a continuidade dos trabalhos e o alinhamento das ações.
Segundo Henriqueta, a criação do comitê responde à necessidade de fortalecer a comunicação institucional do Cesima, considerando a complexidade das temáticas trabalhadas pelo Centro. “Essa foi a primeira reunião do Comitê de Comunicação, que foi pensado justamente diante da importância de difundir e expressar com clareza questões afetas ao Centro, ou seja, meio ambiente, sustentabilidade, desenvolvimento e crescimento econômico. Como o Cesima tem esse olhar multidimensional e integrado, se canalizamos a comunicação para um único membro, acabamos perdendo a visão do todo”, afirmou.
Ainda conforme a magistrada, a proposta é garantir uma comunicação ampla e colaborativa. “O comitê foi criado com a perspectiva de comunicar à sociedade, às instituições e aos poderes como o Cesima trata essas questões de forma integrada”, destacou. Também foi discutida a criação de um calendário de divulgações, com conteúdo voltado à temática socioambiental, a serem compartilhados pelos canais institucionais dos integrantes do Centro de Estudos.
Durante a reunião, os participantes trataram do apoio imediato às ações do projeto “Cesima nas Escolas”, iniciativa que já prevê a realização de visitas a unidades de ensino para promover a educação socioambiental. Como encaminhamento prioritário, o comitê definiu a construção de um roteiro básico comum e de apresentações de slides dinâmicas (de até 30 minutos) adaptadas para as diferentes faixas etárias dos alunos, garantindo unidade na mensagem institucional antes mesmo do início das visitas.
“A partir desse primeiro contato, estabelecemos um plano de ação no sentido de cada um dos membros contribuir para a construção de um roteiro de fala para as palestras, levando às escolas uma visão integrada e plurívoca da questão ambiental, já que se trata de um tema complexo”, explicou Henriqueta.
Em paralelo ao cronograma escolar, o comitê trabalhará na elaboração de uma cartilha socioambiental colaborativa, com linguagem simples e acessível para a sociedade. O material reunirá conceitos básicos sobre meio ambiente, direitos, deveres e desafios contemporâneos. Ficou acordado que os membros definirão prazos internos para sugestões e lapidação do conteúdo, que passará por aprovação conjunta para garantir o olhar multidimensional do grupo.
Também está prevista a realização de visita do projeto “Cesima nas Escolas” no dia 29 de julho, na Escola Municipal de Ensino Básico Prof. Hilda Caetano de Oliveira, em Cuiabá. A atividade marcará o início das ações do programa no ambiente escolar e contará com a participação conjunta das instituições integrantes do Cesima, levando aos estudantes conteúdos de educação socioambiental adaptados à realidade local, com enfoque na conscientização e no diálogo sobre os desafios ambientais da região.
Outro encaminhamento relevante foi a proposta de organização de um evento institucional do Cesima para o final do ano. A ocasião será marcada pelo lançamento oficial da cartilha socioambiental e servirá como vitrine para que as instituições parceiras apresentem seus próprios projetos e produtos de sustentabilidade — como o documentário sobre catadores de recicláveis em produção pela Defensoria Pública.
Ao longo das discussões, os integrantes ressaltaram a importância de que a comunicação reflita o caráter multidisciplinar do Cesima, integrando diferentes perspectivas — ambiental, econômica, social e jurídica — e evitando abordagens isoladas. A criação de um canal direto de comunicação entre os membros também foi apontada como essencial para facilitar o compartilhamento de conteúdo, ideias e ações conjuntas.
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Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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