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Entrevista na Rádio TJ destaca campanha de doação de sangue e faz alerta sobre estoque crítico

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A mobilização para reforçar os estoques de sangue em Mato Grosso ganhou destaque na programação da Rádio do Tribunal de Justiça nesta quarta-feira (22). Durante entrevista ao programa Prosa Legal, a representante do MT Hemocentro, Magda Matos apresentou detalhes da campanha “Junho Vermelho – Juizados Especiais Mobilizando Vidas” e fez um convite direto à população para participar da ação, que começa nesta quinta-feira (23) no TJMT.

A iniciativa, que segue até o dia 30 de maio, tem como objetivo ampliar o número de doadores em todo o estado, em um momento considerado crítico para os estoques. “Essa campanha veio como um presente do Poder Judiciário para nós. A gente espera que ela seja fomentada e que seja um sucesso”, destacou a entrevistada.

Estoque crítico e necessidade urgente

Durante a entrevista, Magda alertou para a situação preocupante do banco de sangue. Segundo ela, o MT Hemocentro enfrenta há meses níveis críticos de abastecimento. “O MT Hemocentro está com estoque em nível bastante crítico, principalmente quanto a RHs negativos. ‘O positivo’ também está assustadoramente baixo o ano todo”, afirmou.

Ela lembrou que o hemocentro atende grandes unidades hospitalares de Cuiabá e Várzea Grande, além de abastecer os 142 municípios de Mato Grosso. “É uma demanda gigantesca e a gente precisa muito do apoio da população”, reforçou.

Quem pode doar e principais cuidados

Ao longo da conversa, a entrevistada também esclareceu dúvidas comuns de potenciais doadores se estão aptos ou não a doar, como por fazer uso de medicamentos, apresentar sintomas gripais ou ter realizado procedimentos estéticos.

Sobre o uso de canetas emagrecedoras, Magda explicou que a doação é permitida, desde que não haja compartilhamento de seringas. “Se houver esse compartilhamento, é necessário aguardar 12 meses. Caso contrário, pode doar normalmente, desde que não tenha iniciado ou alterado a medicação nos últimos 14 dias e não esteja com sintomas como vômito ou diarreia”, orientou.

Em relação aos medicamentos, ela destacou que na maioria dos casos o impedimento não está diretamente associado ao uso de remédios, mas na condição de saúde do doador. “Não se prejudica a vida de alguém no ato tão nobre que é a doação de sangue. A avaliação é feita para garantir a segurança tanto do doador, quanto de quem vai receber”, explicou.

Sobre sintomas gripais, a recomendação é aguardar a recuperação completa antes de doar. “Se estiver com gripe ou resfriado, é necessário esperar cerca de 10 dias após a melhora. Já em casos de dengue, zika ou chikungunya, o prazo é de 30 dias”, ressaltou.

Em relação a tatuagens e piercings, o prazo para doação varia conforme a comprovação das condições sanitárias do local. “Se você tiver o alvará sanitário, são seis meses de inaptidão. Se não tiver, precisa aguardar 12 meses. Isso é importante para a segurança de quem vai receber o sangue”, disse.

Ela também destacou a importância da sinceridade durante a triagem. “É a verdade na boca do doador que torna essa doação completamente segura, tanto para quem doa, quanto para quem vai receber”, pontuou.

Ação começa hoje no TJMT

A primeira etapa da campanha será realizada nesta quinta-feira (23), no ambulatório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, das 8h às 12h e das 13h às 15h30.

A programação segue no Fórum de Cuiabá, no dia 12 de maio, e no Fórum de Várzea Grande, no dia 13 de maio, sempre no período da tarde. A campanha integra as ações do “Junho Vermelho”, com foco em mobilizar unidades dos Juizados Especiais e incentivar a participação coletiva.

Ao final da entrevista, a mensagem foi direta: “Doe sangue, salve vidas. O verdadeiro herói estende o braço e doa sangue”.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

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Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

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Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

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Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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