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Engajamento de servidores e famílias fortalece impacto ambiental do ReciclaJud

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Três troféus verdes do ReciclaJud estão dispostos sobre mesa de madeira em sala administrativa. As peças têm formato do símbolo da reciclagem e bases douradas com identificação dos vencedores de 2025.O envolvimento de servidores, colaboradores e de suas famílias é essencial para ampliar os resultados da competição ReciclaJud e consolidar uma mudança real na gestão de resíduos dentro e fora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A avaliação é da assessora de Sustentabilidade do Judiciário mato-grossense, Elaine Alonso, que apresentou uma retrospectiva das ações desenvolvidas ao longo do ano na sede do Tribunal. Ela integra a equipe do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT.

Neste ano, foram realizadas quatro edições da competição: da sede do TJMT, do Fórum de Várzea Grande, e por duas vezes no Complexo dos Juizados Especiais.

Segundo Elaine, o cenário nacional evidencia a urgência do engajamento coletivo em iniciativas que buscam a sustentabilidade ambiental. “Inicialmente, eu gostaria de falar que no Brasil nós geramos por ano 82 milhões de toneladas de resíduos. É muita coisa. E dessa quantidade, a gente consegue mandar para reciclagem menos de 4%. Então, é um quantitativo muito expressivo, uma realidade que a gente precisa mudar”, alertou.

Ela explicou que a produção de resíduos começa nas atitudes individuais do dia a dia. “Por dia, cada um de nós gera cerca de 1,1 kg de resíduos por dia, cada pessoa. Então, por ano, a gente chega a em torno de 400 kg de resíduos”, detalhou. Do total produzido, Elaine destacou que há grande potencial de reaproveitamento. “Dessa quantidade, 40% costumam ser orgânicos, 30% de materiais recicláveis e 30% de rejeitos. Ou seja, se a gente mandar os materiais para a reciclagem e se a gente fizer a compostagem dos orgânicos, a gente consegue desviar até 70% desse material. Então aquela realidade de 4% ali vai mudar bem”, afirmou.

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A assessora reforçou que reciclar vai muito além do descarte correto e envolve três pilares fundamentais. “Por que reciclar é tão essencial? Nós estamos falando de três eixos muito importantes: o ambiental, o econômico e o social”, explicou.

No aspecto ambiental, Elaine destacou a transição necessária da economia linear para a circular. “Hoje a gente vive uma economia linear, que é extrair recurso natural, usar e jogar fora. Com a reciclagem, a gente quer estimular a economia circular, que é você extrair uma vez, colocar esse material no mercado e voltar para a reciclagem. Assim, a gente reduz a extração de recursos naturais, evita desmatamento, diminui poluição e reduz emissões de gases de efeito estufa”, pontuou.

Já no eixo econômico, os benefícios são diretos. “Nós temos redução de custos com aterros, que vão ter uma vida muito maior se a gente mandar menos material para lá. Isso gera empregos e renda, estimula cooperativas e associações e fortalece a economia circular”, destacou.

No campo social, Elaine ressaltou o impacto positivo na inclusão e na conscientização. “Promove inclusão socioeconômica, incentiva a educação ambiental – a gente está sempre passando nas áreas, fazendo campanhas, tirando dúvidas – e melhora a qualidade de vida de todo mundo”, completou.

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Os resultados práticos reforçam a importância do engajamento coletivo. “No ano de 2025, até o momento, nós mandamos para reciclagem 13 toneladas de materiais recicláveis produzidos internamente no nosso ambiente de trabalho”, informou. Entre os materiais destinados corretamente estão papel, plástico, metal, madeira e resíduos eletrônicos.

Para a assessora, a participação ativa de servidores e de suas famílias é decisiva para ampliar esses resultados e transformar hábitos. “Então a gente precisa disso, desse engajamento de todos”, concluiu.

Todo material descartado pelo poder judiciário já recebe destinação adequada. Ele é coletado e destinado à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Mato Grosso (Asmats), garantindo que o engajamento de cada unidade se transforme em apoio direto às famílias de catadores.

Responsabilidade

O Reciclajud está alinhado ao Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). De forma bastante simplificada, o plano possibilita estabelecer práticas sustentáveis no uso do bem público, e a racionalização dos impactos socioambientais com a sensibilização do público interno por meio da educação ambiental.

Além de estimular práticas sustentáveis, a iniciativa contribui para o Índice de Desempenho da Sustentabilidade (IDS), reforçando o compromisso institucional com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente os ODS 11, 12 e 13.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

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Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

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Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

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Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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