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Corregedoria Participativa fortalece vínculos com a comunidade em Paranatinga

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O primeiro dia de atividades desta edição do programa Corregedoria Participativa ocorreu segunda-feira (26), na Comarca de Paranatinga. O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira, liderou a comitiva composta pelos juízes-auxiliares Christiane da Costa Marques Neves, Emerson Cajango, Lídio Modesto e colaboradores da CGJ.
 
“Estive aqui quando estava na comarca de Poxoréo. E agora volto e encontro em franco desenvolvimento graças aos senhores”, começou o corregedor. “Nosso trabalho de correições segue a determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no sentido que devemos correicionar de forma presencial ao menos 34% das nossas unidades judiciárias. E a satisfação que temos é grande, pois temos encontrado todo o apoio dos juízes e servidores que são a base da justiça mato-grossense, sem os quais nada faríamos em prol do cidadão”, afirmou.
 
O grupo se encontrou com o juiz-diretor do foro, Fabricio Sávio da Veiga Carlota, com a magistrada Luciana Braga Simão Tomazetti, e com os servidores da unidade para uma foto oficial em frente ao fórum, que simboliza a aproximação da corregedoria com a comarca. Após este momento, foi promovida uma reunião no fórum local. Magistrado e servidores apresentaram questões pertinentes à comarca ao corregedor e aos juízes-auxiliares.
 
“Em meu nome e da juíza Luciana agradeço a presença da Corregedoria. A sensibilidade do desembargador Juvenal e a experiência de todos os juízes-auxiliares, que é enorme, é uma oportunidade para que os servidores possam externar todas as dificuldades, para que a CGJ possa nós ajudar. Que esse dia seja abençoado”, comentou o juiz-diretor.
 
“Já também trabalhei em cartório judicial e extra e muitas vezes não tínhamos como levar as nossas dificuldades aos nossos superiores. Então abri esse espaço para ouvir quais são as dificuldades encontradas na comarca porque só os senhores sabem o que temos que mudar para melhor atender aos nossos jurisdicionados, aqueles que estão na ponta e necessitam dos nossos serviços”, completou o corregedor.
 
O juiz-auxiliar Lídio Modesto, que tem entre suas atribuições supervisionar assuntos da área de tecnologia da informação, aproveitou a oportunidade para falar sobre projetos que estão sendo implantados para auxiliar os servidores. Um dos anúncios foi a implantação do aplicativo Mandamus. “Trata-se de aplicativo usado pelo smartphone. O oficial de justiça simplesmente aperta um botão para fazer a certidão e já manda pelo PJe, se a pessoa não estiver no local, o sistema por georreferencaimento já comprova a tentativa. Começou a funcionar, como projeto nas comarcas de Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Porto Alegre do Norte, Sorriso e Várzea Grande”, citou.
 
Ainda no fórum, o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango, trocou ideias com os servidores sobre os desafios e demandas enfrentados pelo Poder Judiciário na comarca. O magistrado falou sobre metas do CNJ, indicou prioridades, deu dicas de administração judiciária, respondeu alguns questionamentos e anotou dificuldades relatadas pelos servidores para reportar aos setores responsáveis.
 
A analista judiciária, desde 2018 em Paranatinga, Loyne Borges Andrade, é a atual presidente da Associação dos Analistas Judiciários do Estado de Mato Grosso (Anajud) e comemorou as informações recebidas pelo programa. “É uma enorme satisfação nossa como servidores ter uma Corregedoria tão participativa”, elogiou. “ Hoje temos voz e inclusão. Toda administração do TJMT, a presidente, desembargadora Clarice Claudino, o corregedor, desembargador Juvenal Pereira, os juiz auxiliares tanto da Presidência quanto da CGJ, são muito acessíveis. Ficamos muito felizes em saber desses novos programas que a corregedoria tem para ofertar para nos, em especial aos oficiais de justiça que há muito tempo apresentam suas demandas e essas novidades vão ajudar como um todo”, avaliou.
 
Visitas Institucionais – Além do encontro com magistrados e servidores, o programa Corregedoria Participativa visa aproximar a população do Poder Judiciário, promovendo a transparência e a confiança na Justiça. Por isso o corregedor e juízes-auxiliares visitam instituições nas comarcas que passam. Na segunda-feira (26), em Paratinga a agenda foi intensa.
 
Pela manhã, enquanto o juiz-auxiliar Emerson Cajango proferiu a palestra no Fórum, o corregedor e os auxiliares Christiane Neves e Lídio Modesto se deslocaram até a Delegacia e foram recebidos pelo delegado Eric Fernando Martins.
 
A segunda visita institucional do dia foi ao prefeito de Paranatinga, Marquinho do Dedé. O gestor apresentou números do município que é um dos maiores de Mato Grosso em extensão territorial. O grupo ainda conheceu a Casa de Acolhimento do município.
 
No período vespertino, concluindo o primeiro dia do Programa Corregedoria Participativa em Paranatinga, a equipe da CGJ-MT visitou a sede das Promotorias, a 29a Subseção da OAB, atendeu representantes dos produtores rurais e visitou o Cartório do 1º Ofício – Serviço de Registro de Imóveis.
 
Ao ouvir as demandas e sugestões da comunidade, a Corregedoria-Geral da Justiça pode melhorar suas políticas e ações, garantindo um serviço mais eficiente e alinhado com as necessidades da sociedade.
 
Na terça-feira, a equipe inicia os trabalhos no Fórum de Primavera do Leste.
27/06 (Terça-feira) – Primavera do Leste:
08h30: Foto Oficial em frente ao prédio do Fórum
08h30: Palestra sobre Gestão de Gabinete com juiz-auxiliar da CGJ, Emerson Cajango
11h: Reunião com o prefeito Leonardo Bortolin
14h30: Reunião com Membros da Defensoria Pública – Rafael Cardoso
15h30: Reunião com o Ministério Público – Fabiola
 
28/06 (Quarta-feira) – Primavera do Leste:
08h: Visita à Delegacia de Defesa da Mulher, Criança e Idoso
09h: Visita ao Batalhão de Polícia Militar
10h: Visita à Casa de Acolhimento
17h30: Reunião com a OAB 22 Subseção – Ethiene Brandão
 
29/06 (Quinta-feira) – Campo Verde:
10h: Visita à Delegacia de Polícia Civil
10h30: Visita ao 8º Batalhão de Polícia Militar
11h: Visita à Casa de Acolhimento
15h: Reunião com o prefeito Alexandre Lopes de Oliveira
16h: Reunião com o Ministério Público – Marcelo dos Santos Alves Corrêa
17h: Reunião com a OAB 23 Subseção – Maurytania Celeste Brito dos Santos Bauermeister
 
30/06 (Sexta-feira) – Campo Verde:
08h30: Foto Oficial em frente ao prédio do Fórum
08h30: Palestra sobre Gestão de Gabinete com juiz-auxiliar da CGJ, Emerson Cajango
11h: Reunião com Membros da Defensoria Pública – Dra. Elisa de Camargo Viana
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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