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Círculo de Paz promove escuta, desperta sonhos e união entre crianças durante Expedição

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No primeiro dia de atendimentos da 7ª Expedição Araguaia-Xingu, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o diálogo e a empatia tomaram conta da manhã deste sábado (4), com a realização de um Círculo de Construção de Paz voltado para crianças e, carinhosamente, chamada de Roda da Felicidade.

A atividade, conduzida pelo gestor do Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania), Justiça Comunitária e Justiça Restaurativa da Comarca de São Félix do Araguaia, Áquila Júnior Lopes Machado, transformou o ambiente em um espaço de escuta, aprendizado e alegria.

“O principal objetivo hoje do círculo foi estimular as crianças a pensarem e refletirem sobre como elas são felizes, sobre a vida e os sonhos delas”, explicou Áquila.

Utilizando materiais lúdicos e coloridos, o encontro foi pensado especialmente para o público infantil, incentivando a expressão dos sentimentos de forma leve e acolhedora. “Com crianças, a gente tem um material separado que é mais didático, com desenhos para facilitar a participação deles e estimular o diálogo”, completou o gestor.

Durante a roda, as crianças foram convidadas a compartilhar o que as faz felizes e a ouvir os sonhos dos colegas, fortalecendo valores como respeito, empatia e escuta ativa. “Essas rodas de conversa são justamente para estimular, ainda mais nessa fase infantil, a dialogar, a falar o que estão sentindo, como veem o mundo. Elas aprendem a enxergar o sonho do outro e, às vezes, se reconhecem um pouquinho nesse outro também”, destacou Áquila.

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A Justiça Restaurativa é uma abordagem que busca restaurar o equilíbrio social e fortalecer vínculos por meio do diálogo e da corresponsabilidade. Uma de suas principais práticas, o Círculo de Construção de Paz, cria um ambiente seguro e respeitoso para que histórias, emoções e aprendizados possam ser compartilhados, prevenindo conflitos e estimulando a convivência harmônica.

Sobre a Expedição

A 7ª Expedição Araguaia-Xingu, conduzida pelo juiz José Antonio Bezerra Filho, coordenador da Justiça Comunitária do TJMT, iniciou sua primeira fase pelos municípios de Campinápolis (Distrito de São José do Couto) e Bom Jesus do Araguaia. A ação leva cidadania e serviços essenciais a comunidades de difícil acesso, com apoio de mais de 100 parceiros institucionais, entre eles a Justiça Federal, Ministérios Públicos, secretarias e prefeituras.

Com mais de 210 mil atendimentos realizados desde sua criação, o projeto já foi reconhecido nacionalmente pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e indicado ao Prêmio Innovare pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Parceiros

Entre os parceiros e instituições participantes estão a Casa Civil, a Proteção e Defesa Civil, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), nas áreas de Cultura e Esporte, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do programa Imuniza Mais, e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

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Também integram o grupo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), o Programa Verde Novo, a Companhia de Polícia Ambiental de Tangará da Serra, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, o Detran-MT, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Polícia Judiciária Civil (PJC), o Exército Brasileiro e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Participam ainda a Defensoria Pública de Mato Grosso, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do TJMT, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), a Caixa Econômica Federal, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Receita Federal, a Aprosoja, e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A lista inclui também a Energisa, as Prefeituras de Campinápolis e de Bom Jesus do Araguaia, além do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que realizará atendimentos em Bom Jesus do Araguaia.

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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tentativa de feminicídio em Pontes e Lacerda resulta em condenação de 22 anos e 11 meses de prisão

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O Tribunal do Júri da 3ª Vara da Comarca de Pontes e Lacerda condenou um réu, em sessão realizada na terça-feira (7), a 22 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial fechado, por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira. A sentença foi proferida pela juíza Djéssica Giseli Küntzer.

O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, cometido em janeiro de 2025, e acolheu a qualificadora de uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme os autos, a mulher foi atingida por 13 golpes de faca em diversas partes do corpo.

Na sentença, a magistrada destacou a gravidade da conduta, ressaltando que o crime foi praticado “no interior da própria residência da vítima, local que, por sua natureza, deveria representar um ambiente de segurança, acolhimento e refúgio”. Também considerou que o réu agiu em estado de embriaguez.

A decisão ainda levou em conta a situação de vulnerabilidade da vítima no momento da agressão. Segundo os autos, ela também estava em estado de embriaguez, o que reduziu sua capacidade de reação. O ataque ocorreu de forma repentina, sem qualquer possibilidade concreta de defesa.

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Embora o crime de feminicídio não tenha sido consumado por circunstâncias alheias à vontade do agressor, o laudo pericial aponta que os golpes atingiram órgãos vitais, como o pulmão, colocando a vítima em risco iminente de morte.

Dosimetria da pena

Na fixação da pena, a juíza Djéssica Küntzer considerou desfavoráveis ao réu a culpabilidade, em razão do número de golpes desferidos, além das circunstâncias e das consequências do crime, diante dos graves danos físicos e psicológicos causados à vítima.

Além da pena de prisão, o condenado deverá pagar R$ 10 mil de indenização mínima por danos morais. A magistrada fundamentou a decisão no entendimento de que, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, o dano moral é presumido.

O julgamento também marca a aplicação da nova legislação que passou a tratar o feminicídio como crime autônomo no ordenamento jurídico brasileiro. Este foi o primeiro Tribunal do Júri da comarca a julgar uma tentativa de feminicídio sob a vigência da nova norma, que deixou de tratar o feminicídio como qualificadora do homicídio e passou a reconhecê-lo como um crime próprio, reforçando a proteção às mulheres vítimas de violência motivada pela condição do sexo feminino.

Autor: Vitória Maria Sena

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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