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Escuta Cidadã aproxima sociedade e Judiciário em debate sobre tecnologia e acesso à Justiça

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Foto em grupo com cerca de 25 pessoas posando sorridentes em um ambiente interno. Elas estão organizadas em duas fileiras, algumas agachadas, à frente de painéis de madeira.Estudantes, advogados, jornalistas, professores universitários, servidores públicos e diversos representantes da sociedade civil sentados lado a lado. O cenário, que poderia parecer improvável, tomou forma na manhã desta sexta-feira (8), no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, durante mais uma edição das Oficinas de Escuta Cidadã promovidas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
O encontro debateu o tema “Justiça Digital e Sistema de Justiça” e reuniu diferentes olhares sobre tecnologia, acessibilidade, inovação e atendimento ao cidadão. Mais do que discutir sistemas e plataformas, a proposta foi ouvir quem utiliza, vivencia e observa diariamente os desafios da transformação digital dentro e fora do Judiciário.
As rodas de conversa foram organizadas para contribuir com ideias e apontamentos voltados ao Planejamento Estratégico 2027–2032 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O trabalho é realizado em parceria entre a Coordenadoria de Planejamento e o Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (InovaJusMT).
Da teoria para prática
A estudante do 7º semestre de Direito, Hemily Moraes, viu na oficina uma oportunidade de aproximar a teoria aprendida na universidade da realidade prática vivida dentro do sistema de Justiça.
“A faculdade é um ótimo lugar de ensino, mas muitas coisas precisam ser discutidas na prática. Estar aqui, ouvindo pessoas que trabalham no dia a dia do Judiciário, traz motivação para nós que ainda estamos na sala de aula e queremos futuramente ajudar esse sistema a funcionar melhor”, afirmou.
Representando a advocacia do interior do estado, Hélio Brandão, advogado que mora em Alta Floresta, ressaltou que a transformação digital trouxe avanços importantes, mas também desafios para muitos profissionais.
“As inovações tecnológicas são uma barreira para alguns profissionais que têm mais tempo de atuação e menos conhecimento técnico. Então, é importante que o Tribunal esteja disposto a ouvir as limitações e também aquilo que funciona bem”, destacou.
Segundo ele, a escuta coletiva fortalece a construção de soluções mais próximas da realidade enfrentada pelos usuários do sistema.
Justiça e inclusão digital
A jornalista Euziany Teodoro chamou atenção para um ponto que atravessou diferentes mesas de debate: a necessidade de tornar a linguagem da Justiça mais simples e acessível.
“Hoje discutimos muito sobre como a sociedade acessa os serviços e como podemos facilitar essa comunicação. Precisamos de um Judiciário acessível em todas as bases, seja pela internet, telefone, centrais de atendimento ou comunicação”, disse.
Já o professor de computação da Universidade Federal de Mato Grosso, Josiel Figueiredo, destacou a importância de aproximar tecnologia e cidadania, especialmente em um contexto de crescimento das ferramentas digitais e da inteligência artificial.
“A juventude está conectada o tempo todo. Então precisamos pensar como as tecnologias podem fazer parte do dia a dia do cidadão e também dos serviços públicos. A inteligência artificial é uma ferramenta importante, mas ela precisa auxiliar as pessoas, não substituir o ser humano”, avaliou.
Metodologia colaborativa
O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel, lembrou que Mato Grosso foi pioneiro na implantação do planejamento estratégico dentro do Judiciário brasileiro e destacou que o momento atual é marcado pela transformação digital.
“Hoje vivemos um novo ciclo. Saímos de uma realidade com vários sistemas que não se comunicavam para um cenário de integração digital. Mas queremos ouvir a sociedade para entender o que ainda precisa melhorar”, afirmou.
As oficinas utilizam metodologias colaborativas para estimular o diálogo entre diferentes setores da sociedade e do sistema de Justiça. A condução das atividades conta com apoio da WeGov, startup especializada em inovação no setor público.
Facilitador da oficina e diretor da empresa, André Tamura explicou que o principal objetivo é reunir diferentes perspectivas em um ambiente aberto ao diálogo.
“Essas perspectivas diferentes de cidadãos, usuários e servidores são fundamentais. A ideia aqui não é uma audiência pública, nem um curso sobre o PJe. É um espaço para ampliar percepções e gerar insumos para as decisões que vão construir a estratégia do Judiciário para os próximos anos”, destacou.
As Oficinas de Escuta Cidadã começaram no dia 6 de maio e encerram nesta sexta-feira (8), reunindo diferentes públicos para debater acesso à Justiça, inclusão, conciliação, inovação e transformação digital.
Leia mais:
Escuta Cidadã abre diálogo entre Judiciário e sociedade com foco no futuro

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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tiago Fensterseifer destaca atualidade do Direito Ambiental e convida para curso da Esmagis-MT

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Arte institucional da com fundo claro e imagem da estátua da Justiça. Tema do curso: Introdução ao Direito Ambiental. Participação dos professores Ingo Sarlet e Tiago Fensterseifer. Logotipos da Esmagis e do Judiciário na base.As transformações do Direito Ambiental e os desafios cada vez mais presentes na atuação dos profissionais do sistema de Justiça estarão em pauta na segunda edição do curso “Introdução ao Direito Ambiental”, promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com o Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima).

Em vídeo divulgado nas redes sociais da Escola, o professor Tiago Fensterseifer, defensor público do Estado de São Paulo e um dos principais estudiosos brasileiros da área, convida magistrados(as) e servidores(as) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso a participarem da capacitação, que será ministrada em conjunto com o professor Ingo Wolfgang Sarlet.

Segundo Fensterseifer, o curso foi concebido para oferecer uma visão ampla e atualizada do Direito Ambiental, combinando os fundamentos teóricos da disciplina com temas que vêm ganhando cada vez mais relevância nos tribunais brasileiros. “Vamos, de forma bastante abrangente, visitar os fundamentos do Direito Ambiental, desde a teoria geral e os princípios, mas também trazendo todas as atualidades dessa matéria, que não são poucas, inclusive à luz da jurisprudência dos nossos tribunais, em especial dos nossos tribunais superiores”, afirma.

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O professor ressalta que a proposta é construir uma base sólida de conhecimento sem perder de vista as discussões contemporâneas que impactam diretamente a atividade jurisdicional.

Para Fensterseifer, retornar à Esmagis para a segunda edição do curso é motivo de satisfação. “É uma grande alegria e uma honra para a gente”, destaca, ao reforçar o convite para que magistrados e servidores participem da formação. Além das aulas, os participantes terão acesso a material de apoio elaborado pelos formadores, com conteúdos voltados ao aprofundamento dos estudos e à aplicação prática dos conhecimentos.

A iniciativa integra o eixo temático Meio Ambiente da Esmagis-MT. A coordenação da capacitação é do desembargador Rodrigo Curvo e da juíza de Direito Henriqueta Lima.

Inscrições

As inscrições seguem até 22 de julho para juízes do interior. Desembargadores e juízes de Cuiabá e Várzea Grande têm até 27 de julho para realizar a inscrição. Entre 23 e 27 de julho, as inscrições estarão abertas também para servidores do Judiciário e das instituições integrantes do Cesima.

Para os magistrados, a certificação será emitida pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam), para fins de vitaliciamento e/ou promoção.

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Formadores

Tiago Fensterseifer é defensor público do Estado de São Paulo, doutor e mestre em Direito Público pela PUCRS, com pesquisas realizadas no Instituto Max-Planck de Direito Social e Política Social. Possui pós-doutorado pela UFSC e pelo Instituto Max-Planck. É autor de obras de referência em direitos fundamentais, proteção ambiental e atuação da Defensoria Pública.

Ingo Wolfgang Sarlet é professor titular da Escola de Direito da PUCRS, doutor em Direito pela Ludwig-Maximilians-Universität München e uma das principais referências brasileiras em Direito Constitucional, direitos fundamentais e proteção ambiental.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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